quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

Não dá para entender

Dizer que "ser criança é tudo de bom"é uma ideia que vem, culturalmente, desde a antiguidade, sendo empregada pelas pessoas, mas, a meu ver, de forma bem mascarada... enganosa até... ao real contexto de muitas crianças.

E mesmo que muitas vivam em estado da infância, que tudo lhes fascina, como se estivesse olhando pela primeira vez, segundo Mia Couto. Mesmo que intuímos a dizer " que esta criança é mais tranquila do que aquela; que esta é mais feliz do que aquela; segundo Larrosa ( 1998a, p. 67), citado por....  crianças são seres indecifráveis, enigmáticos, das quais nada se sabe muita coisa. E mesmo que a criança nos revele, através do jeito de ser, de comportar, etc, mesmo, assim, podemos decifrar muito pouco!  

Muitos adultos acreditam que as crianças vivam num ciclo fantasioso... assim, como nos contos de fadas... num verdadeiro "faz de conta". E "fazer de conta" é uma enganação um tanto sutil, não achas? Mesmo que muitos afirmem ter sido a infância uma das melhores fases vividas por eles, ainda, que nem lembrem de quase nada mais - olhando para uma criança, muitos dizem: "Mas... é uma fase boa! Não tem nada para se preocupar, vive só brincando! Não faz nada...", etc. E quem os ouvem, sem refletirem... concordam também...

No entanto, embora, já tenha concordado... pensando naquele exato momento que a pessoa está externando aquela opinião, não vejo  "tão boa, assim". Nem para as crianças de antigamente, e nem para as de hoje. Talvez, por ter tido uma infância com regras muito rígidas... rédeas muito curtas... Antigamente, os pais exerciam ao máximo sua autoridade na educação dos seus filhos. Alguns até com certa violência. Por pequenos atos, que os desagradavam, pegavam o que estava  ao seu alcance, e jogavam em direção aos filhos com toda força. Eh... no meu tempo não tinha muito hehehe... nem mimo, nem muito colo, nem muito abraço... por qualquer coisa, a gente ouvia era um... "espere aí que eu  te passo ou corto no laço, "minino ou minina"! 

E... isso me deixou um tanto defensora das crianças, no sentido dessa ideia de que "ser criança seja tudo de bom"; e embora, tenha me superado bastante... graças a Deus, as lembranças não foram apagadas. Hoje, sou uma pessoa bem resolvida. No entanto, infelizmente ou felizmente, acostumada aos maus tratos, desde pequena, me tornei uma pessoa forte, resistente... quase insensível... Mas não sou a favor de violência contra crianças, para criar pessoas fortes e resistentes ...Tenho pavor de ver pais corrigindo ou batendo em filhos, se ouço grito de crianças, sinto na pele a dor das correadas. 

Mas... penso, eu, que as pessoas precisam ter uma nova relação com esse conceito de imaginar que "ser criança seja tudo de bom". Se você fizer uma avaliação melhor, poderá entender o porquê dessa minha preocupação. Apesar de todas as conquistas psicológicas e tecnológicas de informação e comunicação, que já ajudaram e, ainda, ajudam muito, as famílias poderiam ser melhores preparadas e ajudadas pelas instituições sociais. Se é que seja possível... uma vez que, a violência e a brutalidade doméstica a cada dia vem aumentando mais. Quantos pais e mães, padrastos e madrastas estão matando seus próprios filhos e enteados! E, ainda, Imagine... o quanto sofrem as crianças e jovens de pais desempregados, que passam até fome; de famílias desajustadas, que as crianças um dia tem um padrasto, amanhã tem outro; que se drogam; que não houve preparação e nem planejamento familiar. 

