segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Seja a mudança que você quer ver em 2019

O ano de 2018, aos poucos, foi se despedindo de nós... fechando um ciclo...e abrindo outro de esperanças, mas também de incertezas, em torno do novo ano que já está prestes a nascer. 

2018, a meu ver, foi um ano até bom para alguns e ruim para outros. Foi um ano político, e como gosto, participei,  assistindo as entrevistas, os debates, ouvindo os áudios, assistindo os programas de televisão; sentindo o clima, tanto de um lado quanto de outro partido.(Tem gente que não gosta de política, e, com certeza, deve ter se entediado bastante, porque nesse ano, que ora termina, houve grande participação, a meu ver, pelo Whatsapp e até pelo Facebook de pessoas pela campanha, principalmente, para a presidência da república.)

Nesse cenário, a participação dos brasileiros não foi pequena na escolha dos administradores dos estados e da nossa nação. Entre esses, deputados e senadores.E, segundo Leandro Karnal, "o que mais chama atenção é o ato de depositar em alguém confiança e respeito através do voto. Só se pode falar em voto em um regime democrático e aqui a escolha é pessoal e intransferível, ao menos deveria ser. O ato de votar representa, em outras palavras, o ato de fazer o governo como já nos alertava a escritora cearense Rachel de Queiroz nos anos 40 do século passado."

Pensando, assim, continuou o professor da Unicamp, com o ato de votar, podemos acompanhar... fiscalizar...decidir e  "fazer com que nos valorizemos, reconhecendo que somos nós que colocamos alguém para exercer função de vereador (a), prefeito (a), deputado (a), senador (a), governador (a) e presidente (a) e que só cabe a gente decidir pela sua permanência ou não. Agir assim faz com que enxerguemos que o nosso poder não termina com o resultado das eleições, ao contrário ele aumenta."

E isso o povo brasileiro já sabe. Foi às ruas em 2016, na época "do İmpeachment", e foi às urnas, nas  eleições próximas passadas.Para mim também é um ato bem importante. Minhas expectativas até aumentaram para um país melhor, sem violência, sem corrupção, com mais segurança. Estou esperançosa com o governador do Estado e com o presidente eleitos. 

Não sei se isto está acontecendo só comigo, ou se com a maioria ou a minoria dos brasileiros...mas tenho me alimentado de um pouco mais de positividade e de novas expectativas para um novo Brasil.

Depois de tantas promessas que não foram cumpridas, tantas obras inacabadas, tanta corrupcão, tanta insegurança e violência que o país vem enfrentando, era para estarmos tão desacreditados com a classe política brasileira...mas não...reanimamos de novo...e estamos sperançosos que muita coisa possa mudar...e precisa muito. 

Engraçado... você pode até estar me achando muito hipócrita em acreditar em políticos... não, não acredito muito neles, mas acredito no ser humano!!  

E é com esse clima que o Ano Novo vem, aí, se agigantando em nossa frente. E a única certeza que traz, ainda, é a esperança... meio a uma grande incerteza.  Ninguém sabe o quê está por vir...mas não podemos perder a fé – uma vez que, só ela é capaz de mudar a nossa vida em todos os sentidos. Quando temos fé e esperança, podemos atrair mais sentimento de prosperidade e mudar as nossas perspectivas sobre nós mesmos e sobre as outras pessoas e coisas.

É importante, todos nós nutrirmos dessa postura, que é ao mesmo tempo positiva e precavida perante o novo ano. É legítimo fazermos planos, projetos, programa disto e daquilo, em casa, no trabalho, nos estudos, no namoro, no casamento, nos investimentos, no pagamento das dívidas, nos acertos com as pessoas, etc.

É significativo acreditarmos que as coisas poderão mudar para melhor, se mudarmos.  Pois, como disse Luís de Camões, “jamais haverá ano novo se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos”. As coisas não mudarão se continuarmos fazendo tudo igual - não aceitando as mudanças, não abandonando as velhas estruturas/os velhos conceitos, que podem ser: Nosso jeito antigo de ver a vida; de ser; de tratar as pessoas; de levar a vida, de trabalhar; de estudar. 

Se continuarmos repetindo o que não deu certo, perdemos grandes oportunidades de crescermos, desenvolvermos, desfrutarmos de novas coisas na vida. Talvez, pelo simples fato de não sabermos nos ajudar, ou de não permitirmos que o outro nos ajude. Tudo muda, se eu mudo. E tudo muda a todo o momento. As fases da lua, o clima, a economia, as opiniões, os nossos pensamentos, os nossos lapsos de humor, a tendência da moda, entre outras coisas. No entanto, embora, muitas mudanças fujam do nosso controle, outras exigem de nós certo gerenciamento de nossas emoções/reações e libertação de algum hábito ou comportamento indesejado para fluírem melhor.

Por isso, é importante identificá-los. Perceber qual ou quais dos seus hábitos do dia a dia que estão confirmando-se como obstáculos para realizar aquele desejo ou propósito escolhido. De repente, algum comportamento seu, involuntário talvez, que você ainda não o identificou bem, tenha papel preponderante, e esteja prejudicando-o/a. Talvez, até as rotinas que programam, na sua vida, podem prejudicar ou diminuir a sua motivação para atingir o objetivo desejado.

Por fim, não deixe que sua pouca expectativa a/o desmotive e contamine seus projetos, seus sonhos. Aprenda a criar harmonia e solucionar seus problemas e obstáculos de forma equilibrada, evitando agravar mais a situação. Que Deus nos ilumine sempre, e que o 2019 seja mais leve e generoso para todos nós!! 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Fotografia de uma bacia natural de um córrego que fica próximo de minha casa de campo...

Gente, olhe que quadro lindo, a natureza pinta para nós, se tivermos olhos para ver...

Tudo depende da importância que você dá!! E quando a gente se importa, tudo pode mudar.

terça-feira, 4 de dezembro de 2018

O homem e seus olhares

Essa complicada arte de ver que me encanta e desencanta...

Você já pensou o quanto é difícil ver...Poucas pessoas conseguem ver o quê algumas veem.  Adélia Prado, escritora mineira, disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. “Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema”.

E...por isso, ver, como disse Rubem Alves, é muito complicado, porque, segundo ele, “os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro”.

No entanto, ver/ler não se trata apenas daquilo que está registrado, tem a ver com a memória, com olhares de outrora, com as expectativas do Homem, ou do seu jeito de ser. Está sujeito a valores, que estão atrás dos olhos de quem observa. Tudo depende dos efeitos da (pré)visão, do lugar sócio-histórico – ideológico, de onde o sujeito vem.  

Depende das condições de produção de quem vê e lê (cultura, experiência, conhecimento sobre o assunto, maturidade) ou privação de alguma coisa. Por exemplo - A água da chuva que alguém vê correndo nos campos do Sul, com certeza, terá grande diferença para os olhos do nordestino que sofre com a seca, no nordeste brasileiro.  “Uns tanto e outros nada”.

Um primeiro olhar não pode revelar tudo o que há em um quadro, em uma imagem, em um texto, em uma opinião, ou nesse ou naquele caso.  Embora, para muitos, “a primeira impressão seja a que fica”. É preciso que deixemos passar o flagrante, depois da leitura imediata, e façamos uma segunda ou mais leituras para que o “não dito/o não visto” possa fazer sentido aos nossos olhos, aos olhos de quem vê; e possamos enxergar, nas entrelinhas, o que está a mais, além do que vimos, sem ver.

