6-A origem dos meus filhos, sobrinhos e minhas indagações...
Obs ( Colocar este texto depois que falar sobre o Virgílio e a Nalygia)
Desde criança, fui um leitor assíduo, lendo tudo que via pela frente, principalmente, História e Literatura, e sempre, me interessei por assuntos que falam da origem do Universo, do Homem, sobretudo da minha região e do seu povo.
O tempo foi passando, mas a minha curiosidade, as minhas inquietações intelectuais continuaram; e preocupado em conhecer um pouco da história da nossa região, fui lendo livros que falavam do povoamento do Sudoeste Goiano, da origem das famílias, da história da nossa gente.
E, nesse ínterim, decidi estudar a origem das minhas sobrinhas Patrícia e Fernanda. Montando o quebra- cabeça de suas ascendências, descobri que os sobrinhos Michel, Reiner e Ana Luiza, também, descendiam dos mesmos ancestrais que fundaram Jataí e Caiapônia, e acabei montando a árvore genealógica também deles.
Histórias da minha família
e de minha esposa
Sempre, tive em mente contar um pouco da história da minha família e da família da minha esposa, e deixar registrada para os meus filhos. Mas não é fácil conseguir informações sobre a origem da minha família.
Minha família por ser pobre e obscura, não encontrei dados suficientes para retroagir além dos meus avós e bisavós; isto por que, até meados do século passado, somente, quem tinha um pouco mais de informação, influência social ou econômica fazia os registros de nascimento, casamento e falecimento, através da İgreja Católica, pois, até a entrada em vigor do Código Civil Brasileiro, em 1917, era esta instituição, o único órgão responsável pelo registro civil das pessoas.
Daí, a dificuldade de encontrar dados sobre as famílias mais pobres e mais humildes, que não sabiam da importância de fazer o registro de nascimento, casamento e de óbito dos membros familiares. Mesmo assim, apesar da falta de informações, fui recordando as histórias que a minha mãe me contava sobre a sua família e a família do meu pai, dos lugares onde moravam e de fatos acontecidos, envolvendo o meu pequeno grupo familiar.
Origem da família de minha esposa
Por outro lado, casei com uma moça pertencente a uma das famílias mais tradicionais de Jataí, "os Ferreiras de Moraes", que juntamente com outras famílias, Vilela, Silveira, Carvalho, Gouveia, Moraes e Barros foram responsáveis pela fundação e desenvolvimento desse município. Hoje, a família Ferreira Moraes é uma das mais numerosas do município de Jataí.
E foi lendo e relendo livros que retratam as famílias e o desenvolvimento dessa região; conversando com velhos parentes da Nilva, com seus avós e tios, consegui levantar a história dos ascendentes dos meus filhos, por parte de sua mãe, até o mineiro Joaquim Antônio de Moraes, nascido em 1773, casado com Vitória Maria da Conceição, nascida em 1783; moradores na região do Triângulo Mineiro, e de sua nora Francisca Maria Ferreira de Menezes, casada com Luiz Antônio de Moraes, que mesmo viúva, veio juntamente com seus filhos em busca de oportunidades, aqui no Sudoeste Goiano; levados, certamente, pela grande corrida de mineiros e paulistas para a região de Jataí e Caiapônia, em meados do século XlX.
Na pesquisa que fiz, encontrei a lista dos votantes da primeira eleição, ainda, no Distrito de Jataí, em 1884, e entre os 41 votantes estavam os nomes dos ascendentes de Virgílio e Nalygia: José Ferreira de Moraes e Francisco Ferreira de Moraes; ficando, assim, demonstrado, que mesmo naquela época, os parentes dos meus filhos já eram importantes na cidade.
Meio fácil de encontrar dados familiares
Outro meio fácil de encontrar dados familiares é através dos processos de Inventários arquivados nos Cartórios de Família e Sucessões existentes em todos as Comarcas. Não tenho notícias sobre processo de Inventário de algum membro da minha família, ficando desta forma comprovado a falta de patrimônio dos meus ancestrais. Já por parte da minha esposa existem, na Comarca de Jataí, vários processos de Inventário e Partilha dos seus antepassados - Ferreira de Moraes.
Depois de juntar algumas peças do quebra-cabeça da origem familiar dos meus filhos, principalmente, por parte de sua mãe, relutei, se devia ou não fazer a árvore genealógica deles, e contar um pouco da história dos seus antepassados. E se este simples trabalho teria alguma utilidade, se serviria para conseguirem algumas informações sobre os seus ancestrais, ou, se seria jogado no cesto das coisas imprestáveis no canto da sala.
Mesmo assim, diante desta possibilidade, ouso concluí- lo aos destinatários.Espero que essas informações, mesmo descritas, rudimentarmente, e de forma simples, possam um dia servir de fonte para os meus filhos transmitirem aos seus filhos e aos seus netos, um pouco da história dos seus parentes, da nossa região e do seu povo.
Novembro de 2009.
Ato altruísta
Milton era apaixonado pela origem de famílias. Era gratificante ver o seu interesse por pesquisas para conhecer as minhas origens e, concomitantemente, de nossos filhos. Tinha alguns livros em casa, que falavam sobre algumas famílias de Jataí, e, sempre, estava folheando um ou outro livro; e, sempre, me contava, e se eu distraísse por algum motivo, ele ficava nervoso, rsrsrsrrsr, e dizia que eu "não me interessava por nada'.
Mas, segundo Amy Harris, professora de história da Universidade Brigham Young, esse tipo de trabalho refere-se a uma pessoa altruísta, que tem consciência genealógica. O ato de descobrir quem são nossos antepassados e ter um senso de responsabilidade para com eles, nossos progenitores e toda a humanidade futura é um ato de grande altruísmo". (https://www.familysearch.org/blog/pt/family-history-2/)
Então, Milton tinha algumas características altruístas, se assim posso dizer; sempre, preocupou em saber quem foram os seus, os meus antepassados, e concomitantemente, os de nossos filhos!
Mesmo quando tinha, praticamente, só o necessário para viver, preocupou com a sua mãe e com o futuro de seus irmãos mais novos.
Era saudosista. Gostava de conversar com idosos, para ouvir suas histórias. Gostava de assistir documentários das antigas fazendas que produziam café. Tinha grande interesse pelo velho...pelo passado...
Nenhum comentário:
Postar um comentário