sábado, 30 de abril de 2022

Carta com conselhos aos filhos...

Minha filha, outro dia, escrevi uma carta ao Virgílio, tecendo a ele algumas considerações sobre a vida, que poderia lhe ser útil, e achei que deveria fazer o mesmo, escrevendo para você.

Tenho consciência das dificuldades que, certamente, está enfrentando e tem enfrentado. Sei das dificuldades de preparar para um concurso, embora, não tenha prestado, fiz o mesmo curso que você, um curso, eminentemente, teórico. 

Mais do que ninguém, posso avaliar o que é ficar quase sozinho (a), numa cidade grande e estranha, sem seus pais, sem seus amigos, porque como você, vivi esta experiência de capital do Estado, onde tudo para mim era difícil, estranho e grande. As coisas mais simples, do dia a dia, no início, eram de muito sofrimento: aprender falar ao telefone, pegar elevador, subir nas escadas rolantes, pegar ônibus lotado e andar pelas ruas com medo de não saber voltar para casa. Medo de assentar no restaurante e não saber comportar- se à mesa e nem mesmo saber o que pedir para o garçom.

No entanto, o que mais me dava medo era não ter dinheiro, no final do mês, para pagar o restaurante e o quarto de república onde morava.

 As dificuldades de sobrevivência eram muitas. Quantas noites, fiquei sozinho, sem rádio, sem televisão, sem alguma coisa até para me alimentar e sem ninguém para conversar e desabafar.

Na sua idade, eu estava cursando o primeiro semestre de Direito. Para você ter uma ideia, eu ganhava um salário mínimo da época, hoje, R$ 180,00. Com este dinheiro, eu tinha que pagar o restaurante, a república, comprar livros, roupas, calçados e pagar ônibus. Namorar, nem pensar, pois não tinha dinheiro nem mesmo para comprar pipoca ou ir ao cinema.

Todas as vezes, que ia a Jataí, mesmo com desejo de continuar estudando e de me formar, ficava pensando... durante a viagem... em até parar de estudar e dedicar somente ao trabalho. A necessidade de dinheiro para as necessidades básicas falava mais alto. E quando chegava, na casa da minha mãe, e via o barracão pobre que ela morava. Via as dificuldades que minha família vivia. Meus irmãos mais novos, um com apenas 9 e a outra com 6 anos de idade, mal vestidos, descalços, e que muitas das vezes iam chorando para a escola, porque não tinha dinheiro em casa para comprar o pão da manhã, e eles não sabiam que era preciso ter dinheiro para comprar pão. 

Quando via aquele ambiente de dificuldades vividas pela minha família, sentia, ainda, mais vontade e necessidade em ser alguém na vida para tentar tirar a minha mãe e meus irmãos daquela vida severina. 

Entre parar de estudar e ir trabalhar de empregado, optei- me pelo estudo e o trabalho. Trabalhava durante o dia e estudava a noite e nos finais de semana tinha que lavar e passar minhas poucas roupas e ainda estudar toda matéria da semana.

Formei em 78, e em julho de 79, mudei para Caiapônia, cidade onde conhecia somente o meu primo Adenilson, o Wilson e o Benjamin, os dois últimos, colegas da República em Goiânia.  Cheguei com apenas 26 anos, com esposa e um filho de 10 meses de idade. O único bem material que eu tinha era os móveis para montar o escritório, móveis da casa, meus livros, um veículo e dinheiro para nos sustentar durante seis meses.

Não estou falando do meu passado para impressioná- la, estou apenas tentando mostrar a você as dificuldades que tive para chegar onde estou e, principalmente, para conseguir dar uma vida melhor para a nossa família, sobretudo para vocês. 

Estou lhe escrevendo para demonstrar a você, que somente vence na vida, quem projeta para o futuro suas realizações. Nunca vi ninguém que pensa somente no prazer imediato e não sacrifica, realizar seus sonhos, vencer na vida.

E... ninguém é muito mais inteligente do que a gente. O que faz a diferença entre as pessoas é o esforço e o preparo intelectual de cada um.
Somente através da prática e do trabalho diário é que faz uma pessoa talentosa e de sucesso, e isto somente após anos de luta e trabalho, conseguimos galgar este posto. 

