terça-feira, 27 de junho de 2023

Aceitar a ausência

Minha amiga perdeu o seu pai nesta semana
Ela não sabia como reagir, ninguém sabe reagir 
Ela está entendendo que a data do óbito é diferente da data de despedida 
Demoramos muito tempo para aceitar amorte de um pai, de uma mãe ou de um ente querido.
Demora
O Luto é uma luta 
Para reconhecer a ausência ou a presença que nos restou
Após ler um livro de quem a gente tanto amou, vem aquele mal estar, aquele desencanto _ a gente volta as páginas para gente encontrar as páginas sublinhadas.
A dor é isso
Nunca ser o contemporâneo dela
Vai doer tempos após ter iniciado 

"Até vc entender, aceitar o que aconteceu leva tempo. Você precisa de tempo para digerir, e um longo tempo. Porque nós somos apegados. 

Morreu um ente querido vc pode limpar o quarto, esvaziar o guarda roupa, deserdar todas as gavetas, esvaziar tudo o que tem ali dentro, mas vai ter ainda a sala, a geladeira, a cozinha. 

Qualquer coisa vai lembrar dentro de casa. Porque uma pessoa nunca está concentrada apenas no seu quarto. Ela está espalhada pelos hábitos".

Amor bom é amor velho

Assim foi o nosso amor
Como calçado novo e velho

Quando se é novo é bonito! Mas pode ser  apertado, não é cômodo e pode nos machucar, deixando nossos pés calejados.

Agora, calçado velho, não! Embora, seja surrado e bem ajustado aos defeitos dos nossos pés, calça mais leve, é mais macio e confortável. Sem falar no equilíbrio que pode nos dar. É maravilhoso!!

Assim foi o nosso amor, aos poucos, ele foi se adequando ao mundo dos casais perfeitos.

E ficou do jeito ideal
Sereno, perfeito, amável 
Como sapato velho
Morreu e deixou muita saudade









domingo, 25 de junho de 2023

De manhã: 
1-ver se consigo trocar a saia da Nalygia

2- ir na farmácia comprar o restante dos remédios da Nalygia

3- levar a mala com as roupas dela para lá

4- depois do almoço ir à dentista.

quarta-feira, 21 de junho de 2023

Saudades de um tempo assim



Saudades do tempo que alguém me dizia: "é só uma fase, tudo vai passar”.  Era como se ele segurasse em minhas mãos, e eu pudesse despreocupar.

Saudades de quando meus filhos eram pequenos, leves, soltos, que ainda podíamos a vida deles administrar, e eles não tinham propósito de vencer na vida e nem de com ninguém se comparar.

Saudades do tempo que tínhamos muita esperança, e tudo que ouvíamos nos Jornais poderíamos acreditar. Não existia tanta notícia, que vinha do mundo inteiro para nos globalizar.

Saudades de um tempo que a informação era só a recebida pela experiência e não precisávamos de preocupar com Alzheimer,com o vírus, com o clima, com a imagem e nem de não nos amar. 

Saudades de um tempo em que se um aluno nos desrespeitasse, a gente o colocava para fora, chamava o diretor e tudo era resolvido por lá . 

Saudades do tempo que as horas demoravam a passar. Não tinha as tais redes sociais, a gente conversava na porta da rua com os vizinhos, com os amigos ou familiares para se relacionar. 

Saudades de um tempo que a sociedade não tinha a filosofia de descarte. Tudo durava a vida inteira. Ninguém se preocupava em trocar por algo novo ou em inovar. 

Não tínhamos preconceito com a idade, não havia comparação entre esse ou aquele, mais culto, mais viajado e nem entre aqueles que acham que com o dinheiro tudo pode comprar.

Saudades de um tempo que não havia tanta preocupação com a aparência, tudo era de acordo com o tempo, não buscava tanto o contorno corporal e nem a harmonização fácial. 



Passageiros do tempo

Entre uma trajetória e outra, vamos vivendo meio mecanicamente - dormindo, acordando, trabalhando, estudando, voltando para casa - e sem nos preocupar quando será o nosso fim derradeiro, vamos repetindo o nosso modo insatisfeito de viver .

Somos, apenas, passantes desta vida 
morosa ou vivida com muita rapidez.
Sem muito esmero com o tema
da existência, da resiliência e não prevalência das coisas, nem sempre
mentirosas, nem sempre explicitas e nem sempre verdadeiras...

Vamos vivendo, apenas, por viver.
ora entristecendo, hora se alegrando e sobrevivendo a muitos protocolos, com o objetivo de melhor viver, tirando nossas próprias conclusões da nossa existência, dos nossos medos tão corriqueiros

Mas vamos sobrevivendo meio a tantas ondas, tantas expectativas, tantas tempestades e reações impulsivas 
tão certeiras. E na travessia, esquecemos da luz, da liberdade e da vida que sempre sonhou e pouco viveu.

