Saudades do tempo que alguém me dizia: "é só uma fase, tudo vai passar”. Era como se ele segurasse em minhas mãos, e eu pudesse despreocupar.
Saudades de quando meus filhos eram pequenos, leves, soltos, que ainda podíamos a vida deles administrar, e eles não tinham propósito de vencer na vida e nem de com ninguém se comparar.
Saudades do tempo que tínhamos muita esperança, e tudo que ouvíamos nos Jornais poderíamos acreditar. Não existia tanta notícia, que vinha do mundo inteiro para nos globalizar.
Saudades de um tempo que a informação era só a recebida pela experiência e não precisávamos de preocupar com Alzheimer,com o vírus, com o clima, com a imagem e nem de não nos amar.
Saudades de um tempo em que se um aluno nos desrespeitasse, a gente o colocava para fora, chamava o diretor e tudo era resolvido por lá .
Saudades do tempo que as horas demoravam a passar. Não tinha as tais redes sociais, a gente conversava na porta da rua com os vizinhos, com os amigos ou familiares para se relacionar.
Saudades de um tempo que a sociedade não tinha a filosofia de descarte. Tudo durava a vida inteira. Ninguém se preocupava em trocar por algo novo ou em inovar.
Não tínhamos preconceito com a idade, não havia comparação entre esse ou aquele, mais culto, mais viajado e nem entre aqueles que acham que com o dinheiro tudo pode comprar.
Saudades de um tempo que não havia tanta preocupação com a aparência, tudo era de acordo com o tempo, não buscava tanto o contorno corporal e nem a harmonização fácial.
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