05/06/2022
Se o Milton estivesse aqui, hoje, estaria completando 70 anos! Com certeza, seria uma data memorável para ele relembrar tudo que ele e nós passamos juntos!
Milton era uma pessoa que tinha uma “aura” muito expressiva, e mesmo não estando mais aqui, ela transita viva em nossos pensamentos, com o seu olhar tímido e atento, andar ligeiro e inquieto.
E, por coincidência, na noite que antecedia o dia de seu aniversário, encontrei esse texto maravilhoso de Lurdes Rebelo sobre a vida, e achei muito interessante para o momento!
A ÁRVORE E A VIDA
A vida, é como uma árvore
Folhas que nascem, folhas que caem
Não escolhem dia nem hora
Algumas nascem na primavera e permanecem por muitas estações
Crescendo, dando fruto, renovando-se firmes e fortes
Outras, caem antes do tempo, arrancadas pela força do vento,
Pela chuva, ou por outra qualquer razão
Os ventos do outono, ceifam as folhas amarelecidas, já caducas, que darão lugar a novos rebentos viçosos
Assim somos nós, enraizados na vida
Com a missão de crescer, florescer e dar fruto
E, tal como a folhagem das árvores
Alguns de nós, permanecemos cá por várias estações
Outros, partem muito antes do tempo, sem terem tempo para florir e dar fruto
Outros, porém, partem já velhos, com os seus frutos já maduros
E, muitos partem ainda, porque alguém, selvagemente lhes rouba a vida
Então, cuidemos da árvore, das folhas e amemos os frutos
Porque, assim como a folhagem das árvores, não escolhe idade, dia nem hora para cair
O ser humano, também não escolhe a idade, o dia nem a hora de partir!
Lurdes Rebelo
https://www.facebook.com/Pensamentoslurebelo/?ref=hl
ISBN: 978-989-691-496-7
Comentário emocionado feito por seu irmão José Ferreira...
"Sobre o meu irmão Milton - meu pai Milton - hoje, seria o seu aniversário... setenta anos...e nas últimas conversas que tivemos, sempre, ele falava com alegria que eu e ele estávamos ultrapassando todos os limites da família...(rsrsrsrrsr).
İsso levando em consideração meu pai e meus irmãos que foram, todos novos, com sessenta anos... meu pai com menos de sessenta; e ele ficava empolgado que nós iríamos ultrapassar. Sempre, no sentido, de que eu iria logo... acho que ele tinha medo de que eu morreria primeiro do que ele!
Mas vai entender os desígnios, essa doença de chagas, doença crônica, faz sofrer aos poucos, mas também, talvez, te leva longe, como grandes vidas, como a minha mãe, por exemplo, que morreu com 84 anos.
Eu agora estou nesse pensamento... rsrsrsrrsr, será que eu chego aos 68....? Espero que sim.
Eh...falar do meu irmão não é fácil. Meu irmão era... eu tive oportunidade de ter um irmão - acho que sou o único irmão que mais conviveu com ele - eu mais adolescente, ele já mais rapazinho...
Posso dizer que foi um exemplo de homem desde pequeno. Milton nunca foi criança, nunca foi adolescente. Foi homem desde o início. Homem na acepção da palavra, homem de caráter, gostava demais da família.
Eu tive o grande prazer de ser pego para criar por ele. Aos 16 anos, ele me levou pra Goiânia, e lá eu aprendi com ele, tudo, que eu não havia aprendido, ainda...inclusive coisas bem banais, como tocar violão, rsrrsrs, eu me lembro dele desenhar, no roda pé de um papel de embrulho de pão, as primeiras notas musicais, pra gente aprender a tocar, ele já tocava melhorzinho....
Lembro de nossas conversas, nossas leituras... eu era apaixonado na letra dele, tentei imitar, rsrsrsrrsr, fiquei satisfeito com o que eu consegui, era apaixonado na rubrica dele, tentei fazer igual. Coisa de filho que tenta imitar o pai.
A Nilva tinha me pedido para escrever alguma coisa sobre ele, mas como é difícil, Nilva....nada que começo, parece que é o começo, não consigo expressar, não sei por onde começar... tem coisas demais para falar do meu irmão, mais são coisas difíceis de pôr no papel... talvez, ainda consiga... descanse em paz, meu irmão. (emocionado)
Mas...o que eu mais sinto é que eu poderia, na minha condição de médico, estar ao seu lado, nesta sua batalha final, mas quis o destino que nem isso fosse possível, morreste só...mas tudo deve ter um porquê... (Texto copiado na íntegra de um áudio do grupo de WhatsApp da família, no dia 05/06/ 2022, um ano e três meses do falecimento do Milton e dia do seu aniversário)
Valéria
Eu me lembro perfeitamente de uma conversa que tivemos, eu ele e Virgilio, lá em Caiapônia, eu contando algumas histórias da minha vida e ele, assim, me disse que sentia muito por não ter me ajudado [essa ajuda que ele se referia seria ajuda financeira].
Mas eu fico muito agradecida a Deus por de ter tido a oportunidade de termos tido essa conversa, porque, nesse dia, tive a oportunidade de lhe dizer, que a maior e melhor ajuda que ele poderia ter me dado foi o exemplo de vida - esse pra mim não tem dinheiro que pague.
Ontem mesmo, eu estava aqui em casa, pensando como Deus é maravilhoso e me ama tanto, por ter me dados todos vcs, meus irmãos, porque desde pequena, sempre, me espelhei em cada um de vcs. Cada um me ensinou a ser quem sou hoje, e o exemplo de vida do Milton, sem dúvida, perpetuará na minha vida e na vida de todos nós até o fim…
Que nós possamos ter a oportunidade de ainda vivermos muitos momentos maravilhosos, pois são esses momentos que nos dão força pra seguir em frente diante das perdas!!! Amo demais vcs, meus irmãos, obrigada por tudo e por tanto! 🥲
Virgílio
Na verdade, temos domínio sobre poucas coisas. Deus deu ao homem a ordem de dominar a natureza e também disse que não teríamos domínio sobre o dia da morte. Como diz um amigo: "quem sou eu na fila do pão!".
A saudade do meu pai é grande demais. Hoje, se estivesse aqui, diria que tinha chegado aos 70, e muito bem, com energia pra ir pra fazenda, mexer com gado e resolver problemas dos outros.
Em seu momento de sofrimento, dos seus últimos dias, não falava na morte, pelo contrário, nos tranquilizava dizendo que estava tudo bem.
Foi um homem que enfrentou desafios, e grandes, a pobreza, a timidez, batalhas políticas, questões familiares, e chegou ao fim da carreira próspero, financeiramente, realizado profissionalmente, com a família unida, sendo querido por todos.
Obrigado por nos ensinar, pai. Te amo!
Nalygia
Meu pai sempre brincava e perguntava p gente se estaria aqui aos 70 anos…? Eu nem me assustava e respondia q ele viveria muito…Infelizmente é uma certeza q não podemos ter! 😢
Nilva
Eu pensava que ele viveria pelo menos do tanto que a D. Luiza, sua mãe viveu,
Sua irmã Divina
A morte do Milton não provocou apenas saudade. Ele levou consigo muita coisa de mim. A sua presença era tão forte em nós que levou consigo o resto de alegria que eu tinha. Parece que agora nada mais é igual ao que era. Não esqueço dele em nenhum momento. Por isso sinto tanta falta de vocês, meus irmãos, que estão aqui, visíveis e ao alcance da vista. Amo todos vocês. Continuarei te amando meu irmão Milton.
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