O ser humano, com suas habilidades para comunicar, vale muito, até hoje; mas valia-se mais, antigamente de estratégias, na produção de textos; tanto escritos quanto falados para persuadir ou sonegar os seus dizeres, que não podiam ser ditos, por falta de liberdade de expressão, como na época da ditadura militar.

Entretanto, por trás das palavras ditas, o não-dito produz sentidos que não podem ser controlados. Por isso, atrás dos nossos olhares, atrás das palavras, muitas vezes, brota a questão do preconceito, de nossos valores, de nossos sentimentos, de mal entendidos, fofocas de forma incontrolável. 

E, quase sempre, passam desapercebidos para quem fala, mas não para quem escuta. Um dos fatores importantes na comunicação, que nossos pais nos alertavam é “pensar bem antes de falar”, porque uma vez dito, a interpretação será feita da forma que a pessoa que ouve geriu essa fala.

Isso acontece porque, assim, como uma fotografia, uma pintura, uma história, uma pessoa - tudo é um texto, e é constituído pela sua interação/relação com outras pessoas.O que faz o ponto de vista de uma pessoa ser diferente do ponto de vista de outra é o seu olhar, ou seja, a interpretação que uma e outra realiza daquele ponto. Duas pessoas podem me ver de forma diferente. 

 Às vezes, queremos que as pessoas enxerguem o mundo com nossos olhos, ou seja, como nós vemos e pensamos, ou temos como referência. Por exemplo, se tenho uma crença, quero que todos pensem do mesmo jeito. No entanto, mesmo que compartilhem o mesmo ambiente; os sentimentos, as emoções podem ser diferentes. As experiências vividas, nem sempre, são iguais. Em cada época ou fase da vida, nós experimentamos olhares distintos.

A leitura que cada um faz de um texto / de uma opinião / de um comportamento de uma pessoa pode ser visto por vários ângulos diferentes, tendo ou não uma visão/interpretação clara e correta. Cada pessoa vê de uma maneira. Mas acredito que, embora haja diferenças culturais, todas as pessoas podem manter um bom diálogo. Respeitar/aceitar/tolerar a opinião do outro, sabendo discordar, se for o caso.

Não vejo porque pessoas se distanciarem por terem religiões ou partidos políticos diferentes, ou por serem dessa ou daquela classe social. Mas, segundo Fabiano Caxito, consultor de empresas, professor e palestrante, “ser modesto e despretensioso também é um aspecto chave para o sucesso na comunicação. Arrogância afasta as pessoas. Não tente, durante uma conversa, mostrar sua superioridade. Você tem um ponto de vista sobre um determinado assunto e a oportunidade de defendê-lo frente a uma pessoa, que pode concordar ou não com sua visão”.

Uma pessoa de visão restrita, muito limitada, vê apenas uma possibilidade de resolver os problemas. E, tem dificuldade em aceitar as opiniões das outras pessoas. Infelizmente, não se dá conta de que há várias formas de resolver cada situação. Mas isso é muito natural. Nem sempre, eu posso ver tudo; nem sempre eu posso ver da mesma forma que as outras pessoas veem, e, assim, vice – versa. Isso é óbvio!

Muitas só poderão ver melhor algo, se estiverem acostumadas ou se foram treinadas a ver (caso dos especialistas); outras só conseguem ver, se lhes derem pistas. Poucas pessoas conseguirão ver o que muitas veem.   Prado, escritora mineira, disse: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. “Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema”.

Por fim, a leitura que propus neste texto foi de desvendar de onde vem as leituras que   fazemos e ouvimos todos os dias das pessoas. É uma análise bem técnica, mas é preciso que percebamos o quanto a comunicação é profunda, cheia de boas e más intenções. Só através do autoconhecimento, poderemos ver melhor as coisas: com mais receptividade, mais aceitação. Segundo Sirlene Cristófano, doutora em Estudos de Literatura e Culturas Românicas em Portugal “O conhecimento da verdade leva à virtude, porém sabemos que continua sendo necessário conhecer as coisas para melhorá-las. É certo que o homem precisa primeiro conhecer como são as coisas para que se decida aperfeiçoá-las. A compreensão do processo da comunicação pode levar alguns a gozar mais das muitas possibilidades do dom que temos de nos comunicarmos”.


segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Bodas de Esmeraldas


Eh, no dia 22 de julho de 2017,  eu e meu marido comemoramos quarenta anos de casados - fase que estamos compartilhando de um sentimento bem menos apaixonado do que no namoro e início de vida a dois, mas bem mais sincero, mais fortalecido e mais verdadeiro. Com tendência de perdurar para o resto de nossas vidas.

Assim, se Deus nos permitir, já que a época é marcada por uma cultura do descarte, em que faltam compromissos definitivos e uma vida conjugal mais valorizada. E...desse modo, "o foram felizes para sempre"das histórias infantis...está cada vez ficando mais raro...

Mas, ainda,  poderemos resistir... se soubermos tornar os dias difíceis  mais leves. Cada um respeitando a individualidade do outro... com paciência... sabedoria, principalmente, quando os obstáculos aparecerem e exigirem do casal que a razão fale mais alto do que a emoção.

Se existe alguma regra, uma das principais devem ser: as discussões não devem, necessariamente, terminar tendo um vencedor. A gente perde quando pensa que venceu uma discussão. Melhor será evitar discutir. Como disse, certa vez, o escritor Ferreira Gullar, " eu prefiro ser feliz a ter razão".

Eh! Tudo passa...Muitas alegrias...Muitas tristezas...graças a Deus, conseguimos superar. A vida nos ensinou muito... os filhos chegaram...as responsabilidades aumentaram … muito trabalho … novas amizades. Mas, enfim, filhos criados, dois netos...e um amor sincero, fortalecido e verdadeiro foi vencedor.


domingo, 25 de novembro de 2018

Ser mãe...

Ser mãe...

Ser mãe é um privilégio
Concedido por Deus
Para Seu dom também assumir...
De amar o outro mais 

Do que a nós mesmas!

                  Xxx

Somente  Deus e a mãe

 Têm o dom do amor
Da criação...
Da doação ...
E do perdão...
         Xxx

Ser mãe é ser
A todo tempo
A toda hora
Sem limites,
Um eterno doar-se...

Xxxxx

Mãe é a luz
Que  sempre guia
Que sempre ilumina
Que deixa ir...
Que faz voltar.

Xxxxx

Mãe seja você
Seja leve
Releve
Seja feliz!!

Queridos filhos, muito obrigada !
Vocês são meus melhores presentes.
Presentes de Deus!

Chuvas de outubro

Querido leitor e leitora,
"Foi para ti /que desfolhei a chuva /

para ti soltei o perfume da terra /
toquei no nada /e para ti foi tudo".

As primeiras chuvas agradam a todos, principalmente, a nós, que esperávamos por elas há mais de quatro meses. quanto tempo, em nossa região, não víamos um tempinho tão gostoso, assim, rsrsrs, de dormir...e de tomar um chá ou café bem quentinho com biscoitos de polvilho, hein!