Sendo, assim, não precisa ficar com medo, com dúvidas a respeito de seu futuro, porque todos que formam, e neste caso não interessa o curso, indubitavelmente, passarão por dificuldades, mas, com um pouco de fé e de confiança, conseguirá transpor estes obstáculos.

Portanto, minha filha, gostaria muito de saber tudo como é ser pai, pois até agora, eu praticamente, sei apenas ser filho. E por isto, é que sou tão preocupado com o bem estar e com o futuro de vocês. Sei que, diariamente, transformo- me num chato, querendo decifrar a vida para você e para o Virgílio. Tudo isto, é porque os vejo passando ou tentando passarem pelos caminhos que passei quando jovem e, desesperadamente, tento avisá-los do perigo, dos enganos que a vida nos apresenta e oferece, e fico tentando mostrar um caminho mais fácil, e menos perigoso. Sei que isto é impossível, mesmo porque todos nós insistimos em quebrar a cara, pois, só assim, conseguimos aprender com a vida. 
Se eu puder lhe dar um conselho, diria a você que caminhe sempre pelo caminho do bem; seja sempre honesta com você mesma, e principalmente, com os outros; não faça, jamais, dívidas sem saber onde está o dinheiro para efetuar o pagamento; não avalize ninguém; não entre na política sem antes fazer uma análise de tudo que envolva o seu nome e sua profissão; não confie, demasiadamente, em ninguém, desconfie, primeiro, antes de de confiar em qualquer pessoa; nunca ponha os seus dois pés em um laço, deixe pelo menos um pé de fora; não pratique jogo do azar ou jogo com aposta; cuidado com as más companhias, e procure, sempre, caminhar com pessoas melhores que você. 
Sei o quanto você é parecida comigo -  na insegurança, na dúvida e até nas reclamações. Vejo a sua preocupação com a estética, com as acnes, e fico triste quando você se define como uma pessoa feia. Ao contrário, você é uma pessoa linda, inteligente, com um futuro todo pela frente. Ainda, é tão jovem! Ah, como é bom ser jovem! 

Feliz, é quem, neste país, tem casa para morar, tem saúde, tem escola, tem trabalho ou família para sustentá- lo (a). É quem pode passar as férias em uma pequena cidade do interior, na casa dos pais, na certeza, que no início do ano, poderá voltar para Faculdade ou para um lugar digno. Por isto, minha filha, mesmo que você ache que tem muito pouco, na vida, agradeça a Deus por tudo que tem, pois, mesmo com todos os problemas que você acha que tem, você, ainda, faz parte de uma minoria neste país, porque grande maioria tem muito pouco. 

Finalmente, peço a você, que tenha muita fé em Deus, muita fé em você mesma. Seja otimista e tenha sempre entusiasmo pela vida. Estude. Prepare com entusiasmo, com organização e com competência o trabalho ou a profissão que abraçou.

Pense...que o sacrifício que você está fazendo não será em vão, e isto lhe fará mais forte e lhe ajudará vencer todas as dificuldades. E eu, sua mãe e seu irmão a admiramos muito.

Que Deus lhe ajude. Um abraço de seu pai, já quase velho! 


sexta-feira, 29 de abril de 2022

Fazenda Campo Belo na Rota do Sal

No dia 04 de julho de 2008, aconteceu a Primeira Cavalgada da Estrada do Sal, programada por um grupo de pessoas ligadas às Prefeituras das cidades de Caiapônia e Piranhas, saindo um grupo de cavaleiros liderados pelo Edinho da Lubrifiltros, com destino à Capelinha, onde encontraria outros grupos de cavaleiros vindos das cidades de Piranhas, Bom Jardim e Baliza.

O objetivo desta cavalgada seria o resgate da rota da Estrada do Sal, saindo de Caiapônia ( antiga Rio Bonito), até à cidade de Baliza, percorrendo, assim, o caminho por onde passaram os tropeiros que levaram sal e mantimentos de Rio Bonito até os garimpos de Baliza, às margens direita do lendário Rio Araguaia.
Os cavaleiros Caiaponienses saíram logo de manhã da fazenda do Secretário de Agricultura do Município, Edison Abreu, percorrendo todo centro da cidade e atravessaram o Ribeirão Monte, na antiga estrada de Caiapônia e Doverlândia, pegando em seguida a velha estrada cavaleira, que a partir daquele local, iniciaram a cavalgada pelo cerrado e pelos capoeirões, rumo a primeira parada para o almoço, que seria na velha sede da fazenda, que pertenceu ao Coronel Zequinha Carvalho, patriarca da família Carvalho de Caiapônia ( avô do Senhor Joaquim Franco, bisavô do João da Onça e do Jaime do Joaquim Franco, do Franc, trisavô do Dr Aliviar e do Edinho da Lubrifiltros)
Atendendo ao convite da comitiva, fui ao encontro dos cavaleiros para o seu primeiro almoço. Chegando à fazenda velha, por volta das 12 horas, onde o grupo já estava almoçando, e os cavalos descansando amarrados a uma cerca antiga enfrente ao casarão.