A vida vai nos transformando
Com as perdas e ganhos
E nos ensinando a viver
Apesar da tristeza e da dor
E de falta de força para viver. 

Da dor da vida e da partida...  
"Vida que é trem- bala, parceiro
E a gente é só passageiro
Prestes a partir".

E nesse componente misterioso 
Precisamos  ter esperança
Sacudir a poeira e reerguer 
E apossar novamente
Da própria vida... e viver




quarta-feira, 14 de junho de 2023

Precisamos aceitar que em nossas relações tem mais diferenças do que semelhanças, por vários ângulos, tanto comportamentais quanto de caráter, formas de verem as coisas, de aceitar as coisas, enquanto não aceitarmos o outro do jeito que ele é,  não seremos felizes. Mas não é fácil aceitar Pessoas que querem ser francas demais, verdadeiras demais, mal educadas demais, impulsivas demais, e as pessoas começam a tratalas da mesma forma. A educação assim como o amor é recíproca. Se eu sou educada, as pessoas são educadas comigo.l
"Os momentos difíceis não são para nos punir de nada. Os momentos difíceis são para gente evoluir. Para gente aprender . E mais, ainda, para a gente descobrir quem são nossos verdadeiros amigos, quem são nossos verdadeiros amores. 

Quem está com a gente para nos apoiar ou quem está com a gente só para tirar proveito ou utilizar a gente como trampolim. 

Então, nunca se esqueça disso, preste atenção nos momentos difíceis - quem esteve e quem estará com você. İsso faz uma diferença absurda". Tik Tok a mente.positivaa. mensagens _ kardecistas. 


quarta-feira, 7 de junho de 2023

Homenagem ao vovô Milton - Daniel

Eu sou o Daniel Chiquitin Moraes Ferreira, primeiro neto da vovó Nilva e do vovô Milton. A vovó Nilva era professora, mas está aposentada; porém em alguns trabalhos de Português, ela me ajudava, quando eu não conseguia fazer. O vovô Milton era advogado e fazendeiro. 

 Meu avô tinha duas fazendas, mas eu gostava mais de ir na Fazenda Morro de Mesa, pois lá era muito grande e tinha bastante animais, e eu adorava andar a cavalo na garupa com o meu pai ou com o meu avô.  Andávamos pelos pastos para ver se tudo estava normal...Parávamos um pouco para ver as vacas, depois voltávamos para a casa da fazenda.

Na fazenda, sempre, tinha paçoca de amendoim, feita por Orlene, a funcionária da fazenda. Eu e meu irmão gostávamos muito. Eu também adorava o caldo de cana que fazia lá. Eu gostava de ver meu pai e o meu avô colocando a cana para ser espremida no engenho. E a minha avó pegava o balde de garapa, coava para não deixar fiapos do bagaço. 

Lá, eu também adorava dar milho para os porcos com o meu avô. Eu e o meu irmão Lucas, todos os dias, e às vezes quando dava, a gente ia também pescar com o vovô...Sempre, eu e meu irmão no colo do meu pai ou do meu avô, e o meu avô ia nos ensinando a pegar o peixe. E a minha avó ficava com o celular filmando e tirando fotos da gente e da paisagem. Minha avó adorava tirar fotos da natureza. Às vezes, quando tinha tempo ou folga, a tia Ná ia para fazenda com a gente.

Depois, a gente ia embora da fazenda para cidade - Caiapônia - Go, onde meus avós moravam. Um dia ou dois dias depois, voltávamos para Marília - SP, onde moramos. Fazíamos isso todos os anos, nas férias de julho, íamos para a fazenda do vovô, e era bem divertido.

Porém, como se diz aquele ditado
 " nem tudo são flores", no começo de 2020, veio a pior pandemia global que eu já presenciei em toda a minha vida, o COVID 19, que logo já estava espalhado pelo mundo afora, chegando o primeiro caso no Brasil. Logo que fiquei sabendo, fiquei preocupado, mas em minha mente, não ia se espalhar tanto, porém estava totalmente enganado, e a cada dia que passava, aparecia mais casos. 

Eu estava cursando a quinta série, e a minha mãe ficou muito preocupada comigo. Um dia, eu acordei e perguntei a minha mãe "por que ela não havia me chamado para ir à escola", e ela me disse "que os casos de COVID haviam aumentado bastante, então, era perigoso, precisaria ficar em casa". Nisso, eu lembrei que tinha um trabalho de Ciências, que era um foguete que eu havia feito com garrafa pet, para ser entregue e apresentado para a minha turma, e que tinha deixado na escola. Mas como não fui à aula, não pude apresentá-lo. 