Deitados no sofá ou na sua rede, cobertos com um cheirosinho ededron, olhando no celular...conversando com a família ou com amigos, ou entretidos, lendo um bom livro ou assistindo um bom filme. Ler é uma ótima maneira de partir em uma aventura sem ter que sair de casa. 

Só que não, a vida continua para muita gente...com chuva ou sem chuva... a maioria das pessoas trabalha, e só tem tempo de apreciar a chuva e poder compartilhar com os amigos ou familiares, na hora do almoço ou quando chegam do trabalho à tarde ou ao anoitecer. Muitas delas, mesmo "caindo água", precisam de ir à luta...molhando ou se protegendo como podem. Pegando ônibus, pegando sua bicicleta, sua moto ou o seu carro...ou indo a pé.

Por ser um fenômeno natural,  a chuva...nos é vista como uma graça divina, que nos traz prosperidade, abundância e o equilíbrio natural de quase tudo, aqui na terra, como: maior produção de alimentos, aumento da água dos rios, córregos e melhora da estabilidade climática, etc.

É interessante ver a reação e a transformação que a chuva causa na terra e em nós mesmos...deixando tudo muito agradável de se ver...as plantas rasteiras, já quase mortas, sobrevivendo. As árvores frutíferas, dentre tantas, as mangueiras e os cajueiros, carregadinhas de frutas, se encarregam de anunciar à meninada, que, ainda, mora na zona rural, que alguma fruta temporona pode cair lá de cima.

Os animais, pequenos e grandes, também, recebem a chuva com muita alegria...na esperança de ter o alimento  necessário para a sua sobrevivência, e o tempo menos quente. Os pássaros, em bandos de todas as espécies, fazem o maior evento de cantoria. Os insetos, então, saem das suas tocas...as mariposas e besourinhos, que não vemos, no decorrer do ano, aparecem em colônias,  tão deslumbrados...até cegos de paixão...mas sem a luz natural que os orientam,  atacam em movimento, quase suicida, as lâmpadas...

E nós, seres humanos...sentimos  "renascidos de novo"...puros...lavados até a alma da poeira velha, das palavras gastas e dos pensamentos e gestos rotineiros. a chuva, assim, como o amor recíproco pode nos trazer o quê a terra e nós  precisamos tanto...para nascermos de novo...a cada dia que nasce.

Mas...

antes que nos apeguemos, as chuvas, assim, como os primeiros amores, costumam ir embora também, sem ao menos​ nos dar adeus...e nos deixam olhando para cima "a ver nuvens e estrelas", literalmente.

Assim é a vida....Assim, como as chuvas e muitas coisas em nossa vida, não há como ter uma previsão exata!! Só Deus sabe!! Mas, precisamos fazer de nossa parte. Guardo comigo, sempre, esta passagem bíblica: "Faça da sua parte que eu te ajudarei".

Se quiser manter arrumada sua vida, arrume seu guarda- roupas

Adorei um texto que li, que relata sobre manter o quarto e o guarda-roupa arrumados. "Seria uma coincidência ou o nosso estado de espírito tem total relação com a forma como  organizamos as coisas do nosso dia a dia?".

A leitura serviu muito para mim...e, talvez, de repente, servirá pra vc também. Certa vez, conversando com uma amiga, ela  reclamou: "que sua vida estava muito confusa, que sua casa estava um lixo, e tal, que não estava tendo tempo para nada. Que não conseguia nem se relaxar, pela bagunça que estava em sua mente". 

E, sem ter muito jeito, o conselho que lhe dei foi: "arrume a sua casa, gavetas e guarda - roupas, e verá que tudo vai se organizando, aos poucos, em sua cabeça, e, paulatinamente, em sua vida!!". Esses momentos de organização têm um efeito terapêutico, principalmente, porque as nossas roupas são impregnadas de memórias...de fases...e de estilos de épocas!

Sou muito apegada às minhas coisas...e as  roupas tem um lugar especial... então, sempre, tiro um dia para organizar, separar e doar. 

Mas...mesmo que dê minhas roupas velhas para quem precisa...já doei muito...sempre, ficam algumas peças que gostei e gosto, ainda...mas as uso pouco...e, aí, o quê acontece...muitas roupas são guardadas."Ah!! Essa eu gosto muito...foi da formatura do meu filho ou da minha filha. Essa eu achava linda, essa também...essa quem sabe a moda voltará e poderei usá- la novamente; essa foi muito cara, essa quando o frio voltar....essa...não sei...se ainda fica bem, comprei quando era bem jovem...por aí vai...e o guarda-roupa vai ficando incapacitado de entrar qualquer outra peça, não é mesmo?

(Reconheço que isso não vale pra todas as mulheres...algumas não são tão gastadeiras...são econômicas...compra só o necessário ou quando precisa para um evento...fora disso... nada... Fico encabulada, como tem mulheres sem vaidade...Tem mulher que não passa nenhum simples batom...ou passa só em um evento. Batom, para mim, é tão essencial quanto escovar os dentes, usar um creme no rosto, não sei ficar sem.)

Mas .. continuando... interessante, não sei se isso acontece com você...nossas roupas carregam grandes recordações. Cada peça, com certeza, está impregnada de histórias...  boas ou ruins... do evento ou dos eventos que cada um / uma participou.

Contudo... concordo com a autora do artigo que li sobre o tema, quando ela diz..."era uma peça linda....mas, de repente, não vamos gostar mais...o corpo muda...o próprio gosto/estilo muda. Talvez uma ou outra dá para usar...mas a maioria não".

É como a vida...com o tempo vamos tendo outras prioridades...e é preciso preenchê- la com roupas novas... estilos diferentes...pensamentos novos.

Ela disse:  "É preciso, volta e meia, olhar para tudo que há no guarda-roupas e ver que, embora algumas peças que estejam ali sejam lindas e maravilhosas, elas já não combinam mais com você. 

Talvez porque você tenha ficado mais velho(a); talvez porque seu corpo mudou, ou talvez porque simplesmente já não encaixa mais. Então esse é o momento de decidir o que fazer com essas peças: Algumas serão carinhosamente retiradas do guarda-roupas e passadas adiante, elas foram boas naquele momento, mas precisam seguir. 

Outras vão nos deixar em dúvida e vão ficar no cantinho do pensamento. Outras, no entanto, embora já não sirvam e nem tenham nenhuma utilidade jamais irão embora, pois têm imenso valor sentimental (Nesta categoria, lembro com todo amor da roupa que utilizei no dia do meu batismo)."

 E você como é? Suas roupas tem um valor sentimental ou não?

Ontem foi o dia delas

Ontem, foi o dia dos finados. Ontem foi o dia delas. Dia das pessoas que já partiram... sem data marcada para voltarem... Deixando tudo conosco....Seus pertences, suas histórias...seus exemplos de vida... seus ensinamentos, suas lembranças...e muitas saudades.

Ontem, foi o dia delas receberem flores... velas...e orações. O quê mais podemos lhes oferecer? "Quem não fez em vida...agora, não pode fazer mais nada".  Amor, atenção, carinho, só em vida!

Ontem, foi o dia delas nos receberem, na sua/ na minha, na nossa última morada... Onde estão todos e todas que partiram: crianças, jovens, adultos​, idosos...que não resistiram as tempéries da vida...por motivos diversos...