Ao chegar naquele local, fiquei surpreso ao deparar com aquela cena - um grupo de tropeiros almoçando na sala de um casarão abandonado. Fiquei olhando e admirando aquela velha sede da fazenda, que pertenceu ao Coronel Zequinha Carvalho, local que,  durante longos anos, serviu de pouso de boiadas e boiadeiros, ponto de parada para almoço e descanso dos viajantes da antiga Rio Bonito, até a cidade de Baliza ou rumo a Mato Grosso.

O velho casarão, construído há mais de 140 anos, na fazenda Campo Belo, às margens do Córrego Ponte Alta, mesmo abandonado há bastante tempo, e com algumas paredes caídas e parte do telhado ao chão, ainda, está ali imponente a desafiar o tempo e o próprio abandono.

Olhando para a velha casa, fiquei imaginando quantas pessoas já habitaram aquele casarão. Quantos casamentos, batizados e festas ali realizaram. Quantas estórias estão registradas naquelas paredes, e quantas tragédias aquelas janelas assistiram. Quantas boiadas ali pousaram.... 

Casarão estilo colonial foi construído quase todo com madeira de aroeira. Chamam atenção as grandes portas e janelas, o número de quartos e o telhado com telhas comuns. Nas paredes já corroídas pelo tempo, nota- se, perfeitamente, as marcas das mãos dos operários que construíram aquela casa.
Quantos causos de caçadas de onças, antas e de assombrações aquela sala já ouviu. Quantas botas andaram rastando suas esporas por aquele assoalho, rumo a cozinha e aos inúmeros quartos da casa. Quantos bois, vacas e tropas foram apartados naqueles velhos currais.

No quintal, cercado por lascas de aroeira, pude ver velhas mangueiras, jabuticabeiras, e a certidão do rego d'água, que vinha serpenteando da cabeceira até chegar a uma grande bica de aroeira, que está no mesmo lugar; onde certamente, as mulheres e algumas pretas remanescentes de escravos cumpriam, todos os dias, as tarefas domésticas, fazendo doces de leite com mamão, peneirando arroz socado em monjolo ou fazendo sabão de bola.

Espero que os organizadores da primeira Cavalgada da Estrada do Sal, tenham anotado no seu Diário de Viagem, a existência de um velho casarão no Município de Caiapônia construído, ainda, no século  XlX, e abandonado na imensidão dos cerradões da velha Rio  Bonito, e que precisa ser restaurado para preservar um pouco da história da colonização da nossa terra.

Parabéns aos organizadores e aos participantes da primeira Cavalgada da Estrada do Sal 

Milton Ferreira
Advogado e Produtor Rural

Milton era apaixonado por fazendas antigas. Depois, de uma visita dessa, chegava me contando tudo que tinha visto, muitas vezes, maravilhado com tudo que tinha visto. 

Parte do Curriculum Vitae

Vida Escolar

1⁰ GRAU

Grupo Escolar de Serranópolis da 1ª a 3ª série - Serranópolis - Goiás
Grupo Serafim de Carvalho  - 4ª série - Jataí - Goiás
Colégio Estadual Nestório Ribeiro - da 5ª a 8ª série - Jataí - Goiás

2⁰ GRAU

Colégio Estadual Nestório Ribeiro - do 1⁰ ao 2⁰ ano  - Jataí - Goiás
Colégio Dom Marcos de Noronha -  3ª ano - Goiânia - Goiás

3⁰ GRAU

Graduação em Direito - Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás de 1973 a 1978.

