domingo, 18 de novembro de 2018

As primeiras mangas


As primeiras mangas, sempre, me vêm a memória... registrando lembranças de longas datas... boas e ruins.

Quando criança... bastava chover à noite para eu e meus irmãos disputarmos quem levantaria mais cedo para ver se tinha caído alguma manga...temporona que ficava lá nas alturas. Às vezes, levantávamos, pé por pé, para ninguém ouvir...

Lembro até hoje... do cheiro das "mangas rosinhas"devoradas com a casca mesmo...diretas do pé ou do chão, coberto ou não de folhas.

Mas... não esqueço também que, no Natal, meu pai fazia uma brincadeira com os filhos de colocar uma manga próxima do nosso calçado, e isso, não nos deixava nenhum pouco feliz.

Primeiro, criança, nessa data, quer brinquedos, e depois... manga.... embora, a gente gostasse muito, não tínhamos isso como presente. Presente tinha que ser comprado.

E sentíamos como se fosse um tipo de deboche por parte do meu pai. Coitado... talvez, quisesse fazer um gracejo, criar uma maior afinidade dos filhos com ele, mas não sabia como fazê-la.

Sinto isso, hoje....como era muito rígido com os filhos, a dinâmica não dava certo.
Mas era, com certeza, seu jeito de amar...que ficou gravado em minha mente, e quero com vocês compartilhar.

Como diz o texto assinado pela Rachel Lopes, “cada pessoa guarda um sentimento bem vivo dentro de si de momentos únicos vividos”  e “o importante é sabermos reconhecer estes momentos de integração dos alimentos com as recordações e cuidarmos para transmitir esses ensinamentos para as gerações que nos seguem”.

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