terça-feira, 22 de junho de 2021

8- Mudança para Caiapônia

Para onde vou, não sei - só sei que irei 

Hoje, finalmente, realizei um grande sonho, vendi o meu escritório de contabilidade. Escritório que foi responsável pelos estudos do meu irmão Zé e pelo meu casamento. 
Despeço - me dele com alegria, pois parto em busca de lutas e de realizações. Esperanças armazenadas que, agora, poderão ser realizadas.

Vou embora e, ainda, não sei para onde, só sei que irei. Lutar, viver e conseguir o sucesso que tanto esperei nos meus dezessete anos de escola. 
  
Estou quase dizendo adeus.
Goiânia, 04/06/ 1979.

Milton, antes de terminar o curso de direito, tinha um escritório de contabilidade em Goiânia. Antes, de ter o seu próprio, trabalhava no escritório de outra pessoa. 

Até, quando terminei o curso ginasial, tinha a intenção de fazer um curso de Magistério. Mas ele me incentivou a fazer o curso de Técnico em Contabilidade, pois poderia ajudá-lo. Assim, fiz, e pude ajudá-lo, um pouco, até ficar grávida do Virgílio. Mas logo formou em Direito, e mudamos para Caiapônia.

Foi através de seus amigos de República, Dr Benjamin de Oliveira Santos e Dr Wilson Costa, que surgiu a ideia de conhecer Caiapônia para morar e, como ele disse, exercer a advocacia. 

Primeiramente, ele foi sozinho conhecer Caiapônia. Depois de alguns dias, fomos de mudança. Eu, ele e o Virgílio de 10 meses. Chegando em Caiapônia, a casa que tínhamos alugado para morar não estava desocupada. Era uma casa boa, que fica em frente a Igreja Católica, que pertencia a Dona Zica do Sr Baiano. Hoje, pertence a Rosa.

E aí, você pode imaginar, leitor (a) chegar em um lugar estranho, com a mudança para ser descarregada, e não ter onde colocá-la. Naquele tempo, sem telefone, tudo tornava mais difícil. Até que um amigo de seu primo nos cedeu parte da casa de sua mãe, até a nossa ser desocupada. 

E o Adenilson, seu primo, e a sua esposa Regina, nos hospedaram por alguns dias, com toda atenção e carinho. Não esqueço. Tenho muita carinho e gratidão por eles.

Talvez, se tivesse dito que preferia Jataí, talvez, o nosso destino teria sido outro... 
E nesse ínterim, um dia, com a intenção de irmos para Jataí, pegamos por engano uma estrada que ia para Rio Verde. Tivemos que voltar alguns kilômetros e pegar a estrada que ia para Jataí. Estrada de chão, e o combustível estava na reserva. Lembro  que o Milton me disse durante a viagem - "se eu não preferia que mudássemos para Jataí?" "Eu disse que, não, que já havíamos planejado ir para Caiapônia, então, deveríamos tentar ficar lá mesmo. Caso não desse certo, poderíamos procurar outro lugar''. Assim, fizemos....


       

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