TÍTULOS

CURSOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

*Curso de Extensão de Direito Civil com 10 horas de duração;
*Curso de Extensão de Direito Processual Civil com 30 horas de duração
* Curso de Extensão de Direito Agrário com 20 horas de duração
* Curso de Direito Civil com 7 horas de duração.
* Curso de Direito Processo Civil - Congnitio Extraordinária
* Curso de Atualização Penal
* Curso de Técnica de Comunicação e Oratória
* Curso de Direito Constitucional
* Curso de Direito Comercial
* Curso de Processo Penal
* Curso de Processo Civil
* Curso de Direito Agrário
* Curso de Direito Administrativo - O. Judiciário
* Curso de Atualização em Direito Civil
* Curso de Atualização em Direito Eleitoral
* Curso de Comunicação Verbal - TPD/IOB

ADVOGADO

*Advocacia em geral de 1979 a 2004, na cidade de Caiapônia - GO e região, principalmente, no ramo do Direito Civil, Administrativo e Criminal.

* De 1983 a 1992 -Exerceu a Assessoria Jurídica da Prefeitura Municipal de Caiapônia - GO.

* De 1993 a 1996 - Exerceu a Assessoria Jurídica da Prefeitura Municipal de Palestina de Goiás - GO.

* De 09/95 a 12/95 - Assessorou a Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI, da Câmara Municipal de Caiapônia- GO, culminando com a cassação do Prefeito Municipal.

* De 1997 a 1999 - Exerceu a Assessoria Jurídica da Prefeitura Municipal de Caiapônia- GO.
 
* De 1997 a 1999 - Assessorou a Câmara Municipal da cidade de Doverlândia- GO.

* De 2001 a 2004 -Exerceu novamente a Assessoria Jurídica do Município de Caiapônia- GO.

* De 1996 a 2001 -Prestou serviços através de Contrato De Serviços Advocatícios para o Banco do Estado de Goiás S/A,  Caiapônia, Doverlândia, Palestina de Goiás, Piranhas, Arenópolis e Aragarças.

ATUAÇÃO POLÍTICA

* Em 15/10/1981, foi filiado ao Diretório Municipal do PMDB de Caiapônia- GO, a única filiação partidária até hoje. 

* Em 1982, coordenador geral da campanha política para Prefeito e Vereadores, no município de Caiapônia- GO, nas eleições municipais de 1982, pelo PMDB, campanha vitoriosa, elegendo o Prefeito Municipal Joaquim Moraes dos Santos.

*Coordenador geral da campanha política para Governador, Senador e Deputado Federal e Estadual, no município de Caiapônia- GO.  Campanha vitoriosa, quando foram eleitos: Governador Íris Rezende Machado, Senador Mauro Borges, Deputado Federal Iturival Nascimento e Deputado Estadual Maguito Vilela.

* Em 1985 , eleito pelo Diretório Municipal do PMDB de Caiapônia- GO, para o cargo de Delegado a Convenção Estadual, para o período de 1985 a 1986.

* Em 1986, coordenador geral da campanha política para Governador, Senador e Deputado Federal e Estadual, no município de Caiapônia - GO. Campanha vitoriosa, quando foram eleitos: Governador Henrique Santillo, Senador Iram Saraíva e Irapuã Costa Junior, Deputado Federal Maguito Vilela e Deputado Estadual Mauro Bento. 

* Em 1988, coordenador geral da campanha política do município de Caiapônia-GO, pelo PMDB, nas eleições deste mesmo ano. Campanha vitoriosa do prefeito Adão Nazir Martins Silva.

* Em 1992, eleito Secretário Geral do Diretório Municipal do PMDB de Caiapônia- GO para o período de 1992 a 1993. 

* Em 1992 -Assessor Jurídico da Campanha Política, no município de Palestina de Goiás, pelo PMDB, campanha vitoriosa, quando foi eleito o Prefeito Municipal Joaquim Moraes dos Santos.

* Em 1994, coordenador geral da Campanha Política, no município de Caiapônia-GO, pelo PMDB, campanha vitoriosa, quando foi eleito Governador Maguito Vilela, Senador Iris Rezende, Deputado Federal João Natal e Deputado Estadual Romilton Moraes.

* Em 1995, eleito para o cargo de Vice- presidente do Diretório Municipal do PMDB de Caiapônia- GO.