E, ainda, aqueles filhos, cujos pais têm de tudo, mas exigem que os mesmos estejam com o tempo, sempre, ocupado. Tirando deles o tempo criança! Principalmente, hoje, que o "sentimento de produtividade nos pressiona e nos faz acreditar que tudo o que fazemos deve ser útil e gerador de resultados imediatos... E, ainda, grande parte do que fazemos não mais vale por si só, mas como meio dirigido a conseguir algo. Este modo de viver, pensando exclusivamente nos resultados das atividades, é um modo de existir que só faz sentido para o adulto e que acaba desviando a atenção para longe do presente. "

"As crianças não brincam pensando nos efeitos positivos ou negativos do seu brincar, não chutam uma bola ou pulam amarelinha pensando nos ganhos motores e cognitivos desta atividade; elas simplesmente brincam, porque esta é a sua maneira espontânea e natural de existir. 

Kunz (2004) nos alerta que perdemos nossa sensibilidade emocional e amorosa com nossos filhos ou crianças se a nossa preocupação com eles se orienta apenas na comparação ao padrão social e culturalmente preestabelecido, não se deixando ver ou perceber os reais desejos e vontades manifestos pelos pequenos. A perda da sensibilidade emocional é consequência de uma excessiva concentração na razão guiada pelo cálculo e pela comparação, valores que são construídos e fortalecidos em nossa sociedade pela aceleração do tempo e por um desejo de progresso a qualquer custo. Ao perdermos a sensibilidade para viver o presente, as nossas ações também se tornam mais instrumentalizadas.(Ms. Gilmar StaviskiI; Ms. Aguinaldo SurdiII; Dr. Elenor KunzIII)

E... por isso... vão perdendo os seus sonhos, a sua espontaneidade e até a sua própria liberdade tão cedo, pelos estímulos e  expectativas dos pais de fazê-los vencer a qualquer custo, e de tal maneira, que muitos são vencidos pelo cansaço ou pelo desinteresse por tudo, por tornarem o que os adultos querem, para, no final, serem subjugados pelo convívio social.   

Transformando, segundo Michel, citando Nieezetj "no homem civilizado, que sabe diferenciar entre o útil e o prejudicial, o bem e o mal, o certo e errado,  internalizando as normas e regras de conduta, os modos de ser, de pensar, de agir, de sentir e de valorizar por um longo processo de “domesticação” no interior das práticas sociais."  

E com o passar dos anos, essa domesticação vai nos deixando sérios demais, cheios de regras,  de  compromissos e de cobranças. "Precisa estudar para ser alguém na vida...ser gente grande... importante...e ganhar muito dinheiro está, sempre, entre os melhores planos... primeiro do que ser feliz... primeiro do que valorizar a saúde... primeiro do que a família... primeiro do que viver...

É, ainda, com a expectativa de que, sempre será tempo de aprender..."Sou assim... mas o certo é ser desse jeito ou daquele."
Se eu não mudo... posso ficar parado no tempo. Tentam me comparar com todos.
Sou ainda uma criança!  Mas para mim têm muitos planos! O maior desejo de todo mundo é que os filhos sejam felizes. Esse é o sonho deles também...De todos nós.Mas... cada um segue o seu caminho, e a maioria não gosta de ser controlado demais!!

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

"Conecte-se ao que importa"


   "Conecte - se ao que importa"

O celular, hoje, tornou-se tão necessário que, na falta dele, as pessoas não saberão o quê fazer... Além de nos trazer​ e levar "n" informações de/a vários cantos e a milhões de usuários, conhecidos ou não, que é muito gratificante; é uma forma que muitas pessoas estão encontrando, ultimamente, para se deslocar da rotina estressante do dia a dia, em casa mesmo, ou depois do trabalho... aliviando as tensões tão frequentes, as angústias, as preocupações, as incompletudes, a solidão etc. 

Cada um busca nele a sua própria válvula de escape, de acordo com o tempo que dispõe... principalmente, se não há algo que possa lhe dar um prazer momentâneo ou um sentimento de propósito. Mas a maioria, mesmo em meio aos afazeres domésticos e  cuidados com as crianças ou outros, está conectada quase o tempo todo que pode. 

