domingo, 25 de novembro de 2018

Não basta uma foto....

Comecei a reinventar e fui fotografar...

Encantada com a natureza - sol, nuvens,  e com tantos eventos que seus habitantes - abelhas, borboletas, beija- flores, pássaros em geral prestam a ela...numa manhã de sábado,  dediquei a fotografar, sem nenhuma técnica e nenhum recurso sofisticado, os que colhiam o néctar das flores.

Posso afirmar com toda certeza, não é fácil colocar na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração.  Fotografar não se resume em pegar uma câmera ou seu celular e tirar uma foto. É bem mais do que um simples clique, do que um simples flagrante. Exige tempo, sol nos olhos, espera pela melhor oportunidade de registrar a imagem escolhida.

E esta procura por imagens perfeitas, relembrei do meu avô paterno, Joaquim Modesto, lá da Fazenda Santa Bárbara, no município de Jataí, que era um exímio nesta arte de caçar e ficar a espera de animais silvestres, como o veado campeiro, anta e cateto. Logo de manhã, antes do sol sair, ele colocava uma ou duas cabeças de alho no bolso, pegava a sua espingarda cartucheira, e, literalmente descalço...saía pelo mato...a procura de um bicho silvestre. E ficava a esperar,..dizia que podia esperar que o " bicho" voltaria, no mesmo horário. E é verdade, volta mesmo, e acostuma com a nossa presença.

Mas não basta uma foto. É preciso várias, e assim, como a escrita de um bom texto, passa também por um processo de seleção e de exclusão.

Encontrar a favorita - a que expressa mais,  nem sempre é fácil. Fotografia é a expressão mais íntima do nosso olhar. Tanto pode revelar quanto pode esconder. Mas ainda vale mais do que mil palavras. Parabéns a todos os fotógrafos do grupo neste nosso dia - 8 de janeiro. 

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