sábado, 17 de abril de 2021

Mais fotos

Obs:. Se for possível, trocar a foto da página 39 e colocar está foto da "criança modelando o barro".

Esta foto "de um pai tocando violão e uma criança falando, que tem uma mensagem escrita'' ilustrará o texto da pág 87 - O bullying...

Trocar a foto da página 111 -Criança prefere um trabalho a um brinquedo.... para essa "de um menino moendo cana" - pelo fato da foto indicada ser agora capa. 

Está foto de uma caneta ilustrará o texto da página 114

Esta foto "de uma criança lendo em casa no colchão" ilustrará o texto da pág 138. -A escola pública e o sentimento de orfandade.

Esta "foto dessa avaliação Eu te amo" ilustrará o texto da pág 150 - Requisito Eu Te Amo não vale nota.

Esta "foto de uma mão com uma borboleta com o dizer Gentileza é o melhor jeito de começar o dia ....."  ilustrará o texto da pág 234 - Por que a indiferença a verdade

Esta foto  "de um senhor segurando a rédea de um cavalo" ilustrará o texto da pág 244 - O saber esperar...

Esta foto escrita: "A vida é assim: o que ela quer da gente é coragem"  ilustrará o texto da pág 264



quinta-feira, 15 de abril de 2021

Fotos

A 1ª foto ilustrará o texto da página 24 - Efeitos do tempo....
( Foto de um adulto e duas crianças caminhando por uma estrada)

A 2ª foto ilustrará o texto da página 31 - O valioso tempo dos verdes
(Duas crianças abraçando)

A 3ª foto ilustrará o texto da pág 34 - As chuvas de outubro
( Foto de uma criança deitada no sofá com um celular e o seu cachorro)

A 4ª foto ilustrará o texto da pág 35 - A primeira impressão é a que fica
( Foto de um grupo de crianças dando um sinal positivo)

A 5ª foto ilustrará o texto da pág 39 - O que fazer para estimular as crianças....
(Foto de duas crianças com um gatinho na mão ou a criança modelando um barro)
 
A 6 ª foto ilustrará o texto da página 69 - Os lares e a síndrome de pais ausentes
( Foto de um casal com as crianças na janela)

A 7ª foto ilustrará o texto da pág 70 - A mulher contemporânea
( Foto de uma mulher com uma lâmpada)

A  8ª foto ilustrará o texto da página 82
- O segredo da vibração positiva
( Uma foto de uma mulher sendo beijada por um gato)

A 9ª foto ilustrará o texto da pág 98 - A minha história com a fotografia,..
( Foto do avô no lago com os netos)

A 10ª foto ilustrará o texto da pág 111 - Criança prefere um trabalho a um brinquedo
( Foto do neto pescando com o avô)

A 11ª foto ilustrará o texto da pág 113 - O que o movimento Branden....
(  Foto de uma moça, um rapaz e duas crianças encima de uma pedreira)

A 12ª foto ilustrará o texto da pág 119 - A vida é uma troca constante
( Foto de uma senhora com duas crianças, uma pegando um bebê)

A 13ª foto ilustrará o texto da pág 124 + A escola pode encantar ou desencantar os alunos 
( Foto de uma criança  lendo)

A 14ª foto ilustrará o texto da página 128 - Escolher uma boa escola é como provar sapatos...( Foto de uma criança calçada os pés com pés trocados)

A 15ª foto ilustrará o texto da pág 155 - Algumas de minhas memórias...
  ( Foto do livro )

A 16ª foto ilustrará o texto da pág 163 - Uma jóia chamada Esmeralda
( Foto de casamento de meus pais)

A 17ª foto ilustrará a pág 167 - Como está a preparação do seu filho...
(Foto de dois meninos juntinhos no lago )

A 18ª foto ilustrará o texto da pág 190 - Como desacelerar...
( Foto de uma Criança vendo o celular, com a mamadeira de lado)

A 19ª foto ilustrará o texto da pág 200
- Quando terminam as férias
( Foto de duas crianças brincando em um escorregador)

A 20ª foto ilustrará o texto da pág 217 - Aquilo que se repete...
( Foto de uma criança vendo o notebook na cama ao lado de um pet ou uma que está assistindo algo no notebook

A 21ª foto ilustrará o texto da pág 226 - O homem e a sua complicada arte de ver....
( A foto de umas pessoas subindo uma pedreira)


terça-feira, 13 de abril de 2021

13-O menino e o carro de boi

O carro de boi foi um importante meio de transporte em nossa região e em quase todo o país. Nas fazendas, foi responsável pelo transporte da produção, principalmente, nas localidades de difícil acesso, deixando as marcas de suas rodas ferradas pelos estradōes e pelos lagedos da região. 
 