Se o nosso tempo era pequeno com a intensa correria, do dia a dia... do mês a mês... do entra ano e sai ano... sem férias... sem feriado... lavando, cuidando, trocando, corrigindo, limpando, mimando, explicando, cozinhando, alimentando, passando, orientando, arrumando, banhando, amamentando... etc... imagine, agora...

Existem pessoas que, mesmo no trabalho, fazem quase tudo falando ao celular... Você já viu gente assim...? Está ali cortando o seu cabelo ou escovando... e a profissional está falando ao telefone o tempo todo! Conversando com os filhos em casa, dando ordens... Tem gente que aproveita até o tempinho que está amamentando...

Isso acontece, muitas vezes, até sem perceber... O hábito está quase virando vício, praticamente uma nomofobia..."em que a pessoa se vê incontactável... se o aparelho de celular ou qualquer outro telemóvel ou dispositivo com a internet não estejam ali do seu lado". Às vezes, uma pessoa está conversando com outra... mas a outra está respondendo só em monossílabos e interjeições...."Oi /Oh/ Eh!/Ah!/ ann! /é /sim/ vou/ tá"...pois está conectada... passando mensagens, escrevendo ou lendo, ao mesmo tempo, que conversa com a outra pessoa. Isso não está acontecendo com você não!?Existem pessoas que tem mais de um telefone, eu tinha, mas um ladrão fez "o favor" de me roubar.

Muitas mulheres - esposas, mães, que eram super dedicadas, zelosas carinhosas, passaram a descuidar dos afazeres da casa, da alimentação da família e de outras responsabilidades.  E, por isso, a panela queima, o leite derrama... a banheira enche... e as horas passam...

Muitos maridos, por sua vez, também, estão muito mais presos aos jogos e outros contatos on - line do que à família.  Há jogos e mensagens que estão até tirando o sono de muita gente... desfazendo até casamentos... por tantas intimidades com outras e outros, e por jogos no próprio celular, etc.

Enquanto o vício estiver prejudicando só o casal, que são adultos, usando uma expressão bem goiana - "tá ruim, mas tá bão". O prejuízo imensurável fica quando os filhos pequenos estão sendo trocados e estimulados a fazerem a mesma coisa, além da falta de cuidados, da falta de diálogo, da falta de carinho dos pais, etc...

Infelizmente, muitos pais, ainda, não se deram conta de que o vínculo entre pais e filhos  está perdendo, a cada dia, mais lugar pelo celular... E isso é muito perigoso, tanto por parte dos pais quanto dos filhos.

Em entrevista a Revista Época e Globo, Sergio Sinay, sociólogo, especialista em vínculos humanos, disse que "os pais que delegam a educação e a atenção aos filhos, a terceiros - babás, escolas e até para as novas tecnologias – como celular, televisão e computadores têm uma conduta errada, pois transmitem aos filhos a ideia de que tendo dinheiro podem transferir a outrem aquilo que lhes cabe fazer. E a infância e a adolescência são etapas muito breves da vida e necessárias para o amadurecimento biológico, psíquico e cognitivo. Seremos adultos a maior parte da nossa vida. A adolescência termina entre os 18 e os 19 anos. Quando os pais são ausentes ou não cumpriram suas funções, vemos adolescentes imaturos de 30 ou 40 anos.Fonte: http://colunas.revistaepica.globo.mukher7por7/2012/08/02/para-dedicar-tempo- aos-filhos-e-previsa-deixar- outras-coisas- de-lado/

Por isso, se os pais deixarem algumas coisas de lado, e tornarem mais presentes, sempre, que for possível, e limitar/ selecionar/ monitorar o uso do computador, TV e celular, poderão criar filhos, talvez, mais sociáveis, menos isolados e mais estudiosos.

Em Miami, as escolas limitam o seu uso. Segundo um professor da escola Waldorf, em Miami, “o cérebro da criança precisa do sono para assimilar o aprendizado. Se durante o dia, houve o estímulo da televisão com suas cores, informações, sons, imagens e mensagens muito fortes, o cérebro vai usar a noite para assimilar isto, não o aprendizado da escola. Além de outros efeitos negativos que a televisão causa nas crianças, como: hiperatividade, incentivo ao consumo, informações precoces”.

