quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

Pela estrada da vida...


Pela Estrada Da Vida

( Nilva Moraes Ferreira)

Pela estrada da vida

Seguiu o pobre menino a galopar

Assumindo bem cedo as rédeas

Sem medo de se arriscar...


Seu lema, sempre, foi ousar

Correr atrás dos sonhos

 Sem fugir do real...

Enfrentando o mesmo querer 

E o não querer

Sem confirmar ou negar.


Aprendeu com a dureza da vida

İr à luta ....de qualquer jeito

Juntando a sua própria coragem

Que não vinha da sua força física

Mas de um sentimento mais nobre

Que o seu forte caráter 

Não o deixava abandonar


Sua tarefa de viver

Fê- lo, assim

        Na fazenda

                  Na advocacia

        Na política

Ousado ... forte... Argucioso

Destemido

Em qualquer lugar...

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

O ano que ora termina foi triste... mas não podemos perder nunca a esperança...

 Além das crises na política e na economia brasileira, que não deixaram de abalar os grandes e, principalmente, pequenos "empresários" e os seus empregados, pelo desemprego e falta de renda para tocarem o seu pequeno negócio;  o ano de 2020 foi um dos anos mais pesarosos e sofridos para grande maioria das pessoas do mundo inteiro!! 

Aliás, para todos nós, que sentimos compaixão e sofremos com a dor do outro, além do medo de ser a próxima vítima. Foi muito triste ligar a TV e ver anunciar  tantas mortes, tantas pessoas perdendo suas vidas ou seus entes queridos! Quantas vidas e sonhos foram ceifados? Quantos pais ficaram sem seus filhos? Quantos filhos ficaram órfãos, de pais ou mães – vítimas desse vírus e de outras doenças. 

O Natal deste ano não teve a mínima graça. Não houve clima para festas... e nem poderia ter, pois a ordem geral era de que não se aglomerasse, e que os encontros com as famílias fossem evitados. Famílias essas que esperavam o ano todo para se encontrarem neste dia.  

E o Ano Novo? O que podemos esperarar de 2021? O que desejamos é pouco e muito ao mesmo tempo, é algo essencial e único para todos. Queremos saúde, queremos proteção, queremos vacinas para nos proteger desta pandemia. Queremos viver. Queremos poder sair livres de máscaras. Queremos poder encontrar com as pessoas, familiares e amigos.

Infelizmente, ainda não há uma previsão de quando toda a população brasileira será vacinada. No entanto, é preciso nutrirmos de uma postura, que é ao mesmo tempo positiva e precavida perante o novo ano. Perante a vida.

Po isso, parece cedo fazermos planos, projetos, programa disto e daquilo, ainda. Mas é significativo acreditarmos que as coisas poderão voltar ao normal, a ser o que eram. É possível acreditarmos que seremos felizes de novo, sim!! 

Vamos ter esperança e fé que tudo vai passar. Que tudo vai dar certo. Não deixe que sua pouca expectativa a/o desmotive e contamine seus projetos, seus sonhos e também os dos outros. Vamos louvar os cientistas que debruçaram com tanto zelo e dedicação para que pudessem concluir uma vacina. Evite compartilhar fakenews. Que Deus nos ilumine sempre, e que o ano vindouro seja mais leve e generoso para todos nós!! 

 

sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Treinar a gentileza, a empatia, a compaixão e o altruísmo são a chave da felicidade

Hoje, dia 13 de novembro, é o Dia Mundial da Gentileza. E ser gentil é tão essencial quanto tomar banho e se alimentar bem. Se você não cuida da sua higiene e de sua alimentação, provavelmente, sua saúde será prejudicada; assim, também o modo como você trata as pessoas,  tudo vai depender da sua interação com elas.

É importante nos conscientizarmos, e também passarmos isso para as crianças, desde a mais tenra infância - que muitas coisas em nossa vida só serão completadas se houver influência mútua, ou seja, interação constante entre nós e as outras pessoas - famílias, colegas de escola ou de trabalho e amigos. Que é preciso saber agir com afabilidade, gentileza e solidariedade, além de certa empatia/ graça/carisma pessoal para haver a “troca constante".

E nada surge por acaso. Até para mantermos um amigo/ uma amiga, é importante sabermos cativar . A amizade é troca, é compartilhar, e não é, somente, uma via de mão única. É preciso saber ceder, abrir mão de algo para o outro, dar um pouco de si para poder receber. E para os filhos ganharem a confiança das pessoas, serem mais sociáveis, é preciso que  vivamos em perfeita harmonia com o próximo, lembrando que somos exemplos. 