Este Carro de Boi pertenceu ao senhor Joaquim Zacarias, carreiro e fazendeiro Caiaponiense, que o adquiriu em 1945. reformado em 1965, mas, há vários anos estava esquecido no fundo do mangueirão da fazenda Torres, à sombra do Morro Gigante.

Assim que fui informado da intenção do Sr Joaquim Zacarias em vendê- lo, fui até a sua fazenda, e depois de examiná-lo, ouvir suas estórias, ver as marcas dos pescoços dos bois, nas cangas, já corroídas pelo tempo, resolvi pagar o preço que o proprietário pediu pelo mesmo.

Após os ajustes necessários e a substituição de algumas peças, a troca do assoalho e o lixamento da madeira, mandei impregná- lo de sebo para protegê-lo das traças, conservar a sua estrutura, e o coloquei neste galpão, onde ficará exposto.
A presença deste Velho Carro de Boi, aqui na fazenda Cachoeira do Morro de Mesa, é uma homenagem aos meus antepassados, que ajudaram a desbravar os sertões de Minas e Goiás, aos bisavós avós da minha esposa, que nos idos de 1920 a 1940, aventuraram- se em longas viagens de Jataí até a cidade de Coxim, no Mato Grosso do Sul, para buscar sal grosso e abastecer as fazendas daquela região. 

É também uma homenagem aos meus amigos e vizinhos carreiros, e, também, aos primeiros proprietários destas terras, que deixaram as marcas do Carro de Boi, na laje das passagens dos córregos Joaquinzinho, Chiqueiro, Cachoeirinha, Poção e, principalmente, do córrego do Pasto, aqui no fundo de casa.
Certamente, este carro nunca mais será puxado por bois e nem cantará pelas estradas, carregado de milho, cana- de- açúcar ou de mandioca. Ficará eternamente carregado de lembranças e de estórias de carreiros, de trabalho, suor e encantamento. 

Sentado na varanda da minha casa, olhando para o velho Carro de Boi, recordo-me dos tempos de criança; meus pais moravam em Serranópolis, e naquela época era ele o principal meio de transporte do povo daquele lugar.

Lembro-me dos carreiros que vinham à cidade com seus carros quase sempre cheios de mantimentos, puxados por quatro ou cinco juntas de bois tucuras; e, na volta, eu e outros meninos sentados em sua traseira, acompanhávamos o carreiro até a saída da cidade, e voltávamos correndo.
Naquela época, já pensava em um dia ser fazendeiro, possuir um Carro de Boi, e viajar pelo mundo com a minha boiada.

Viajei pelo mundo, venci estradas, mas aquelas lembranças nunca me abandonaram; só, depois de tanto tempo, de tantas lutas, de idas e vindas, aqui estou, na minha fazenda, e com  o meu Carro de Boi, tão reais, mas ao mesmo tempo, recheados de lembranças e de sonhos. (Cpa, 15/11/2003).

Milton gostava muito de um carro de boi... não se satisfez com, apenas um, tinha dois carros. O último foi feito em uma cidade do interior de Minas Gerais. Pagou uma nota por esse carro, mas queria que o carro cantasse, e esse carro não cantou como ele queria. Trocou até uma peça, depois cantou melhor. Teve o seu carro de boi, com quatro juntas, amansadas pelo seu amigo carreiro Nena. Que, sempre, ia à nossa fazenda com a sua esposa dar uma carreada, e a noite, assávamos uma carne, bebiam ali umas 4 cervejas,  cantavam e tocavam uma viola, conversavam, um pouco, e iam dormir. Às vezes, caso a conversa ia diminuindo, o Milton dormia ali mesmo. Muitas vezes, ele dizia, vão conversando, para eu dormir.