A morte deveria ser um processo mais natural. Todas as pessoas poderiam morrer só depois de bem velhinhas. Que não existissem doenças, tragédias no trânsito, mortes por isso e por aquilo.

Que tudo pudesse ser evitado e curado.
Que não viesse a qualquer momento...
Que não nos pegasse de surpresa...Que todos pudessem preveni- la...adiá- la...sempre!!

Hoje, é dia de lutar pela vida. Dia de lutar por dias melhores. Dia de lutar por tudo que Vale a pena!! Por tudo que você​ acredita ! Por tudo que você ama!!

Eis o grande desafio da convivência - preferir ser feliz a ter razão

  Eis o grande desafio da convivência - preferir ser feliz a ter razão

O que leva, hoje, cada vez mais, uma grande parte das pessoas abrir mão da verdade, principalmente, nas redes sociais e com crianças e adolescentes e compartilhar de um ideal de boa educação e de bom tratamento, através de elogios e gentilezas, que nem sempre correspondem com a realidade?

Fico observando esta tendência, e fico a pensar. Em vez das pessoas valorizarem a reflexão sobre uma postagem, uma matéria, um acontecimento, etc, priorizam- se, apenas, os likes e comentários mais neutros e mais superficiais, objetivando, desse modo, quase sempre, a meu ver, ficar bem com todos e não se comprometerem, como dizia o grande poeta brasileiro, Ferreira Gullar: "preferir ser feliz a ter razão".

Se, por um lado, essa habilidade evita que reações e prováveis ataques sejam desencadeados, pelo fato de muitas pessoas não aceitarem avaliações e opiniões que contrariam seus próprios pensamentos; por outro lado, nota - se que a "indiferença à verdade" venha ganhando espaço, cada vez mais, em quase todos os sentidos; gerando certa desconfiança das afirmações e avaliações feitas de algo por uma ou outra pessoa, do que realmente é bom/ está bem ou não, certo ou errado.

O elogio vazio feito às crianças e aos adolescentes, então, pode, a longo prazo,  criar, nos mesmos, a necessidade de aprovação para o resto de suas vidas - para sentirem que o que fazem está bem, adequado. O que acontece é que eliminamos a capacidade dos mesmos se automotivarem. Eles ficarão, sempre, dependentes​ da aprovação de alguém. Conheço pessoas adultas, assim, se não estivermos motivando sempre, parece que não se sentem satisfeitas. Não fazem um trabalho pelo prazer e pela satisfação que aquela atividade lhes proporciona, mas pela agradável sensação de serem elogiadas. E quando não são elogiadas​ ou não conseguem os likes que desejam ficam insatisfeitas e desestimuladas.

No entanto, apesar de, a maioria das pessoas perceber esse jeito apenas gentil ou educado das mesmas tratarem as outras - "aceita...gosta e até as imita".  Mas, afinal, vale a pena omitir a verdade / elogiar para ser gentil ou educada (o) para agradar alguém?

Para a ciência, a resposta é sim. Segundo estudos feitos por estudiosos e pesquisadores do assunto, participantes que praticaram ações gentis do dia a dia como, por exemplo: dizer um bom dia, tratar bem as pessoas, ajudar, agradar, fazer elogios, etc, registraram níveis mais altos e prolongados de felicidade e positividade em comparação com quem repetiu, sempre, a mesma atitude.

Esse mecanismo, segundo um estudo da Universidade Hebraica, em Israel, "a gentileza está ligada ao gene que libera a dopamina, neurotransmissor que proporciona bem-estar." Então, se proporciona bem - estar e pode aumentar a positividade, e mantermos​ as pessoas queridas à nossa volta, vale muito a pena tentar ser mais agradável.

E, além do mais, este argumento de dizer o quê quer, que prefere ser "mal educado mas ser verdadeiro" já não sustenta mais. Não é mais legal esse perfil...Ah!! Eu nasci assim / quero ser assim/ vou morrer assim!! É importante criarmos novos hábitos! Não se trata de ser falso. Trata, sim, de fazer com que o seu dia e o das outras pessoas tornem melhor. Ninguém precisa ser grosseiro para ser sincero. 

Todos nós podemos discordar de alguém, que pensa diferente de nós, fazendo valer o nosso ponto de vista​; mas não precisamos perder a nossa educação...mesmo que, talvez, nos deixem nervosos, irados...Precisamos manter a calma, ouvir o outro. Não devemos agir pelo impulso e atacarmos as pessoas como se fôssemos animais irracionais.

Manter o controle de si mesmo é bom para mim, é bom para você e todo mundo gosta! Gentileza é um exercício  que podemos praticar todos os dias. Mesmo que achemos difícil dar um bom dia, "se para você não está", é importante cumprimentar as pessoas. É importante ensinar esse exercício às crianças. Hoje, a maioria das crianças entra e sai sem cumprimentar e despedir das pessoas. ( Vou contar uma passagem que aconteceu com meu netinho de oito anos. O avô convidou - o para ir a um vizinho de fazenda, mas antes de sair, disse pra ele - Chegando lá, cumprimente as pessoas... Ele disse: Mas já cumprimentei aquele dia, tem que cumprimentar de novo? Rsrsrsrs)

Em fim... Pequenas atitudes poderão reverter a sua expectativa de bem - estar para você​ mesma e para as pessoas, com as quais você convive. Dê o primeiro passo.Tente!! Tenha em mente que tratar as pessoas bem é um presente - um ato de amor. "E é dando que se recebe….!"

Ser criança

    Não dá para entender

"Ser criança é tudo de bom", essa é uma frase, que contextualiza uma idéia, um  conceito, culturalmente, mascarados, a meu ver; uma vez que, há anos e anos, vêm sendo declarada por muitas pessoas, como uma fase boa, fantasiosa...  como nos contos de fadas... um verdadeiro "faz de conta". 

E "fazer de conta" é uma enganação um tanto sutil! Mesmo que muitas pessoas afirmem ser o tempo de criança uma das melhores  fases - "por não ter nada para se preocupar, viver só brincando... não fazer nada...", Etc. Não vejo dessa forma. Talvez, tenha tido uma infância até depressiva... sou do tempo que não tinha muito hehehe... qualquer coisa, a gente ouvia era um ..."espere aí que eu  te passo o laço, menino ou menina" e, depois de apanhar, tínhamos que orar o "Pai Nosso" e , por incrível que pareça, cantar "Criança Feliz". 

Com certeza, se um psicólogo me ouvisse, iria entender que há razão para eu pensar assim. Pode até ser... mas, hoje, acredito que 'minha criança interior ferida' esteja bem resolvida quanto a essa questão; acostumada aos mal tratos, desde pequena, me tornei forte, resistente... quase insensível... Mas não sou a favor de violência contra crianças, para criarem pessoas fortes e resistentes ...Tenho pavor de ver pais danando ou batendo em filhos, se ouço grito de crianças, sinto na pele a dor das correadas. Mas, graças a Deus, me superei...