Logo, meus amigos também começaram a não ir... Depois, a escola mesmo informou aos pais da decisão de paralisar com as atividades escolares, pois a pandemia já estava fazendo estrago demais, causando mortes, e eu e a minha família precisaríamos ficar em casa de quarentena...

No começo, eu estava até gostando de ficar em casa, porém eu não podia chamar os meus amigos para irem a minha casa, e eu não podia ir na casa deles. E, por isso, com o passar dos dias, eu fui ficando entediado, e meu pai já há alguns dias, não estava indo ao trabalho também. Enquanto meus avós estavam na fazenda isolados da cidade, com bastantes suplementos para conseguirem se manter o maior tempo possível lá, e ir menos vezes na cidade. 

Nesse período, começaram as aulas online, e eu podia ver minha turma por alguns meses, apenas, pela tela do notebook da minha mãe, e foi bem legal, todavia, teve aula até, nas férias, devido alguns dias anteriores sem aula.

Depois de alguns meses, meu avô e minha avó pegaram COVID 19, e meu pai ficou muito preocupado, pois meus avós não estavam vacinados, pois a vacina, ainda, não havia chegado na cidade e nem na faixa etária deles. Só o meu pai, por ser médico, foi o primeiro da família a ser vacinado pela astrazeneca.

Passando alguns dias, minha vó estava melhor da COVID 19, mas o meu avô estava no hospital. Meu pai foi visitá-lo, para ver de perto, se ele estava bem e poder cuidar dele. Passaram alguns dias, o meu avô já estava quase recebendo alta, porém voltou a piorar. Meu pai foi novamente para Goiânia, pois ele fora entubado em estado grave. 

Eu e a minha família fomos pra Goiânia e ficamos na casa da minha tia, irmã do meu avô, por uns três dias. Durante esses dias, todos iam ao hospital, menos eu e o meu irmão. No terceiro dia, fomos embora. Meu pai precisava trabalhar. Durante a viagem, recebemos uma notícia de que meu avó havia melhorado um pouco, e ficamos bastante felizes. 

Mas passaram alguns dias, meu avô teve um ataque cardíaco, os médicos tentaram reanimá-lo e teve sucesso. Outro dia, teve de novo, os médicos tentaram, novamente, mas sem sucesso, seu coração não foi reabilitado e meu avô veio a óbito. A hora que fiquei sabendo, não acreditei, pois não estava preparado para receber tal notícia. 

Então, liguei para o meu pai, que estava em Goiânia, e ele chorando me confirmou que meu avô não estava mais na terra. Na hora desabei... até tinha compromissos com as aulas, mas não fui, estava muito triste com essa situação. 

Porém, minha mãe falou que havia chegado a hora dele partir, e mesmo se o vovô estivesse vários outros sonhos para serem realizados; só até aqui, ele já tinha deixado um legado gigante - foi um ótimo profissional, criou uma ótima família e teve uma ótima esposa. 

 A vida é passageira mesmo e temos que aprender com ela... Meu avô deixou muitas coisas - algumas vou guardar de lembranças. As coisas maiores - os bens materiais, meu pai e minha avó estão cuidando. 

A vida começa e uma hora ela acaba. Aqui termino a minha fala em homenagem ao meu avô, que fez a diferença na minha família. 


terça-feira, 6 de junho de 2023

O Milton era muito natural - transmitia credibilidade, energia e entusiasmo por onde andava 

Demonstrava autoridade pelo que fazia, pelo que viveu, através da sua experiência, de seus estudos, trabalhos, etc.
  Era coerente com aquilo que pregava. Dizia que fazia algo, e fazia! 







segunda-feira, 5 de junho de 2023

Vestida com a cor da solitude



No Silêncio das noites 
Revisito as minhas memórias
Vividas com você e por você 
E num abraço imaginário 
Acaricio o meu travesseiro.

É a saudade sua que persiste
Neste meu vazio existencial 
Tão cheio de melancolia 
Onde suas lembranças 
Depois que você partiu 
Vieram comigo morar.
 
E sem conseguir dormir 
Só espero pelo amanhecer
“Visto a sua falta” e me levanto
Tomo um café como de costume 
E volto para rotina outra vez .

Com pouco ou sem propósito 
Vou vivendo... sem viver
Deixo a vida me levar 
Finjo não me aborrecer.

A esperança sonolenta 
Acorda...dorme...consola
O coração vulnerável 
Que tem saudade de você.

Afinal, tudo me traz 
De volta ao passado 
Que não é mais
Mas que não quero esquecer .

Mas como num passe de mágica 

Vamos seguindo em frente 

Por quem ficou