Sempre, que tinha festa dos carreiros, em Caiapônia e nas cidades vizinhas, ele fazia questão de participar. Adorava as histórias dos carreiros. Gostava de conviver com eles. Mas bem antes de sua partida, resolveu vender os bois. Os carros continuam na porta da fazenda.


                

sábado, 10 de abril de 2021

9- Enfim, em Caiapônia, vivi e sobrevivi...


Em Caiapônia, estou residindo há quase 23 anos. Aqui nasceu a minha filha Nalygia, que está cursando o terceiro ano de Direito, e se Deus quiser, seguirá a carreira do pai. 

Nesta cidade, criei a minha família, me fiz advogado e político militante, apesar de nunca ter disputado qualquer cargo político.

Na luta como advogado e político, venci, perdi, me surpreendi e me decepcionei. Fiz amigos e inimigos. Fui ator e expectador. Enfim, vivi, sobrevivi, e hoje, posso contar histórias.


(Foto do quadro que tem todos os irmãos na festa de 50 anos)

Estou completando, neste ano, cinquenta anos de idade, "com o corpo de trinta e com a alma de vinte". Chego a essa idade com vigor físico e mental revigorado, e com a capacidade intelectual mais aguçada.

Depois de tantas lutas vividas, não sei se sou vencedor ou vencido. O que sou, o que tenho, devo muito aos meus pais, principalmente, à minha mãe, aos meus irmãos, à minha esposa, aos meus sogros, aos meus filhos e aos meus amigos.
Mas, principalmente, devo o que sou e o que tenho: a Deus e ao meu esforço, ao meu entusiasmo, à minha dedicação ao trabalho e aos estudos, que desde criança, tenho praticado diuturnamente.

Sempre, vivi acima dos meus limites: físicos, intelectuais e financeiros.  Sempre, me preocupei com o presente, mas com os olhos para o futuro. Preocupado com o bem estar da minha família e com o futuro dos meus filhos.

Sou um Caipira, metido a advogado, a político e a intelectual. Como advogado, milito, diariamente, no fórum desta região e nos tribunais do meu estado, defendendo os interesses dos meus clientes, tanto na advocacia cível, quanto na criminal. 

Como político, tenho participado de todos os acontecimentos deste município. Atuando como assessor de várias administrações, como membro ativo do PMDB, nos palanques e nos palácios, tentando resolver os problemas do meu partido e da nossa comunidade

( Foto com os políticos)

Como intelectual, tenho participado de vários acontecimentos culturais da nossa região, escrevendo artigos para jornais e participando de palestras ou organizando eventos.

Ao mesmo tempo, sou advogado, político e intelectual metido a fazendeiro. E como tal, estou sempre aos finais de semana e nos feriados, brincando de ser fazendeiro, lidando com gado e com tropas. 

Sinto-me confortado quando, ainda, de manhã, pego meu cavalo e saio pelos pastos campeando os meus pensamentos, observando, atentamente, as árvores, os animais, o gado, e admirando o que chamam de minha fazenda.

( Foto à cavalo com outros cavaleiros)

Gosto de estar perto dos meus vizinhos de fazenda. Fico horas conversando com eles e com os vaqueiros e roceiros de minha região; e nestes momentos, sinto-me um deles, no jeito de falar, de pensar, e até mesmo na organização da minha atividade rural. 

Cheguei a conclusão que sou metido a tudo que sou; e neste sentido fiz esta definição e a coloquei na parede do meu escritório.
Sou advogado,
Nas horas vagas sou político
Nas horas mais vagas sou fazendeiro
E nas horas ainda mais vagas sou boêmio
Mas no fundo sou, apenas, um sertanejo.

( Foto da placa de advogado)

Desejo de ser fazendeiro

Não pretendo ser advogado e político a vida toda. Após a formatura dos meus filhos, desejo ser fazendeiro. Não quero ser fazendeiro moderno, informatizado e tecnificado. Ser fazendeiro é trabalhar de sol a sol, é morar numa casa simples, se possível antiga, com grandes portas e janelas, no estilo das velhas fazendas, e poder ouvir o barulho das botas e o tilintar das esporas provocadas pelo pisar das pessoas pisando pela casa.