Portanto...pense nisso antes que seja tarde demais!! Conectar- se ao que importa, equivale dedicar atenção especial àqueles que estão também ao nosso lado, como: filhos, marido/ esposa, pais, familiares, amigos ou outros que estão próximos de nós por alguma circunstância. 


segunda-feira, 25 de março de 2019

A Sibipiruna da porta de minha casa e a minha cegueira diante da vida...

               

A minha cegueira diante da vida...


Olhando para esta bela "Sibipiruna", árvore de grande porte, que pode atingir até 20 metros de altura, de copa arredondada e muito vistosa, que fica em frente a minha casa, não dá para acreditar que só, hoje, depois de trinta e dois anos, pude, realmente, ver como são suas flores. 

Sempre via parte delas... caídas ao chão... formando um grande tapete... mas​ nunca tinha notado o quanto são belas... notava, sim, que quando florescia, de setembro a outubro, o vento levava as suas pétalas e os folíolos, parte das folhas compostas e bipinadas, para a porta da minha casa... e sujava muito...até me irritava... Isso eu via... mas suas flores, não!!

Por que só agora esta linda árvore me chama atenção... se todos os anos florescia... durante um mês, cobrindo calçadas e ruas de flores... em alguns pontos da cidade, em poucos lugares, onde seus moradores as deixaram sobreviver... e nada... só agora pude olhar para cima... e ver que suas flores são de uma beleza extraordinária... reunidas em cachos eretos - com um pedúnculo que sustenta a inflorescências de coloração amarela, feitas com o mais perfeito capricho da natureza.

Por que foi preciso que eu envelhecesse... para notar... o quanto tempo perdi, vendo sem ver....? Por onde olhava que não via tanta beleza!? Com certeza, não deixei de enxergar apenas as flores!! Deixei de ver tantas outras coisas essenciais e importantíssimas em minha vida. 

Talvez deixei de enxergar melhor até a minha mãe, o meu pai, os meus irmãos e também os meus filhos e o meu marido... Meus pais já os perdi, já não posso fazer mais nada. Precisou que eles morressem para eu sentir que podia ter os visitados mais. Meus filhos... foi preciso que eles crescessem para que eu me conscientizasse de que poderia ter sido mais presente... Que precisava ter agido desse jeito ou daquele para ter acertando mais.

Por que só agora? Por que me envolvi tanto... trabalhando, educando os filhos dos outros e esqueci dos meus? Eu não havia reparado isso... Aliás, não reparava quase nada, minha vida foi  muito corrida....e, agora... quando tenho tempo, perco-me calada, sozinha, diante da internet, do meu computador ou do meu celular, com os meus amigos virtuais... que muitos deles, pouco, os conheço. É tanta informação, que me perco horas e horas ali... e esqueço de viver... a vida real.

Meu filhos, sempre, estavam a minha espera, quando eram crianças, para brincar com eles. O mais velho dizia: "Mãe, joga vídeo game comigo? Eu dizia: "Espere um pouco, meu filho, preciso colocar em dias os meus planos... é tanta coisa, meu filho". 

"Ehhh!... meu filho, espere só um instante, a mamãe já está indo..."

"Ehhhh, meu filho, não sei jogar video game mesmo! Nunca aprendi a andar​ de bicicleta! Vai lá ver... a sua irmãzinha, vai lá ver o papai... Ele/ ela está te chamando..." (Tentando chamar atenção do filho para outra coisa... e terminar os meus afazeres... que eram muitos e não podiam esperar).

Nunca tive tempo... meu esposo reclama.  O trabalho tbém me consumiu...Tenho muita coisa para olhar... Será que você não entende, ele me dizia, dependo delas... Nunca tive tempo nem para mim. Nunca tirei férias..."Vivi apenas para a família". Estou muito cansado, o pai diz.  Deixa o papai descansar. Depois, o papai vai... A mamãe já está indo...