Mas... penso, eu, que precisamos ter  uma nova relação com esse conceito de que "ser criança seja tudo de bom". Se você fizer uma avaliação melhor, poderá entender o porquê dessa minha indignação. Apesar de todas as conquistas tecnológicas de informação e comunicação, que podem ajudar muito as mães e toda a família nesta causa tão nobre... que é a preparação maior dos filhos, se é que é possível... uma vez que, ainda, não nos afastamos da violência e da brutalidade doméstica. Quando pais, padrastos, madrastas e até mães matam ou jogam seus  filhos ou filhas no lixo!! 

E, desse modo, imagine, quem sofre mais com o desemprego, com o desajuste familiar, com famílias que se drogam, que não preparam e não fazem um planejamento familiar, não são as crianças, "que não pensam, não preocupam e não fazem nada''? Não acredito nessa ideia de que ser criança seja tudo de bom!  "Ser criança é tudo de bom" para quem tem uma vida bem estruturada e feliz. E mesmo assim, o padrão social de produtividade em todos os sentidos não a deixa em paz.

 Não foi a toa que Carlos Drummond escreveu

"Que vai ser quando crescer?

Vivem perguntando em redor. Que é ser?É ter um corpo, um jeito, um nome?

Tenho os três. E sou?

Tenho de mudar quando crescer?

 Usar outro nome, corpo e jeito?

Ou a gente só principia a ser quando cresce?

É terrível, ser? Dói? É bom? É triste?

Ser: pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?

Repito: Ser. Ser. Er. R.

Que vou ser quando crescer?

Sou obrigado a? Posso escolher?

Não dá para entender. Não vou ser.

Vou crescer assim mesmo.

Sem ser Esquecer."

Principalmente, hoje, que o "sentimento de produtividade nos pressiona e nos faz acreditar que tudo o que fazemos deve ser útil1 e gerador de resultados imediatos. Somos pressionados a acreditar que em todos os momentos as nossas ações devem ser produtivas e que constantemente devemos estar aprendendo e de maneira consciente. Os nossos desejos estão orientados de tal forma para as consequências das nossas ações, que grande parte do que fazemos não mais vale por si só, mas como meio dirigido a conseguir algo.

Este modo de viver, pensando exclusivamente nos resultados das atividades, é um modo de existir que só faz sentido para o adulto e que acaba desviando a atenção para longe do presente. As crianças não brincam pensando nos efeitos positivos ou negativos do seu brincar, não chutam uma bola ou pulam amarelinha pensando nos ganhos motores e cognitivos desta atividade; elas simplesmente brincam, porque esta é a sua maneira espontânea e natural de existir.

Kunz (2004) nos alerta que perdemos nossa sensibilidade emocional e amorosa com nossos filhos ou crianças se a nossa preocupação com eles se orienta apenas na comparação ao padrão social e culturalmente preestabelecido, não se deixando ver ou perceber os reais desejos e vontades manifestos pelos pequenos. A perda da sensibilidade emocional é consequência de uma excessiva concentração na razão guiada pelo cálculo e pela comparação, valores que são construídos e fortalecidos em nossa sociedade pela aceleração do tempo e por um desejo de progresso a qualquer custo. Ao perdermos a sensibilidade para viver o presente, as nossas ações também se tornam mais instrumentalizadas.(Ms. Gilmar StaviskiI; Ms. Aguinaldo SurdiII; Dr. Elenor KunzIII)

Mas... com o passar dos anos, a vida vai ficando cada vez mais séria, cheia de regras,  de  compromissos e de cobranças. "Precisa estudar para ser alguém na vida...ser gente grande importante... ganhar muito dinheiro está sempre entre os melhores planos...primeiro do que ser feliz... primeiro do que valorizar a saúde...primeiro do que a família... primeiro do que viver...

Logo que vai tornando adulto... vai abandonando seu lado infantil, vai perdendo a sua inocência, a sua espontaneidade, a sua liberdade original e até a sua própria autonomia. Tudo...o desejo, a afetividade vai sendo reprimido... deixando de exercer a sua ousadia, a sua imaginação, a sua essência  e tornando o que os adultos querem. Sendo subjugadas pelo convívio social.   Transformando, segundo Michel, citando Nieezetj "O homem civilizado, que sabe diferenciar entre o útil e o prejudicial, o bem e o mal, o certo e errado,  internalizando as normas e regras de conduta, os modos de ser, de pensar, de agir, de sentir e de valorizar por um longo processo de “domesticação” no interior das práticas sociais."  

É o tempo de aprender... "Sou assim... mas o certo é ser desse jeito ou daquele."

Se eu não mudo... posso ficar parado no tempo. Esse conceito é o que a maioria das pessoas dizem...

Eh, tempo que não sai do seu pensamento. Tentam me comparar com todos. Gente do bem, pricipalmente.

Sou ainda uma criança!  Mas para mim têm muitos planos! O maior desejo de todo mundo é que os filhos sejam felizes. Mas a cobrança é tão grande que os alejam. Já pensaram nisso?

Fruto do amor

Pequi 

(Nilva Moraes Ferreira


Que a nossa culinária é maravilhosa
Ninguém pode duvidar
Ela é muito mais
Do que um simples alimentar

E quando tem frango com pequi
Vou te falar...
Primeiro, se come com o olfato
Depois  com o paladar

Inesquecível.... Inconfundível
Se você comer
Não esquecerá jamais

Ficará sempre na sua memória
Este poderoso energético
E afrodisíaco dos cerrados de Goiás.

Fruto dos anjos

Fruto dos anjos
          (Nilva Moraes Ferreira)

"Fruto dos anjos"....
O descobridor da América
Fez questão de o chamar
Atrativos para os olhos
E também para o paladar.

Além do sabor delicioso
Da cor do sol dos trópicos
É grande a sua composição
Nutritiva e Medicinal

Fonte natural de vitaminas
E também de minerais
Para a saúde do corpo
Para a digestão, para os olhos
E para a saúde cardiovascular

Não é a toa que o tucano
E muitos outros pássaros e animais
Aproveitam tão bem da estação 
E são tão espertos e bonitos
Sempre a nos ensinarem.

O sol do meu país

Esse é o meu cenário particular
Veja o quanto é lindo
O sol do meu país

O sol de Goiás
Entre o buriti das veredas
Está refletido nas águas
Passadas e que passam
Como muita gente diz

Onde tem buriti tem vereda
Onde tem vereda...Tem água
Onde tem água...tem buriti.

Não esqueça disso, meu povo!!
Não esqueça disso, Brasil. 

Flores do cerrado

Flores do campo
           (Nilva Moraes Ferreira)

Andando pelo cerrado
Fico sempre a devanear
Num despertar de cores
Sempre a me encantar...

São flores tão singelas
Mais belas não há
São rosas, roxas, amarelas
De todas as cores e tamanhos
Sempre a enfeitar

Até quando...
Cerradão goiano florescerás?
Para amar
É preciso conhecer...

Para preservar
É preciso amar

Quem as enxerga
Vê de longe
Quem não as vê
Nunca vai avistar.

Não basta uma foto....

Comecei a reinventar e fui fotografar...

Encantada com a natureza - sol, nuvens,  e com tantos eventos que seus habitantes - abelhas, borboletas, beija- flores, pássaros em geral prestam a ela...numa manhã de sábado,  dediquei a fotografar, sem nenhuma técnica e nenhum recurso sofisticado, os que colhiam o néctar das flores.

