domingo, 29 de outubro de 2023

Quanto mais amor temos, mais facilmente fazemos a passagem pelo mundo. 

É preciso lembrar que ele usou o termo interessante. Ele disse interessante contrapõe a 

É indicativo de uma certa....

Mais fácil fazer algo

A ideia é essa...

Pois bem, chegamos na questão da felicidade. Levando em consideração ... nós temos uma propensão 


terça-feira, 24 de outubro de 2023

O dinheiro, o sucesso nos dão uma satisfação apenas momentânea

Nunca vamos sentir pleno. Tudo que conseguimos com essa correria maluca é uma ilusão, mas vamos afastar de nós mesmos. O mundo inteiro vai nos estimular a buscar a paz, a alegria, a serenidade, mas não vêm. 

Olhe a sua volta, todo mundo - bonito, feio, rico, pobre  desesperados. Querendo chegar na plenitude, na abundância. E as pessoas, mesmo depois de terem conseguido tudo que querem, não param de correr. 

Cada um de nós é um ponto focal de consciência.

Terceiro ponto. É a compulsão. Necessidade incontrolável de viver do passado e do futuro. Da memória do aconteceu e que vai acontecer. E nessa correria esquecemos o presente. 

O passado nos dá uma identidade, que cria uma insatisfação. Tanto o passado quanto aquilo que buscamos no futuro é uma ilusão. 


Por que vc não alcança aquilo que vc quer? Porque vc tem um suposição que tudo está no futuro. 
Todos estão perdidos numa busca interminável. Como dizem: O melhor está por vir . A única coisa real é o agora. O futuro é uma ideia na sua cabeça. O futuro é uma ilusão.

Há uma história que precisa se sacrificar no presente para não sofrer no futuro.  Aí vc me pergunta então posso comer doce a vida inteira que não vai prejudicar o nosso futuro. Mas o resultado de tudo que terá no futuro e o que faz agora.

Se vc acha que só será feliz se tiver o resultado. 

O momento presente é mais importante do que o resultado. Não precisa sacrificar o presente pensando no futuro. A sua vida perde a vibração, perde o encantamento, e fica naquela obsessão por algo... 


 


sábado, 21 de outubro de 2023

O meu exercício de cura através da escrita


Diante das mudanças e da perda tão abrupta do meu marido pelo COVID 19, no período mais letal da pandemia, e do desejo de poder fazer algo para acalentar o meu sofrimento, manter meu cérebro concentrado, equilibrar o meu estado emocional e evitar mais adoecimento físico e mental, pensei em escrever este livro, e poder com ele inspirar outras pessoas enlutadas e angustiadas a se autocurarem, também, através da escrita. 

Durante toda a minha vida, usei a escrita como escuta. Do  meu jeito, no meu tempo e na minha hora. Ou seja, no momento que o coração, que a ansiedade, a angústia, a tristeza e a saudade me visitavam. 

E colocando os problemas em palavras e analisando - os por escrito, pude perceber os insights e as perspectivas, que não seriam possíveis de outras formas. Uma vez que, somente, através desse tipo de escuta, de exposição pessoal, podemos nos desabafar e depois de lida fazer a nossa interpretação, a nossa reflexão.

E pouco a pouco,  pude sentir mais aliviada da dor que sentia, do problema que me angustiava, e pude me sentir melhor, encontrar uma resposta e uma saída. Como disse Rubem Alves:"O que as pessoas mais desejam é alguém que as escute de maneira calma e tranquila. Em silêncio. Sem dar conselhos. Sem que digam: "Se eu fosse você..." A gente ama não é a pessoa que fala bonito. É a pessoa que escuta bonito."

 E a escrita, pode acreditar, leitor
( a), desempenha muito bem essa função de cura e libertação de sentimentos e aflições, uma vez que, muitas pessoas não conseguem verbalizar o que sentem, mas conseguem escrever, desenhar ou ilustrar com as palavras. E mesmo que não tenha um destinatário,  você  pode escrever para o seu ente querido que já partiu, como no meu caso; ou para a pessoa que a/ o deixou preocupada ou nervosa (o)por algo, por exemplo. 

 Somente, o exercício  de expor o que você está sentindo pode ajudá-lo (a)  a organizar seus pensamentos e, entender como está pensando e poder  elaborar melhor as situações. Mesmo que a dor do luto  seja eterna, pode ser amenizada. E como disse Fernando Pessoa : " Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir".

E, segundo Lella Malta (2023), cientista social, "as possibilidades das palavras se tornarem ponte para a (re) organização de sentimentos nesta fase dolorosa são infinitas. A escrita ressignifica experiências, alcança memórias, é canal de escuta atenta das dores que carregamos no peito. Ainda que essas dores sejam eternas".

Na verdade, senti que a escrita foi como um combustível, uma vez que, a minha mente permaneceu centrada nele, relembrando tudo que vivemos, suas principais ações e experiências, das mais remotas às mais recentes, bem como seus legados. E se me distraia , me causava também muita dor. Mas pude me reinventar...ocupar o tempo com algo que gosto e que foi significativo para nós.
 
E, como meu marido havia deixado alguns escritos, resolvi digitar todos os seus textos e começar a escrever a sua biografia em sua homenagem, com o objetivo de deixar  registrada a sua e a nossa história de vida para nossos netos, familiares e a todos aqueles que quiserem ler uma história verídica de um ser humano único, trabalhador e esperançoso. 

Um ser humano, que acreditava, sempre, que "ninguém, além dele mesmo, poderia tornar o seu sonho realidade", fazendo jus com o ato de se escutar. Podemos até ter ajuda de um terapeuta, neste momento, mas ninguém pode nos escutar melhor do que nós mesmos (as). Tente! Você também será capaz!!