Bem assim... se alguém tivesse me perguntado como eram as flores desta Sibipiruna, eu não saberia dizer. Em 32 anos, nunca as tinha visto. Olhava... mas não enxergava, estava tão focada em outras coisas... Só agora, depois de bem madura, com mais experiência, pude ver melhor as coisas ao meu redor.

Foi isso que aconteceu, exatamente, comigo, VI SEM ENXERGAR...Via tão superficialmente, que não possibilitou nenhum registro. Infelizmente, muitas coisas da vida são inadiáveis, mas você só entende ou compreende melhor depois que as perde ou não pode fazer mais nada.


E...enfim...essa consciência só foi possível hoje. Agora lhe pergunto: Como você está vivendo? Como está a sua rotina com os seus filhos? Com a esposa ou com o esposo? Como está a sua atenção com os seus pais? Pense nisto! Também preciso pensar, antes que seja tarde demais.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

As belezas da mãe natureza

À primeira vista, você pode achar que alguns lugares não existem. Que parecem muito mais uma pintura...do que imagens reais.

Realmente, o arquiteto da Mãe Natureza não tinha como errar. Ele sabe bem o quê pode nos agradar.  Pintou tão bem o céu... e esculpiu tão bem a terra... que não há quem não admira... não esquecendo de nada.... rios, lagos, mares, cachoeiras, a fauna e a flora.... tudo maravilhoso... no seu devido lugar.

Não perca essa coleção de imagens incríveis, das mais belas criações de Deus! Se você parasse um pouquinho para ver, nos mínimos detalhes, você também ia se encantar. 

Nada é por acaso...nada. Ela é divina. Cada dia me sinto mais parte dela, e mais próxima do Criador!! Deus está presente em cada detalhe - nas nuvens, em cada gota de chuva que cai... no arco - íris, no sol que nasce de manhã, e no pôr do sol que encerra a tarde.

Mas quando a noite chega...se você notar pode ver também um dos maiores espetáculos- as estrelas, a lua com suas fases.... Ah! Tudo é perfeito...se você notasse... tenho certeza, você também ia amar, e com certeza, muitos poderiam melhor preservar.

Nem sempre as pessoas vivenciam a Natureza quanto deveriam, porque não param para olhar. Às vezes, apenas abrir os olhos já é o suficiente para perceber a incrível magia e beleza que nos cerca.

Como não amar...ela é a nossa mãe...o melhor colo para viver... relaxar e meditar.

domingo, 6 de janeiro de 2019

Como está sendo o restinho das férias das crianças? Você é a favor ou contra as lições de casa nesse período?

Os pós e contra as lições de férias... e o desejo da avó de ensinar o neto

"Depois de 20 dias de férias... fazer a lição de casa não está nada fácil por aqui, anda bem adolescente, resmungando, choros...", assim, disse uma mãe.

Logo pensei... esta mãe não está sozinha! Pude sentir o drama da minha nora com o meu neto, com essas famosas tarefas de férias, que, a meu ver, nem deveriam existir. Se a escola teme que seus alunos esqueçam os conteúdos trabalhados, melhor seria deixar as duas primeiras semanas do semestre para revisar/ reforçar esses conteúdos.  

E...se os alunos esquecerem, foi porque não aprenderam bem. Mas férias são férias.  É o momento que todos precisam descansar para "recarregar as baterias", vamos assim dizer, para começar uma nova etapa, renovados.

E, ainda, é outro "clima", muitas crianças viajam, estão fora de casa, então, elas querem divertir, fazer outras coisas. Por isso, há pouca chance da escola e das famílias obterem um resultado satisfatório desses trabalhos. 

No entanto... como meu neto tinha levado tantas tarefas para fazer... eu, como avó, ex-professora, que mora longe dele, e não o acompanha de perto, estava bem disposta a colaborar, no que fosse possível, contando com a minha experiência e prática. 