*Em 1995, coordenador geral da Campanha Política para Prefeito e Vereadores pelo PMDB de Caiapônia- GO. Campanha vitoriosa do Prefeito Municipal Antônio Lary de Souza Castro e Vice- prefeito Belozinho, e tbém nas eleições municipais de 2000, quando reelegeram Lary e Belozinho.

* Em 1995, assessor jurídico da Campanha Política, no município de Palestina- GO, pelo PMDB, campanha vitoriosa de Joaquim Moraes dos Santos

* Em 1997, eleito para o cargo de Presidente do Diretório M. do PMDB de Caiapônia- GO, para o biênio de 1997/1999.

Caiapônia, 03 de Janeiro de 2005. 

                Milton Ferreira da Silva
                          Advogado

O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós. (Sartre)

domingo, 24 de abril de 2022

Ponto de encontro de seresteiros e de casais apaixonados da década de 20. Este era um Jardim Central, fonte de inspiração pRa poetas e artistas nos primórdios da saudosa Rio Bonito. Hoje sob o sol incandescente do século XXl, se tornou a praça dZ Torres, no coração da cidade de Caiapônia/GO.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Encantamento a primeira vista ... ver com a Miriã

O Milton, desde quando o vi, eu me encantei. Primeiro, pelo papo tão diferente de todos os outros; segundo, pela sua trajetória de vida com tantos sacrifícios e esforços superados e pelos projetos e sonhos, que já me incluía, logo no início de namoro, através das nossas conversas diárias, quando nos encontrávamos e pelas cartas. 

A cada dia, na verdade, fui me encantando ainda mais. Por ser um ser humano autêntico, esperançoso, otimista e que tinha como meta vencer na vida, sabendo que seria com muito trabalho, profissionalismo e, acima de tudo, dedicação -  canalizada pela energia que emanava de sua vontade de Ser e pelas habilidades que, com certeza, adquiriu com a  vida, com a experiência e interação com as pessoas.

E não recebemos de Deus um caminho linear, houve sacrifícios, e não foram poucos, mas resistimos. Logo que casamos, mudamos para Goiânia. Lá morávamos de aluguel. No início, não tínhamos nem carro, depois de algum tempo, o Virgílio já tinha nascido, ele comprou um Fusca branco, novinho, zerado . Ficou um tempo com o Fusca, depois trocou-o por uma Brasília amarela. Foi com ela que chegamos em Caiapônia.

Logo que casamos, ele deixou de trabalhar de empregado em um escritório de contabilidade e passou a trabalhar por conta própria. Ainda não era formado. 

Depois, de formado, mudamos para Caiapônia, cidade que fora apresentada por dois amigos de república, quando estudava em Goiânia. Logo que chegamos em Caiapônia, montou o seu escritório, com os móveis novos que trouxe de Goiânia. Tudo muito simples. 

Em Caiapônia, muito cedo foi apresentado à Política. E no interior quase todo mundo é político. Ou é A ou é B. E Caiapônia era bem dividida. E ele, como era do MDB, e como dizia, sempre teve lado, continuou oposicionista. Em 1966, a sigla foi criada para abrigar todos que se posicionavam contra ditadura militar e que defendiam a volta da democracia.

Tivemos, sempre , equilíbrio emocional, exercendo o autocontrole sobre as nossas emoções a fim de obtermos reações mais centradas, racionais e harmônicas, mesmo diante de situações tóxicas.

E conseguimos! Foi difícil? Claro! Muito! Mas a nossa família era e continua sendo muito mais importante do que os problemas. 





sábado, 9 de abril de 2022

Há um ano de sua partida

Estamos no mês de abril - dia 9, num sábado, de 2022, já há um ano e quase dois meses de sua partida.

O dia está muito quente. Lá fora alguns pingos de chuva e bonitos trovões me traz na lembrança, quando estávamos na cidade ou na fazenda. A chuva sempre nos foi muito bem-vinda, e era motivo de abundância.

Os trovões, embora, me causassem medo, na infância; hoje, não me causam mais. Tem cheiro de terra molhada, e de imagens que expressam bem a importância desse fenômeno aqui na terra.  A chuva nos alegra pois ela simboliza vida. Vida de todos os seres vivos. Desde a mais tenta plantinha a maior árvore, ou desde o menor animal ao maior. 





A última página! Milton e a sua história

Título do livro do Milton

 A última página

                
                  Do advogado
                 Do político
                 E do fazendeiro