domingo, 28 de janeiro de 2024

Colocar esse texto no último texto que enviei para Miriã.

Mas, ouvindo, há uns dias, um vídeo do Padre Fábio de Melo, relembrei de uma reflexão que o Milton, em momentos de muitos falatórios alheios, me dizia: e, por incrível que pareça não com estas mesmas palavras, mas com este mesmo sentido da fala do padre, que na oportunidade, reescrevi, na íntegra.

"A vida não é possível sem antagonismo. Se você ousar se destacar em alguma coisa, prepare-se para enfrentar os exércitos dos que não estarão satisfeitos com você.  Ou porque realmente discordam da sua maneira de viver ou porque admiram em segredo as suas conquistas e gostariam de ocupar o lugar que você ocupa. 

É regra da vida: Não é possível alcançar o melhor de si, sem esbarrar na rejeição dos outros. Maturidade é saber compreender os antagonismos como parte inerente aos processos que nos permitem evoluir e ser quem somos, e seguir adiante.

Se quiser viver sem desagradar, sem despertar rejeição é provável que vc terá que se adaptar a uma versão bem limitada de si, e seria um grande prejuízo., considerando que a realização humana consiste em exatamente  viver para alcançar o melhor que Deus criou em cada um de nós". 

domingo, 14 de janeiro de 2024

Em “A última página - De Nilva para Milton", você poderá ler  a história de um ser humano único, que acreditava, sempre, na capacidade transformadora das coisas, de fazer dar certo, de acreditar em si mesmo e nas outras pessoas; 
sem se deixar abalar facilmente por quaisquer dificuldades.E, ainda, poderá ler vários depoimentos da família e amigos que lamentaram muito a sua partida tão cedo, em um tempo de luta pela sobrevivência - em um tempo de luto universal! 

Em um tempo que o mundo todo sofria pela mesma dor - a dor da separação, a dor do adeus sem despedida, a dor da partida sem volta. A dor que será eternamente lembrada por todos que um dia o amaram. A dor da ausência de esperança. A dor do fim dos tempos. A dor que quase esmorece a fé! A fé inabalável , que mesmo diante do pior, a gente tem que acreditar que Deus estava li nos colocando em seus braços. 

E ao contar a sua história , a escrita me permitiu e pode lhe permitir, também, reviver um pouco mais de cada passo, de cada sonho, de cada desejo, de cada desafio, de cada lembrança do seu ente querido. De cada detalhe vivido durante toda a sua travessia pela vida, contada por você , como foi no meu caso, esposa, ou por seus filhos, seus netos, irmãos, familiares e amigos. E poder celebrar para sempre a sua passagem inesquecível pelo mundo, com um livro em sua homenagem o fará eterno em nossa memória! Pense nisso!! Escreva também! Você será capaz!  

Apesar da dor e da saudade, que sempre emergirá e será também eterna, como disse Adélia Prado, podemos reinventar: Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das pro- fundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando”.

É a vida … que não tem controle de validade.

domingo, 7 de janeiro de 2024



Assim foi o nosso amor
Como calçado novo e velho
Quando se é novo, bem novo..
É bonito e atrativo 
Mas mesmo encaixando bem nos pés, podem ser apertados, não é cômodo e pode nos machucar, deixando nossos pés calejados.


E os velhos são como os velhos amigos
E os nossos velhos sonhos 
Embora antigos, surrados, solados, gastos, ajustam bem aos defeitos dos nossos pés e aos caminhos experimentados
Seguros... confortáveis. 

Assim foi o nosso amor, aos poucos, fomos se adequando ao mundo dos casais perfeitos. E ficamos do jeito ideal. Sereno, perfeito, amável 
Como sapatos velhos.


Mas sem dia marcado
Foram se os pés de um
E ficaram os calçados 
Descansando dos caminhos
Andados...