Hoje, dia 13 de novembro, é o Dia Mundial da Gentileza. E ser gentil é tão essencial quanto tomar banho e se alimentar bem. Se você não cuida da sua higiene e de sua alimentação, provavelmente, sua saúde será prejudicada; assim, também o modo como você trata as pessoas, tudo vai depender da sua interação com elas.
É importante nos conscientizarmos, e também passarmos isso para as crianças, desde a mais tenra infância - que muitas coisas em nossa vida só serão completadas se houver influência mútua, ou seja, interação constante entre nós e as outras pessoas - famílias, colegas de escola ou de trabalho e amigos. Que é preciso saber agir com afabilidade, gentileza e solidariedade, além de certa empatia/ graça/carisma pessoal para haver a “troca constante".
E nada surge por acaso. Até para mantermos um amigo/ uma amiga, é importante sabermos cativar . A amizade é troca, é compartilhar, e não é, somente, uma via de mão única. É preciso saber ceder, abrir mão de algo para o outro, dar um pouco de si para poder receber. E para os filhos ganharem a confiança das pessoas, serem mais sociáveis, é preciso que vivamos em perfeita harmonia com o próximo, lembrando que somos exemplos.
Tudo em nossa vida é reflexo do que estamos conectando. Se quisermos ser amados, precisamos dar mais amor; mostrando que cuidar dos outros é uma prioridade – cuidando com carinho da esposa/esposo, filhos, irmãos, pais e avós que podem estar velhinhos. Dando oportunidades às crianças para a prática de carinho e gratidão também - ensinando a agradecer àqueles que contribuem conosco, tanto nas coisas grandes quanto nas pequenas.
Expandindo o seu "Software de preocupação" de seu modo de ser e também do seu filho, neste sentido - certificando-se de que seus filhos são simpáticos e gratos com todas as pessoas que convivem, dentro e fora de casa, tais como funcionárias do lar, motoristas de ônibus, professores e auxiliares de serviços gerais da escola, etc. Repetindo sempre, a importância de serem mais tolerantes, mais compreensivos - empáticos. Só há troca quando existe consonância entre duas ou mais pessoas.
Assim, simplesmente: se você compartilha mensagens com seus amigos, receberá de volta outras mensagens. Se sua amiga lembrou-se do seu aniversário, você fará o possível para não se esquecer do dela. Se você trata bem as pessoas, será bem tratada. Se você cumprimenta as pessoas com um sorriso e um forte aperto de mãos, será assim cumprimentado. Se você convida amigos para um jantar em sua casa, será convidada para jantares. É a gentileza gerando gentileza. Para receber ajuda, você precisa estar disposto a ajudar as pessoas. É importante poder contar com a ajuda do outro, se precisar; e independentemente do que sejamos, podemos precisar.
Não é à toa que a solidariedade, nas redes sociais, vem expandindo, inspirando mulheres/mães, principalmente, a não criarem seus filhos de forma isolada, mas buscando orientação ou simplesmente uma palavra de conforto, sempre, através do compartilhamento de erros e acertos, das angústias divididas, da troca de experiências, etc.
Todas de uma forma ou de outra se ajudam, mutuamente, sem exigir nada em troca, mas ganhando sempre. Isso fica claro nos blogs e grupos de mães que conheço como o de “Mãe de moleque”, por exemplo, mães que, de uma forma ou de outra, fazem parte desta rede de contatos. Mães que vêm tornando a maternidade delas e de outras bem mais leves, pois permitem que sentimentos, receios e desejos – experiências sejam divididas com outras mães que já viveram - como eu que já sou avó, ou outras que estão vivendo, ou que, ainda, irão viver momentos semelhantes.
İndiferente de idade, podermos trocar experiências com outras mães, ou até avós mesmo. Sempre foi e é muito importante as trocas de experiências. Segundo a psicóloga Josiane Costa Espanton, “geram um impacto direto nos comportamentos das mães, pois desmistificam pensamentos como “eu não sou uma boa mãe”, “nunca acerto com nada que faço”, “eu sou um fracasso”. O intercambio de experiências fortalece as mães mutuamente, além de favorecer a solidariedade e a empatia”.
Assim, as mães interagem e se solidarizam, e isso é ótimo!! Ah! Se no meu tempo eu tivesse tido essa oportunidade, teria errado menos. O caminho é o diálogo. “Sempre foi”, para reconhecer, certificar, avaliar e educar da melhor forma, possível. Pois...educamos, não da forma ideal, não da forma que a nossa mãe nos criou, não da forma que a moça/a blogueira cria, mas do jeito que cada mãe acredita que “esteja certo” e é possível.
Desse modo, podemos ensinar os filhos a serem gentis - é uma forma de prepará- los bem para a vida. E todos, com certeza, vão precisar. E, é importante lhes ensinar enquanto, ainda, são pequenos, porque "depois não adianta mais". Falo assim, porque, na verdade, tudo tem o seu tempo. E é melhor reconhecermos enquanto é tempo e tentar reverter, se for possível. A maior preocupação dos pais é, na maioria das vezes, com a felicidade e o sucesso profissional dos filhos, mas muitos deles esquecem de ensiná- los a se tornarem mais solidários, respeitosos, empáticos e altruístas.
Em fim ...Treinar a empatia, a compaixão e o altruísmo são a chave da felicidade. Estudos mostram, e a minha experiência como mãe, professora e avó têm me mostrado que as pessoas nascem com a bondade inata, mas se alimentá-la, treiná- la ao longo da vida deles, desde criança, podemos torná-los seres humanos melhores e mais felizes.
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