Tudo em nossa vida é reflexo do que estamos conectando. Se quisermos ser amados, precisamos dar mais amor; mostrando que cuidar dos outros é uma prioridade – cuidando com carinho da esposa/esposo, filhos, irmãos, pais e avós que podem estar velhinhos. Dando oportunidades às crianças para a prática de carinho e gratidão também - ensinando a agradecer àqueles que contribuem conosco, tanto nas coisas grandes quanto nas pequenas. 

Expandindo o seu  "Software de preocupação" de seu modo de ser e também do seu filho, neste sentido - certificando-se de que seus filhos são simpáticos e gratos com todas as pessoas que convivem, dentro e fora de casa, tais como funcionárias do lar, motoristas de ônibus, professores e auxiliares de serviços gerais da escola, etc. Repetindo sempre, a importância de serem mais tolerantes, mais compreensivos - empáticos. Só há troca quando existe consonância entre duas ou mais pessoas.

Assim, simplesmente: se você compartilha mensagens com seus amigos, receberá de volta outras mensagens. Se sua amiga lembrou-se do seu aniversário, você fará o possível para não se esquecer do dela. Se você trata bem as pessoas, será bem tratada. Se você cumprimenta as pessoas com um sorriso e um forte aperto de mãos, será assim cumprimentado. Se você convida amigos para um jantar em sua casa, será convidada para jantares. É a gentileza gerando gentileza. Para receber ajuda, você precisa estar disposto a ajudar as pessoas. É importante poder contar com a ajuda do outro, se precisar; e independentemente do que sejamos, podemos precisar.

Não é à toa que a solidariedade, nas redes sociais, vem expandindo, inspirando mulheres/mães, principalmente, a não criarem seus filhos de forma isolada, mas buscando orientação ou simplesmente uma palavra de conforto, sempre, através do compartilhamento de erros e acertos, das angústias divididas, da troca de experiências, etc.

Todas de uma forma ou de outra se ajudam, mutuamente, sem exigir nada em troca, mas ganhando sempre.  Isso fica claro nos blogs e grupos de mães que conheço como o de “Mãe de moleque”, por exemplo, mães que, de uma forma ou de outra, fazem parte desta rede de contatos. Mães que vêm tornando a maternidade delas e de outras bem mais leves, pois permitem que sentimentos, receios e desejos – experiências sejam divididas com outras mães que já viveram - como eu que já sou avó, ou outras que estão vivendo, ou que, ainda, irão viver momentos semelhantes. 

İndiferente de idade, podermos trocar experiências com outras mães, ou até avós mesmo. Sempre foi e é  muito importante as trocas de experiências. Segundo a psicóloga Josiane Costa Espanton, “geram um impacto direto nos comportamentos das mães, pois desmistificam pensamentos como “eu não sou uma boa mãe”, “nunca acerto com nada que faço”, “eu sou um fracasso”. O intercambio de experiências fortalece as mães mutuamente, além de favorecer a solidariedade e a empatia”.

Assim, as mães interagem e se solidarizam, e isso é ótimo!! Ah! Se no meu tempo eu tivesse tido essa oportunidade, teria errado menos. O caminho é o diálogo. “Sempre foi”, para reconhecer, certificar, avaliar e educar da melhor forma, possível. Pois...educamos, não da forma ideal, não da forma que a nossa mãe nos criou, não da forma que a moça/a blogueira cria, mas do jeito que cada mãe acredita que “esteja certo” e é possível.

Desse modo,  podemos  ensinar os filhos a serem gentis - é uma forma de prepará- los bem para a vida. E todos, com certeza, vão precisar. E, é importante lhes ensinar enquanto, ainda, são pequenos, porque "depois não adianta mais". Falo assim, porque, na verdade, tudo tem o seu tempo. E é melhor reconhecermos enquanto é tempo e tentar reverter, se for possível. A maior preocupação dos pais é, na maioria das vezes, com a felicidade e o sucesso profissional dos filhos, mas muitos deles esquecem de ensiná- los  a se tornarem mais solidários, respeitosos, empáticos e altruístas.  

Em fim ...Treinar a empatia, a compaixão e o altruísmo são a chave da felicidade. Estudos mostram, e a minha experiência como mãe, professora e avó têm me mostrado que as pessoas nascem com a bondade inata, mas se alimentá-la, treiná- la ao longo da vida deles, desde criança, podemos torná-los seres humanos melhores e mais felizes.

terça-feira, 6 de outubro de 2020

Poema que fala de gente

 Poema que fala de gente

Ah, é tão bom
Ler um livro que fala da gente
E de outras gentes.

