quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

Mas em que consiste "a segunda parte da vida", alguém perguntou à Elizabeth Bishop, a maior poeta em língua inglesa do século 20, cuja resposta foi: a arte de perder, a arte de sair... Vai saindo, mencionada por.    Dunker.
E hoje, depois que ele faleceu, passei a puxar uma pet pela coleira, pela calçada do prédio, onde moro, e fico relembrando do que ele me dizia. Eh, a vida para mim mudou drasticamente, depois que ele partiu. 

Isto é, "a sua vida vai sendo determinada pelas coisas que vão saindo . Vão saindo empregos, vão saindo sonhos que não vão mais se realizar, vão saindo práticas, você para com o futebol , você para com o vôlei, vai jogar o vôlei e quebra o pé, fica um ano de moleta,vai saindo o sal, daí a pouco, vc não pode mais o açúcar , vão saindo os cabelos, daí vem um cara e fala: careca, seu branco, sai daí; vão saindo pessoas que morrem, pessoas que te deixam, pessoas que te deixam em vida, porque as relações e as vidas vão se separando e de repente aqueles antigos amigos, que continuam amigos, mas você percebe que algo se perdeu... em algum lugar, vão saindo os grandes amores, as grandes paixões, os grandes sonhos, as grandes utopias.
A segunda parte da vida diz respeito a como é que perde?Como é que a gente pode perder e mesmo assim enriquecer?"

E o Milton, às vezes, estava deitado no sofá, de repente, levantava e dizia: Eh, cadê os meus amigos de adolescência? Cadê esse? Cadê aquele? Cadê o Chico Som?.( E o Chico, um dia lhe pedi para falar um pouco sobre a vida do Milton durante a juventude... e o que ele respondeu: "Ah, o que dizer do meu saudoso e querido amigo, que era tão focado em tudo que propusesse realizar?? ".

Milton, sempre, reclamava a falta dos amigos que teve em Caiapônia, e que slguns também já haviam partido para o lado de lá. Cadê meus amigos de jogar canastra: Adão Nazir, Kálide Azank, Ármide Azank, Cândido. 

Às vezes dizia: "Cadê o fulano, desapareceu, não me liga mais..."

E complementando essa questão entre sair e perder, o importante para a maioria das pessoas é o que fica dessa nossa passagem pela vida e por aquele ou aquilo que foi perdido. 

Na verdade, todos os dias, perdemos algo ou alguém, sem falar do tempo perdido durante a infância, durante a adolescência e durante a juventude.  Perdemos o tempo de brincar, o tempo de namorar e o tempo de viver. Tudo tem o seu tempo.

 E, se enriquecemos, é de experiência. Eu sempre digo, na vida, a gente sempre erra, a gente sempre perde, e depois dizemos, mas ganhamos experiência. E as nossas experiências só servem para nós mesmos. Nem sempre, conseguimos que outras pessoas lucrem das mesmas. Mesmo que desejaríamos repassar para alguém próximo de nós as nossas experiências; nem sempre, são bem vindas. Acreditam que só tem a ganhá- Las pelas suas próprias vivências. 

Vivência que vale e valia muito a pena, isto é, de acordo com o que a nossa consciência determinava em cada fase da vida. E nem sempre, aproveitamos do jeito que deveríamos. Nem sempre somos livres realmente. Você sabe o que é ser livre? Você é livre?  Nunca abriu mão de escolher nada? Vamos perdendo e vivendo apenas um instante. 

E o instante tem a ver com o presente e com o passado. No futuro, não sabemos se haverá um instante. 

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Coragem - a história do Milton foi feita de muita coragem, desde muito pequeno. E a coragem está ligada muito ao ato de decidir, não só de sonhar, de descobrir , de ser quem nós somos, de ter coragem de ousar, essa capacidade de viver, de  acreditar, de olhar pra frente, de se imaginar, de projetsr, de se c no inesperado, no risco; tem muito de risco, mas tem muito mais de acreditar e poder inspirar 

domingo, 18 de fevereiro de 2024

orelha do livro Enviar este texto

Em “A última página" você poderá ler a história de um ser humano único, que sua passagem pela vida foi um presente valioso, pois impactou várias pessoas, uma vez que acreditava, sempre, na capacidade transformadora das coisas, de fazer dar certo, de acreditar em si mesmo e nas outras pessoas. Sem se deixar abalar facilmente por quaisquer dificuldades.E, ainda, poderá ler vários depoimentos da família e amigos que lamentaram muito a sua partida tão cedo, em um tempo de luta pela sobrevivência - em um tempo de luto universal! 

