Na condição de
"A vida não é possível sem antagonismo. Se você 'ousar se destacar em alguma coisa', prepare-se para enfrentar os exércitos dos que não estarão satisfeitos com você. Ou porque realmente discordam da sua maneira de viver ou porque admiram em segredo as suas conquistas e gostariam de ocupar o lugar que você ocupa.
coordenador das campanhas políticas, ficava responsável para convocar e reunir com todos os líderes das coligações partidárias, que faziam alianças com os partidos que os apoiavam, além de todos os candidatos a vereadores da coligação e prefeito e vice-prefeito, com o objetivo de dividir tarefas, dar impulso / pôr em execução os rumos da campanha: organizando cronogramas de concentrações ou comícios, visitas e carreatas, etc; definindo, desse modo, juntamente com os líderes dos partidos e candidatos, as metas que seriam repassadas para as equipes e cabos eleitorais, com motivação e otimismo.
Era motivado. A sua motivação despertava nos outros o desejo de se fortalecerem e poderem também ousar e enfrentar seus próprios desafios. Como disse o prefeito Argemiro R. dos Santos, o "seu otimismo inabalável e a sua crença no potencial humano continuam a me inspirar a perseguir incansavelmente, a favor do bem comum".
Prestava também assessoria jurídica, durante as campanhas políticas, que "além do domínio das diretrizes do Direito Eleitoral, o advogado deve estar preparado para enfrentar as peculiaridades do processo eleitoral. Como por exemplo, a regulamentação das eleições por resoluções do Tribunal Superior Eleitoral, que possuem força de lei ordinária e mudam de eleição para eleição, os prazos processuais contados em horas, as divergências jurisprudênciais devido à constante renovação que se opera nos tribunais eleitorais e a escassez de doutrina especializada sobre o assunto". Exigindo, portanto, conhecimento das leis e muita prática jurídica sobre o assunto. Não era pouco trabalho!
Foi também procurador do município das administrações, acima relacionadas, como é do conhecimento de quase todos os cidadãos Caiaponienses, que o conheceram. Só não participou das administrações de Bertoldo Francisco de Abreu e de Caio Lima.
Seu gosto pela Política e sua vasta experiência em Administração Pública, fizeram dele um " visionário perspicaz, com habilidade para administrar os conflitos das forças opositoras, conseguindo, desse modo apaziguar os ânimos, detectar o importante e o descartável", segundo Sr Nivando, um de seus amigos, que a política lhe deu.
Desse modo, não foi a toa, que a sua permanência, na política e na administração pública, durou por todo esse tempo até um mês antes de sua morte, tinha o seu mérito. Tinha uma disposição inata, além da adquirida com o tempo para fazer política. Tinha dom, capacidade de decidir, de organizar e de agir, com uma naturalidade e sagacidade incrível - como se fosse: "uma qualidade de alma, pois, diante de uma situação nova, complexa e delicada, descobria por si mesmo o que deveria fazer".
Segundo amigos, Milton era um grande articulador político - aquele que tinha facilidade em ‘mexer com as pedras’ e ‘apagar os incêndios’, isto é, que sabia analisar, conversar com as pessoas e perceber alguma estratégia para conseguir montar o “quebra-cabeça”, ou seja, resolver os problemas de cada um.
Todavia, toda essa capacidade, gerava ciúmes, críticas, fofocas, etc. E, ouvindo, certo dia, um vídeo do Padre Fábio de Melo, relembrei de uma reflexão que o Milton, em momentos de muitos falatórios alheios, sobre Política, me dizia. E, por incrível que pareça, embora, não fosse com estas mesmas palavras, tinha este mesmo sentido da fala do padre, que na oportunidade, reescrevi, na íntegra.
É a regra da vida: Não é possível alcançar o melhor de si, sem esbarrar na rejeição dos outros. Maturidade é saber compreender os antagonismos como parte inerente aos processos que nos permitem evoluir e ser quem somos, e seguir adiante.
Se quiser viver sem desagradar, sem despertar rejeição é provável que vc terá que se adaptar a uma versão bem limitada de si, e seria um grande prejuízo, considerando que a realização humana consiste em exatamente viver para alcançar o melhor que Deus criou em cada um de nós".
E para o Milton, adaptar -se a uma versão limitada de si mesmo, não era da sua índole. E, embora, as "fofocas da oposição" o deixassem chateado, serviam também de estímulo, por incrível que pareça, fortalecendo a sua autoestima,fazendo sentir confiante em suas habilidades e capacidades, pois enquanto não tinha o reconhecimento de alguns, tinha de muitos amigos e políticos.
E, segundo Epicteto, "as dificuldades que mostram o que os homens são". Como Milton mesmo escreveu: "Na luta como advogado e político, venci, perdi, me surpreendi e me decepcionei. Fiz amigos e inimigos. Fui ator, expectador. Enfim, vivi, sobrevivi, e hoje, posso contar histórias".
Com o tempo, aprendeu a lidar com a oposição - com as críticas, com as dificuldades e com a falta de reconhecimento por alguns! É a vida. Se não aprendermos a conviver com o desprazer e com a "consciência pessoal e de classe" dos problemas que poderemos ter, não evoluiremos e não faremos nada, pois tudo isso faz parte do processo, faz parte da caminhada para seguirmos adiante, segundo Lúcia Helena Galvão Maya, professora de filosofia, integrante da organização Nova Acrópole no Brasil, e, principalmente, como disse anteriormente, padre Fábio de Melo.
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