domingo, 25 de novembro de 2018

Chuvas de outubro

Querido leitor e leitora,
"Foi para ti /que desfolhei a chuva /

para ti soltei o perfume da terra /
toquei no nada /e para ti foi tudo".

As primeiras chuvas agradam a todos, principalmente, a nós, que esperávamos por elas há mais de quatro meses. quanto tempo, em nossa região, não víamos um tempinho tão gostoso, assim, rsrsrs, de dormir...e de tomar um chá ou café bem quentinho com biscoitos de polvilho, hein!

Deitados no sofá ou na sua rede, cobertos com um cheirosinho ededron, olhando no celular...conversando com a família ou com amigos, ou entretidos, lendo um bom livro ou assistindo um bom filme. Ler é uma ótima maneira de partir em uma aventura sem ter que sair de casa. 

Só que não, a vida continua para muita gente...com chuva ou sem chuva... a maioria das pessoas trabalha, e só tem tempo de apreciar a chuva e poder compartilhar com os amigos ou familiares, na hora do almoço ou quando chegam do trabalho à tarde ou ao anoitecer. Muitas delas, mesmo "caindo água", precisam de ir à luta...molhando ou se protegendo como podem. Pegando ônibus, pegando sua bicicleta, sua moto ou o seu carro...ou indo a pé.

Por ser um fenômeno natural,  a chuva...nos é vista como uma graça divina, que nos traz prosperidade, abundância e o equilíbrio natural de quase tudo, aqui na terra, como: maior produção de alimentos, aumento da água dos rios, córregos e melhora da estabilidade climática, etc.

É interessante ver a reação e a transformação que a chuva causa na terra e em nós mesmos...deixando tudo muito agradável de se ver...as plantas rasteiras, já quase mortas, sobrevivendo. As árvores frutíferas, dentre tantas, as mangueiras e os cajueiros, carregadinhas de frutas, se encarregam de anunciar à meninada, que, ainda, mora na zona rural, que alguma fruta temporona pode cair lá de cima.

Os animais, pequenos e grandes, também, recebem a chuva com muita alegria...na esperança de ter o alimento  necessário para a sua sobrevivência, e o tempo menos quente. Os pássaros, em bandos de todas as espécies, fazem o maior evento de cantoria. Os insetos, então, saem das suas tocas...as mariposas e besourinhos, que não vemos, no decorrer do ano, aparecem em colônias,  tão deslumbrados...até cegos de paixão...mas sem a luz natural que os orientam,  atacam em movimento, quase suicida, as lâmpadas...

E nós, seres humanos...sentimos  "renascidos de novo"...puros...lavados até a alma da poeira velha, das palavras gastas e dos pensamentos e gestos rotineiros. a chuva, assim, como o amor recíproco pode nos trazer o quê a terra e nós  precisamos tanto...para nascermos de novo...a cada dia que nasce.

Mas...

antes que nos apeguemos, as chuvas, assim, como os primeiros amores, costumam ir embora também, sem ao menos​ nos dar adeus...e nos deixam olhando para cima "a ver nuvens e estrelas", literalmente.

Assim é a vida....Assim, como as chuvas e muitas coisas em nossa vida, não há como ter uma previsão exata!! Só Deus sabe!! Mas, precisamos fazer de nossa parte. Guardo comigo, sempre, esta passagem bíblica: "Faça da sua parte que eu te ajudarei".

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