Posso afirmar com toda certeza, não é fácil colocar na mesma linha, a cabeça, o olho e o coração.  Fotografar não se resume em pegar uma câmera ou seu celular e tirar uma foto. É bem mais do que um simples clique, do que um simples flagrante. Exige tempo, sol nos olhos, espera pela melhor oportunidade de registrar a imagem escolhida.

E esta procura por imagens perfeitas, relembrei do meu avô paterno, Joaquim Modesto, lá da Fazenda Santa Bárbara, no município de Jataí, que era um exímio nesta arte de caçar e ficar a espera de animais silvestres, como o veado campeiro, anta e cateto. Logo de manhã, antes do sol sair, ele colocava uma ou duas cabeças de alho no bolso, pegava a sua espingarda cartucheira, e, literalmente descalço...saía pelo mato...a procura de um bicho silvestre. E ficava a esperar,..dizia que podia esperar que o " bicho" voltaria, no mesmo horário. E é verdade, volta mesmo, e acostuma com a nossa presença.

Mas não basta uma foto. É preciso várias, e assim, como a escrita de um bom texto, passa também por um processo de seleção e de exclusão.

Encontrar a favorita - a que expressa mais,  nem sempre é fácil. Fotografia é a expressão mais íntima do nosso olhar. Tanto pode revelar quanto pode esconder. Mas ainda vale mais do que mil palavras. Parabéns a todos os fotógrafos do grupo neste nosso dia - 8 de janeiro. 

O tempo

O tempo
               ( Nilva Moraes Ferreira)
Quanto tempo já passou
Sem mesmo a gente notar
Um dia fomos tão jovens
Hoje... velhos demais

Os anos chegaram de mansinho
Sem mesmo nos avisar
Só agora, depois de idosos

Pensamos em aproveitar.

Assim é o tempo
Só depois de muito tarde
É que a gente acorda
Que viveu pouco demais.

Rosas Vermelhas

Não dá para acreditar
Que é do meu jardim
Cheirando a rosas
Rosas para vocês
Vermelas para mim.

"Toda mulher gosta de rosas
De rosas e rosas
Muitas vezes são vermelhas
Mas sempre são rosas..."

Rosas vermelhas
Símbolos de amor e paixão
Quem não os têm?
Não tem coração.

Viver é aprender aceitar a dor...

"Viver é enfrentar um problema atrás do outro. O modo como você o encara é que faz toda a diferença."

E para muitos... não é fácil...
É preciso ter paciência...se entregar
Passar para o lado do outro
Entender também a dor de

São detalhes tão simples...
Pequenos ou grandes...
É preciso enfrentar...
Se quiser viver bem
É preciso aceitar.

quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Para não dizer que não falei das árvores

Para não dizer que não falei das árvores
             (Nilva Moraes Ferreira)


O mundo precisa de tantas coisas
Mas uma delas é de árvores
De árvores que frutificam
De árvores que florescem
Por todo lado.


De árvores que reduzem 
A poluição sonora
Dos ventos  
E do ar...


De árvores
Que mantém as chuvas
Que aumenta a água dos rios
A umidade do solo
Deixando tudo regular...


De árvores que servem
De sombra e de alimento 
Para mim
Para você
Para seus filhos
Para seus netos


Para toda a terra
Para as plantas
E para os animais


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

A fogo- apagou ( livro)

Voando... de galho em galho
Saiu a rolinha a procurar
Um lugar adequado
Para construir o seu ninho
Com a missão de procriar. 

Voa aqui....voa ali...voa acolá
Achou um pé de Lima
Lá no fundo do quintal
E com o seu bico e gravetos
Pode seu abrigo ali edificar.

Depois de alguns dias
De longe podia ouvir
O seu par a cantar
Fogo - apagou...
Fogo - apagou...
Chamando a amada
Para poder com ela se revezar.

Como eternos namorados
Não dá para não se  encantar
Com o carinho e a lealdade do casal
Dando nos lições de  como bem amar.

domingo, 18 de novembro de 2018

Ser professor

Ser professor
É algo, assim, espetacular
Ver alguém aprendendo
É fascinante!
Não tem dinheiro que pague
Tão grande encantamento
 
Mas não é fácil
O salário, ainda, é muito baixo
Não se sabe, até quando
A categoria precisa de lutar
Com direito ou sem direito
Nosso destino  ficou marcado
É trabalhar e esperar
Sem desencantar
 
Esperando que um dia...
Deus nos dê um governante
Com um ouvido mais humano
Que saiba nos escutar
 
 Que uma boa Educação
Faz-se com professor valorizado
Com reforma política
Com sala informatizada
Com currículo reformulado
Com aluno interessado
Com vontade de estudar
 
Para ser um bom professor
Não basta só formar
É preciso gostar de ler
Ser estudioso
 Ser criativo
Ter estratégias desafiantes
Que saiba mediar
 
Deve ser disposto (a),
E seguro (a) do que faz
Se não está,
Melhor preparar
 
Quem “dá” aula, só trabalha
Planejamento, plano de aula
Sequência didática, muito estudo
Avaliação, conselho de classe
Uma rotina cansativa
De quarenta horas semanais.
             
Lembro-me, ainda, muito bem...
Cada ano tinha um começo
Não conseguia fazer sempre igual
Para cada turma um plano,
Uma ação, uma criação.
Tinha como princípio
Fazer diferente
Desde o começo
Porque sabia que conseguia
Redescobrir, reinventar
Para melhor ensinar
 
Para cada invenção era um aprendizado.
Um saber, um exercício.
Para cada estágio um resultado.
Para cada obra uma impressão,
Uma surpresa, uma felicidade.
 
Mas, repetindo, só para não esquecer
Para ser um bom professor tem que ralar
Estudar, preparar, ensaiar, ensinar
Corrigir, avaliar, registrar.

E se o aluno não aprendeu

Melhor revisar....

Sempre gostei de chuva de chuva....

Sempre gostei deste tempinho de chuva!! Esse cheirinho de terra molhada dá- me um ânimo, uma energia, que só os que gostam sabem avaliar, além de me trazer imagens, da minha infância, ao lado dos meus pais, na fazenda.

É como se o ano começasse para mim. Não é a toa que é conhecida como a chuva das flores.

"Dizem que a chuva, em especial a primeira do ano, lava a poeira da cidade e leva mágoas do coração. Seu toque mágico desperta a natureza e a semente desabrocha. Semente de prosperidade, de bons frutos, de boa convivência entre as pessoas. É tudo o que queremos. Movidos por essa expectativa, caminhamos agora em busca de um novo tempo."

Oh, Deus, obrigada!! Toda a terra carece de chuva e agradece. Chuva de chuva! Chuva também  de amor, de consideração,  de paz, de mais segurança, de mais trabalho para todos!  Que este ano seja um ano bom de chuva. A terra, os rios, as plantas, os animais e nós não viveremos bem sem água e nem sem amor.

Ela fora semente, e brevemente virará pó

Quantos anos tem essa árvore?
Debaixo dela me perguntei..
40/ 50 / 60/ 100
Não sei

Por que secou?
Cresceu bem....
Ficou frondosa..
Tão bonita...
Serviu de sombra
Depois morreu...

