quarta-feira, 13 de abril de 2022

Encantamento a primeira vista ... ver com a Miriã

O Milton, desde quando o vi, eu me encantei. Primeiro, pelo papo tão diferente de todos os outros; segundo, pela sua trajetória de vida com tantos sacrifícios e esforços superados e pelos projetos e sonhos, que já me incluía, logo no início de namoro, através das nossas conversas diárias, quando nos encontrávamos e pelas cartas. 

A cada dia, na verdade, fui me encantando ainda mais. Por ser um ser humano autêntico, esperançoso, otimista e que tinha como meta vencer na vida, sabendo que seria com muito trabalho, profissionalismo e, acima de tudo, dedicação -  canalizada pela energia que emanava de sua vontade de Ser e pelas habilidades que, com certeza, adquiriu com a  vida, com a experiência e interação com as pessoas.

E não recebemos de Deus um caminho linear, houve sacrifícios, e não foram poucos, mas resistimos. Logo que casamos, mudamos para Goiânia. Lá morávamos de aluguel. No início, não tínhamos nem carro, depois de algum tempo, o Virgílio já tinha nascido, ele comprou um Fusca branco, novinho, zerado . Ficou um tempo com o Fusca, depois trocou-o por uma Brasília amarela. Foi com ela que chegamos em Caiapônia.

Logo que casamos, ele deixou de trabalhar de empregado em um escritório de contabilidade e passou a trabalhar por conta própria. Ainda não era formado. 

Depois, de formado, mudamos para Caiapônia, cidade que fora apresentada por dois amigos de república, quando estudava em Goiânia. Logo que chegamos em Caiapônia, montou o seu escritório, com os móveis novos que trouxe de Goiânia. Tudo muito simples. 

Em Caiapônia, muito cedo foi apresentado à Política. E no interior quase todo mundo é político. Ou é A ou é B. E Caiapônia era bem dividida. E ele, como era do MDB, e como dizia, sempre teve lado, continuou oposicionista. Em 1966, a sigla foi criada para abrigar todos que se posicionavam contra ditadura militar e que defendiam a volta da democracia.

Tivemos, sempre , equilíbrio emocional, exercendo o autocontrole sobre as nossas emoções a fim de obtermos reações mais centradas, racionais e harmônicas, mesmo diante de situações tóxicas.

E conseguimos! Foi difícil? Claro! Muito! Mas a nossa família era e continua sendo muito mais importante do que os problemas. 





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