Pensei... é hoje! Gostava bastante de ensinar... e poder ensinar o meu neto seria um prazer. Mas... infelizmente... rsrsrs, (não é caso de rir... ) foi em vão. Não consegui animá- lo... Incentivei... mas nada... Ele não estava disposto, estávamos na fazenda... ele queria brincar, correr, fazer outras coisas. Então, para não desagradá - lo, preferi deixar o caso nas mãos da mãe. " Santo de casa não faz milagres mesmo". 

Poderia e queria muito ajudá- lo... se ele estivesse disposto... pensei... vou lhe pedir  para ler... escrever histórias e tal... coisa de professora... queria poder sentir/ perceber/poder avaliá- lo melhor, como estava a sua leitura, a sua escrita, a sua imaginação, o seu desenvolvimento...

Queria muito tentar estimular o seu gosto pela leitura e escrita, mas de forma bem tranquila, porque sei da importância dessas habilidades para o aprendizado de todas as outras disciplinas.  Tentei... falei com ele, mas não consegui que mudasse de ideia mesmo.

Mas... entendo...  este estímulo não acontece de um dia para o outro. Começa, a meu ver, no primeiro ano de escola, ainda no maternal. Se não houve esse estímulo proposto pela escola, com uma pequena tarefinha, apenas, para ter uma rotina; ou pelos pais mesmo, desde o começo, dificilmente, a criança desenvolverá este gosto e este hábito. Assim, eu penso. 

Nas próximas férias, espero poder planejar melhor para realizar atividades lúdicas e de aprendizado com o meu neto. Nem que sejam brincadeiras com comandos, tipo gincana, com execução de tarefas escritas, para poder levá- lo a ler ou escrever, para cumprir algumas metas lúdicas, com objetivo de aprender Língua Portuguesa, ou com probleminhas para aprender Matemática. 

 Pensando bem, criar um ritmo para as lições de casa, com mais leituras e escritas não está sendo muito fácil para esta nova geração. Os estímulos da vida moderna - İnternet, computadores, celulares, ipads e os brinquedos eletrônicos, estão tirando o foco das crianças para os estudos. 

Por isso, seria importante que os pais promovessem atividades com comandos, nos finais de tarde ou finais de semana com o objetivo de avaliá- Los e incentivá-los. Pensem nisso! Com períodos curtos de tarefas...mas com objetivo de ajudá-los no que precisam. 

Veja as dicas dos especialistas para que a lição de casa deixe de ser um problema:

*Faça um cronograma de atividades em casa, desde o começo do ano letivo, e desde o maternal; estabelecendo horários para tudo, para a criança ter uma rotina. Fez isso, isso, isso, tal hora é horário das tarefas de casa. Sempre no mesmo horário. 

*Evitar que a criança fique muito exposta a vídeos, ou seja, a tantos estímulos dessa natureza. 

*Ter também uma agenda na escola; 

*Ter paciência;

*Colocar limites e regras;

*Reforçar/ elogiar a criança sempre que realizar uma tarefa. Ter uma lousa pequena e desenhar estrelinhas, sempre que ela fizer a tarefa com capricho, pode ajudar.

*Orientar a criança a tirar as dúvidas em sala de aula e questionar o professor sempre que não entender algo.

*Conversar com o professor ou orientador da escola sempre que a criança levar para casa uma tarefa que tenha sido muito difícil para seu filho.

*Se a criança ainda estiver em período de alfabetização, leia bons livros para ela.  Um jeito divertido de estimular a leitura: você lê um trecho, ela lê outro.

*Não repreenda o seu filho por causa de erros ortográficos, é normal durante os primeiros anos do ensino fundamental.

*Você pode ajudar a criança a encontrar a resposta correta, mas evite realizar a tarefa inteira no lugar dela.

*Tente fazer com que a lição seja um momento prazeroso, e não de brigas ou discussões.

*Mostrar o seu interesse quando surgir dúvidas nas matérias, e convide a criança a achar a resposta junto com você.

*Ajudar no desenvolvimento da autonomia, deixando que ela também realize os deveres de casa sozinha, mas esteja sempre por perto se ela necessitar de ajuda.

Enfim... Boa sorte!!