De gente igual 
Ou diferente da gente
Mas que é gente 
Como a gente.

De gente 
Que não conhece a gente 
Mas conhece a gente
Muito mais que muita gente.

Gente de todas as partes
Escreveu sobre gentes
Logo toda gente
Estará lendo sobre a gente.


quinta-feira, 23 de abril de 2020

O gatinho arisco


               O gatinho Arisco

Há quase um ano, morava um pessoal em um retiro ( retiro esse é o nome que se dá a um lugar retirado da sede, de onde os donos da fazenda moram), e quando foi embora de mudança para outro lugar, deixou um casal de gatos lá na fazenda, a "Deus dará", como dizia a minha mãe, sem alimentação, comia, certamente, Insetos, ratos, passarinhos o que encontravam pela frente. 

E, logo, a gata pega cria e dá a luz uns sete gatinhos. Mas, não sei porque morreram quase todos, não sei se foi a gata mesmo que os matou, algumas mães costumam matar os seus próprios filhotes, ficou apenas um machinho. Dizem que as fêmeas do mundo animal costumam negar o leite às filhas e, às vezes, até as matam. Talvez, seja de estresse, sobrando apenas esse machinho, que tornou-se o mais arisco de todos. É claro, foi o único que escapou da maldade da mãe. 

Sempre tive vontade levar a mãe e o único gatinho que sobrou para onde a gente mora, mas tanto a mãe quanto o filhote eram muito ariscos, não deixava pegá-los. Eu ia, neste retiro, uma vez por semana, e sempre levava comida para eles, mas como eram muito ariscos, não aproximavam da gente, às vezes, quando estávamos em um lugar, eles não entravam. Com certeza, devido ficarem muito sós, e não terem costume com pessoas.  

Sempre os chamava, mas nada... Já fazia quase 6 meses e nada deles socializarem com a gente. De repente, um dia, aproximei da mãe... e ela deixou pegá-la, estranhei... mas depois fui ver.... estava doente... parece que um outro animal havia mordido na sua traseira, e estava bem machucada. Levei para outra fazenda... passei um medicamento... mas não foi curada... está lá. Já o gatinho era muito bravo.... Se ouvisse a nossa voz, ele corria... 

Mas, aos poucos, depois de um certo tempo, começou a aproximar mais, e foi amansando. İnteressante, que, às vezes, quando chegava eu dizia: "olá, venha aqui, eu trouxe comida prá você", e como a fome era muito, ele vinha se aproximando, encostando nas coisas, como se estivesse com vergonha. Mas era passar uns dias sem vê- lo e ficar meio arisco de novo.

Mas não desistia, sempre, que eu ia a fazenda, não o via, ou via só de relance. Às vezes, o chamava, mas não aproximava da gente, era muito arisco mesmo. De repente, comecei a chamá-lo, e ele foi aproximando mais. E como os gatos têm algumas características parecidas com as dos seres humanos, hein, gente! 

De repente, foi ficando menos medroso e quando eu o chamava, ele vinha encostando nas cadeiras,como  se estivesse com vergonha. Mesmo morando em um lugar que ele não tinha acesso a comida; ele caçava ratos, insetos e passarinhos. Sempre, encontrava penas pela varanda da casa. Era um animal saudável e bonito. 

E sempre que ia lá, não esquecia de levar comida para ele, e chegava falando " venha aqui, eu trouxe comida para vc, Pipoca. Nome escolhido pelos meus netos. Então, ele vinha vindo devagar, pé por 👣 chegando... meu marido ficava encantado da forma como ele foi aproximando de mim. 

Lembro- me que o primeiro dia que passei a mão em seus pelos, ele gostou tanto, que quando saí pelo quintal, ele quase me atropelava, por estar andando, próximo aos meus pés, querendo mais carinho. Às vezes ,até deitava para tocá- lo. Fico pensando até os animais gostam de carinho, imagina as pessoas! 

Agora, não, já deixa eu fazer cafuné nele com o pé, uma fofura! E... ele gosta tanto de um carinho...(quem não gosta? ) 




sábado, 28 de março de 2020

Espuma Branca

Espuma Branca

Em meio a pedras
O trabalho de outrora

A espuma, a limpeza

A água, a mulher, a vida

Filha, irmã, mãe, amiga
Que faz de sua imagem
Um registro de uma saudade
Que não apaga de sua memória 

A água relaxa
O sol a aquece
A correnteza vai limpando
Levando espumas
E sonhos que se foram
E que ficaram....

Assim vai vivendo...
Próxima a natureza
Ganhando... perdendo