Mesmo sem vida está de pé
Grande, nobre como sempre
Mas seca / imóvel
Sem a companhia das borboletas
Mas sempre há pássaros

Ninguém sabe dizer
Quando e por quê
A árvore de repente
Deixou de viver

Foi semente...e virará pó
Que a terra há de absorver
Virando esterco
Simplesmente
Para o capim crescer
E os animais comerem...

Pais são pais, e avós são avós

Já ouvi muitas pessoas dizerem que os avós são "pais duas vezes". Pessoalmente, não concordo! Pais são pais e avós são avós. Cada um tem uma relação diferente. Tendo os avós uma grande vantagem sobre os pais, por já terem passado por uma experiência semelhante com os filhos. 

Já erraram. Já acertaram. E, hoje, depois dos sucessos e insucessos, conseguem filtrar melhor, talvez, o que é mais importante priorizar no momento que os netos estão vivendo. E, ainda, pelo fato do vínculo, entre avós e netos, ser mais descompromissado, no bom sentido; e a maioria dos avós ter mais tempo e poder proporcionar aos netos mais abertura, e os mesmos, por sua vez, sentirem - se mais à vontade para conversar com eles, tornando a convivência mais prazerosa e livre. 

Algo que os pais, muitas vezes, pela falta de tempo, pelo estresse do dia a dia, e pelo desgaste da própria convivência, não conseguem manter; simplesmente, por terem perdido parte do “encantamento” de outrora, que também não pudemos ter com os filhos, com receio de deseducá-los, mas com os netos temos.

Sendo assim, não acredito que os avós estragam os netos. "Os avós melhoram os netos". A maioria deles vê tudo de forma bem mais leve e tranquila. Tem mais paciência, mais flexibilidade, mais habilidade e mais tempo para poder escutá- los.  As crianças precisam de pessoas que as escutam, assim, como os avós!! De pais que veem televisão e internet com eles, com o objetivo de fazer outras pontes entre uma e outra atividade. 

É uma pena acreditar que só o tempo e a vida podem nos proporcionar e nos  levar a entender que as crianças e os  adolescentes também precisam do espaço deles, e precisam ser compreendidos. É preciso que haja mais receptividade e reciprocidade entre  pais e filhos. É essencial. Toda pessoa é capaz de retribuir os sentimentos de amor e amizade, se houver empatia, principalmente por parte dos mais velhos - pais e avós. 

Acredito que quando há mais paciência, em especial dos pais e avós, para poderem administrar bem esta interação, a educação poderá ser mais efetiva. E, caso, precisem de discordar e aconselhar...que façam com  habilidade para não causar contrariedades e ressentimentos!!Não se deixem levar pela raiva do momento, para não perderem a razão na hora de argumentar sobre o comportamento deles.

Meus netinhos moram longe da gente, então, quando vêm nos visitar, aproveito o tempo que temos juntos para brincar com eles, mimar e os divertirem.Eles são muito educadinhos.O menor é tão carinhosinho, todo momento diz: "Vovó, você é linda", "Vovó, eu queria que você fosse para minha casa". "Eu quero dormir com você, vovó". 

İnfelizmente, não podemos morar tão próximos. Só nos resta satisfazer com as ligações, com os áudios e os poucos dias de férias deles e dos pais. E, quando podemos ir visitá- los também!! 

Mas...em fim, precisamos nos ver mais, ser mais presentes. O tempo passa tão rápido, logo estarão grandes, rapazes, tomarão outros rumos e não terão tanto tempo de nos visitar. Mas... se os momentos vividos, agora, forem bem efetivados, ficarão sempre em suas memórias as lembranças dos avós que fomos. Ampliando, desse modo, além da noção de família, a oportunidade de nos conhecermos mais e melhor, e enriquecer ambas as partes.


  


Passeio pelo campo....

Sem competição ( livro)

(Nilva Moraes Ferreira)


Quando passeio pelo campo
Fico olhando as árvores
As flores... e fico a pensar...

Tantas árvores diferentes...
Umas tortas, outras retas...
Outras baixas, outras altas...
Umas sempre verdes, outras nuas...
Umas novas, outras velhas....
Sem competição.

Eu olho, vc olha, nós olhamos.
Eu gosto. Você gosta, nós gostamos. 
São tantas variedades
De tamanhos... de texturas..
De beleza...sem comparação.

Das flores mais nobres ou não
Das zinias, ou das  gérberas
Ou das gazânias, ou dos crisântemos
Ou das pobrezinhas dos cerrados...
Não há separação...

Todas são flores...
Todas com a sua beleza
Com o seu próprio encantamento.
Sem divisão.

Mas...basta você chegar
Perto dos humanos
Para perder tudo isso...
E a mente julgadora
Entrar em cena....
Com discriminação.

Por que não apreciá- los
Do jeito que são?
Assim, como aprecia
As árvores e as flores
Sem distinção!

As primeiras mangas


As primeiras mangas, sempre, me vêm a memória... registrando lembranças de longas datas... boas e ruins.

Quando criança... bastava chover à noite para eu e meus irmãos disputarmos quem levantaria mais cedo para ver se tinha caído alguma manga...temporona que ficava lá nas alturas. Às vezes, levantávamos, pé por pé, para ninguém ouvir...

Lembro até hoje... do cheiro das "mangas rosinhas"devoradas com a casca mesmo...diretas do pé ou do chão, coberto ou não de folhas.

Mas... não esqueço também que, no Natal, meu pai fazia uma brincadeira com os filhos de colocar uma manga próxima do nosso calçado, e isso, não nos deixava nenhum pouco feliz.

Primeiro, criança, nessa data, quer brinquedos, e depois... manga.... embora, a gente gostasse muito, não tínhamos isso como presente. Presente tinha que ser comprado.

E sentíamos como se fosse um tipo de deboche por parte do meu pai. Coitado... talvez, quisesse fazer um gracejo, criar uma maior afinidade dos filhos com ele, mas não sabia como fazê-la.

Sinto isso, hoje....como era muito rígido com os filhos, a dinâmica não dava certo.
Mas era, com certeza, seu jeito de amar...que ficou gravado em minha mente, e quero com vocês compartilhar.

Como diz o texto assinado pela Rachel Lopes, “cada pessoa guarda um sentimento bem vivo dentro de si de momentos únicos vividos”  e “o importante é sabermos reconhecer estes momentos de integração dos alimentos com as recordações e cuidarmos para transmitir esses ensinamentos para as gerações que nos seguem”.

Painas ao vento

Pela estrada eu vi
A paina se desmanchar
O vento a tocava para frente
Com um simples soprar

Diferente da vida
Que nos deixa para trás
Se você não estiver atento
Pode se arruinar

Sobe, sobe pluma
Até onde posso olhar
Se o vento te carrega
A esperança pode me levar...

quarta-feira, 17 de outubro de 2018

O sol nosso de cada dia! ( Livro)

O Sol nosso de cada dia...
                     (Nilva Moraes Ferreira)

Venha ver que beleza de pôr de sol
Você vai se encantar!
A cada novo dia ou desfecho do tempo
O sol vem pintando as nuvens Minuciosamente...
Com traços que nunca se repetem
E você não pode imaginar....

Numa disputa de cores...
De pura magia...
Às vezes...com nuances de azul, vermelho, alaranjado
Amarelo ou grená...