Quintal grande com pomar, rego d'água, bicona cheia, o terreiro repleto de galinhas. Porcos gruindo no mangueirão, brigando por uma espiga de milho ou por uma fruta caída de uma mangueira ou de uma goiabeira.

Minhas noites serão de luar, carne assada, viola e violão, cantorias, sonhos e mais sonhos, e ao deitar, poder dormir ouvindo o som do monjolo preguiçoso, pilando milho para canjica. Acordar de madrugada despertado pelo cantar insistente dos galos músicos, e minhas manhãs serão frescas, abrirei a janela do meu quarto para ver o sol nascer e ouvir o canto dos pássaros na moita de bambu.

(Foto na janela)

No pasto da porta, umas poucas vacas leiteiras, e no piquete, éguas com os seus filhotes desfrutando o sol da manhã.

Nas invernadas, haverá o gado nelore, baio por excelência, de onde pretendo retirar o sustento da minha família.
( Gostava do gado nelore e gir. O nelore todo baio, e as girolandas de pelagem vermelha com manchas brancas.)

(Colocar fotos do gado nelore e gir)

Nas tardes quentes de verão, irei pescar lambari e piaus no Córrego Joaquinzinho e banhar no poção, logo abaixo da ponte dos buritis. 

(Foto pescando)

E ao chegar em casa, poder encontrar minha querida esposa varrendo o terreiro ou fazendo doces, assando biscoitos em forno de barro construído na casinha da bica, e apesar de tanto tempo juntos, ainda, poder observá- la com carinho.

Nos finais de semana, visitar os vizinhos ou recebê-los em minha casa. Uma vez por mês, ir à cidade para arrumar os negócios, rever os amigos e ir à igreja Matriz participar da missa. ( Milton não tinha religião. Mas gostava da simbologia da igreja católica. Gostava de conversar com os padres).

Nas férias ou nos feriados, receber os filhos, os netos, meus irmãos, sobrinhos e amigos. Fazer pamonhas, contar causos, jogar truco, e poder sentir, ainda, mais forte o sentimento familiar. 

É, assim, que pretendo viver daqui a alguns anos, e espero que estes sonhos se concretizem. 
      (Caiapônia, 30 de maio de 2002)
              ..........sfm......

Milton dizia que não queria advogar e nem ser político a vida toda, mas não conseguiu.  Era advogado e um político nato. Era um ser atuante e muito trabalhador.

 Tinha um sonho de morar, na fazenda, logo que os nossos filhos formassem, também não se concretizou. Mas nos últimos quatro anos, antes de sua morte, íamos bastante para fazenda, e ele, embora, não tivesse tempo e nem sossego de ficar parado, aproveitou bastante.

Milton gostava muito de fazenda, mas se não tivesse o que fazer de uma fazenda para outra, com a lida do gado, preferia voltar para a cidade. 

Se a energia acabasse, ficava incomodado, gostava de ouvir suas músicas, seus filmes, seus programas na TV, quando não estava fazendo nada. 

Caso a energia não chegasse, logo, me chamava para irmos embora. Dizia, "sem TV, vou perder o sono". E como dormia cedo, na fazenda, acordava às 4/5h da manhã.(Certa vez, ele me disse que, quando era solteiro, pensava... "Vou casar, e, quando perder o sono, vou ter com quem conversar... Mas, não, quando perco o sono, a Nilva está dormindo", e, como, também, tenho muita insônia, às vezes, para não me acordar, ele ia deitar, no sofá, para ver TV ou ouvir rádio). Amava um rádio!!

Sempre, me contava seus sonhos quando acordava. Tinha constante sonhos com fazendas e casas antigas. Amava assistir aqueles documentários de fazendas antigas. Era uma pessoa saudosista, muito caseira. Não gostava de ficar só em casa, mas não gostava de visitas com muita gente. Dizia que preferia a companhia de poucas pessoas para conseguir dar atenção para todos.