 Em um tempo que o mundo todo sofria pela mesma dor - a dor da separação, a dor do adeus sem despedida, a dor da partida sem volta. A dor que será eternamente lembrada por todos que um dia o amaram. A dor da ausência de esperança. A dor do fim dos tempos. A dor que quase esmorece a fé! A fé inabalável , que mesmo diante do pior, a gente tem que acreditar que Deus não havia nos abandonado, pois estava li nos colocando em Seus braços. 

E ao contar a sua história , a escrita me permitiu e pode lhe permitir, também, reviver um pouco mais de cada passo, de cada sonho, de cada desejo, de cada desafio, de cada lembrança do seu ente querido. De cada detalhe vivido durante toda a sua travessia pela vida, contada por você , como foi no meu caso, esposa, ou por seus filhos, seus netos, irmãos, familiares e amigos. E poder celebrar para sempre a sua passagem inesquecível pelo mundo, com um livro em sua homenagem, o fará eterno em nossa memória, tornando comovente e impressionante.

 Apesar da dor e da saudade, que sempre emergirá e será também eterna, assim, como disse Adélia Prado: “Dizem que o tempo cura tudo, mas não é simples assim. Ele acalma os sentidos, apara as arestas, coloca um band-aid na dor. Mas aquilo que amamos tem vocação para emergir das pro- fundezas, romper os cadeados e assombrar de vez em quando”, e por isso, precisamos reinventar. 

 É a vida … que não tem controle de validade e vem da forma, que não podemos escolher. Pense nisso!! Escreva também! Você será capaz



Este livro trata- se da trajetória de um homem, cuja infância e adolescência foram marcadas pela carência econômica, pelo trabalho e pelo grande desejo de vencer na vida; sem deixar que a escassez e os desafios de quaisquer natureza o intimidassem. 

Foi corajoso. E a sua coragem não estava associada, somente, ao seu ato de saber decidir, de ter habilidade ou de ter aptidão; foi também de enfrentamento. Como disse Edith Stein, citada pela psicanalista Evanir Filgueiras, numa  live  : “Ter coragem é ir mesmo com medo”. 

E tenho certeza que foi o enfrentamento das dificuldades, que  o estimulou a acreditar em si mesmo, de olhar, sempre, para frente, de se imaginar, de se projetar. De se jogar no inesperado e até no risco, tanto profissionalmente quanto nos negócios, uma vez que, toda escolha tem o bônus, se atingir o êxito; e o ônus diante das pressões alheias, das insatisfações, dos questionamentos e das respostas pelo que não deu certo.

Foi também um grande sonhador, ninguém pode duvidar disso. Mas um grande batalhador. Era motivado. A sua motivação despertava nos outros o desejo de se fortalecerem e poderem também ousar e enfrentar seus próprios desafios. 

Você pode me perguntar: Mas esse homem só tinha qualidades, não tinha defeitos? Posso te responder com toda a sinceridade, como todos nós, uns mais outros menos, ele tinha seus defeitos,  mas as suas qualidades superavam todos eles; pelo menos para mim. 

E para certificar do que estou falando, só lendo até a última página de " A Última Página", que tem no seu primeiro capítulo, a apresentação do biografado,a abordagem da  sua ancestralidade e da vida nômade que seus pais levaram, durante todo o percurso que viveram, com seus nove filhos, em busca de melhorias e do essencial para sobreviverem, além de suas características, bem como, suas realizações: vida profissional, vida familiar, seus filhos, seus netos; seus irmãos, suas experiências e o seu legado de realizações.

E, além do zelo pela sobrevivência e do cuidado com a família; preocupava também com a cultura, com a intelectualidade e com a formação profissional de todos os familiares. Tinha a sabedoria de acreditar que o indivíduo pobre de recursos financeiros deveria estudar e ter esperança e muito foco em tudo que dispusesse realizar. Era o seu jeito. 

Dizia que só conseguiu superar todos os obstáculos, pelo seu grande espírito de luta, pela sua força de vontade, e por pertencer a uma mistura de raças: negro, índio e branco. Do branco europeu, herdou a ambição, o espírito aventureiro, o gosto pela literatura e pela cultura. Do negro, herdou a disciplina pelo trabalho, admiração pela música, instrumentos musicais e crenças. Do índio, herdou a intimidade com a natureza, o espírito de liberdade, o prazer de pescar, caçar e a paixão pelos rios, e até mesmo o jeito preguiçoso de viver.

Portanto, neste volume, você poderá ler uma biografia bem ilustrada e bem verossímil, que o/a fará interagir com o próprio texto e poder entrar em contato com a sua própria história de vida ou de algum ente querido seu; que o corpo físico se foi, mas o elo, que nos/os ligou, de alguma forma, continua, e nada pode nos/os separar. Pense nisso!! Você é capaz!