Vem hipinotizando os olhos
De todos os apaixonados...
Assim...De um jeito especial...
Ofuscando ou ultrapassando os limites 
De tudo que você pode sentir e devanear...

Eu não cansarei nunca de admirá-lo
E de fotografá - lo...
Ele me inspira...me traz alegria
E também me proporciona muita paz....

Além de me proporcionar
Diferentes amanheceres
E entardeceres de rara beleza
Vem como um combustão de energia
Que ninguém pode controlar

"É um prêmio que tem o poder
De salvar dias ruins
E bons dias brindar..."

Pena... que nem todos têm a chance
De ver a sua entrada e saída triunfal
Anunciando um novo dia
Ou despedindo se dele
Com a certeza de um novo olhar
Que vai começar...

segunda-feira, 26 de março de 2018

Hora de se calçar sozinho...

Hora de se calçar sozinho

A independência infantil pode começar bem cedo, principalmente, se os pais e professores deixarem as crianças realizar as atividades mais sozinhas, dando- lhes oportunidades de errarem, tentarem, experimentarem e criarem...sem que eles estejam por perto, falando como faz isso e aquilo o tempo todo.

O que acontece, geralmente, é que muitos pais e também professores por acreditarem que seus filhos ou alunos, ainda, não tenham capacidade de realizar certas atividades sozinhos; muitas vezes, para evitar que eles se machuquem/estressam ou por comodidade para conseguirem resultados mais rápidos, antecipam às atitudes das crianças e não as deixam nem mesmo tentar. Lembro de minha mãe, que quando eu e minha irmã queríamos fazer algo, uma quitanda ou qualquer outra comida, ela dizia assim: " deixa eu fazer, vocês demoraram demais".

Tenho observado que o zelo e a proteção exagerada dos pais e professores têm inibido muito a iniciativa, a desenvoltura e a própria independência dos pequenos, tornando - os, cada vez mais, acomodados, sem iniciativa, sem criatividade e sem confiança neles próprios.

Carregando quase que para o resto da vida sentimentos de incapacidade para fazer qualquer coisa, sem que alguém esteja lhes dando suporte, proteção, auxílio, ou lhes dirigindo e aprovando o que fazem o tempo todo.  

Os pais e professores devem estar, desde muito cedo, estimulando as crianças e pré - adolescentes a realizarem atividades comuns do dia a dia, sozinhas, como: juntar seus brinquedos, colocar as roupas sujas no cesto, lavar seus calçados, fazer suas atividades, arrumar seus  objetos escolares, etc. Assim, na medida em que forem crescendo, os pais e professores poderão lhes dar maiores responsabilidades.

É claro que as primeiras ações não sairão com tanta perfeição, mas isso faz parte do processo. Toda a aprendizagem envolve várias fases: tomar a iniciativa, errar ou acertar e também lidar com a frustração...etc. Como a criança da foto, que ao atender o chamado do pai para buscar o irmão mais velho, na escola, não pediu que seu pai o calçasse, ele mesmo teve a iniciativa de sozinho calçar os primeiros pés dos seus calçados que encontrou pela frente.

Há fase para tudo. Nesta fase, não se deve  exigir muita perfeição. Todas as atividades realizadas pelas crianças devem ser elogiadas. Aos poucos, os pais e professores podem lhes informando, momento em que as mesmas estarão percebendo melhor quais são seus pares, e a maneira correta de usar ou fazer esta ou  aquela atividade. O quê pensam desse tema?

Flor machucada

Flor machucada...
( Nilva Moraes Ferreira)

Às vezes, fico olhando as plantas
E me pego com elas a pensar
Elas são como nós mulheres
Tão susceptíveis a tantas coisas...
Se não tivermos sempre a nos zelar.


Tenho visto tantas dispersas...
Machucadas... murchas...
Tristes.... Amareladas...
Em todo lugar.


Brilhando panelas e portas

Cuidando só da família
Mas autocuidado que é bom

Elas não sabem lhes dar.


Esquecendo até que um dia foi flor
Viçosa... Bonita... Saudável
Mas dela não lembrou
De se cuidar.

quarta-feira, 14 de março de 2018

De flor em flor

Borboletas

(Nilva Moraes Ferreira)

De flor em flor

Vivem as borboletas  

De diversas cores e tamanhos 

A perambular

Dançando para lá e para cá
Como se fossem cegas no ar..
Colhendo o néctar das flores
Para o ecossistema restaurar...

De flor em flor

Ajudam a biodiversidade não​ acabar...

Sem falar na lição própria de vida

Que precisávamos melhor considerar

Não nasceram do jeito que as vemos
Passam por várias metamorfoses
Só depois de muito esforço
Conseguem voar.


Nós todos podemos mudar

Assim... do jeito delas

Basta tentar

Nada é de repente
Tudo leva tempo
Acalme - se....Respire...
E vai....

terça-feira, 13 de março de 2018

A tradição da família vem sendo abandonada



Em todas as culturas, a constituição da família foi e continua sendo vista como uma instituição importantíssima, não só no plano individual, mas também no plano social. É a base de tudo. Mas em função das novas realidades e das transformações das relações entre as mesmas, essa Criação de Deus tem mudado muito nos últimos tempos. No entanto, ainda, vale a pena proclamá-la. Independente deste ou daquele formato, do passado ou do presente, todas elas merecem o nosso respeito.

Antigamente, a família tradicional, composta por pai, mãe e filhos, que vem perdurando, até hoje, era orgulho para toda a parentalha. A família dava prestígio para todos. Representava a pátria e o poder. Era distinguida, muitas vezes, pela sua origem/raça/moral e inclinação/vocação. Celebrar o casamento, a união de um novo casal que pretendia iniciar uma  família, muitas vezes, até entre parentes, era a realização do maior desejo dos pais.

A maioria das famílias representava muito bem seus filhos por três / quatro ou mais gerações.  A maior parte era numerosa de 12/14 filhos, do mesmo pai e da mesma mãe; ou não em razão de morte natural de um dos dois. Os casamentos eram duradouros. A família, embora, fosse grande, não se perdia. Era referência em todos os lugares. Os filhos tinham grande apreço ao falarem de quem era filho, neto ou bisneto. Eu me lembro, quando alguém apresentava alguém dizia: " Este é filho do Fulano, neto do Beltrano...".

O pai era autoridade legítima. A mãe era menos autoritária, dedicava, exclusivamente, ao marido, aos filhos e aos serviços domésticos; mas na falta do pai, por morte do mesmo, ela ou o filho mais velho o substituía / o representava, mantendo, sem muita perda, a estrutura familiar. 

O tratamento aos pais pelos filhos era o mais respeitoso possível. Os pais e o irmão mais velho, sempre, tinham liderança e influência sobre todos. Davam nome/segurança/ avalizava/garantia em negócios e falas. Lembro-me de minha avó dizer. “Aquele tem origem. Tem raça. É filho do seu Fulano de tal, neto do Seu Cicrano e bisneto do Seu Beltrano”. “Nunca deu prejuízo pra ninguém”. Mas... ai de quem não cumpria com a palavra... 

Mesmo naquela época, havia certos comportamentos e atitudes bem parecidas com as que presenciamos, atualmente; mas bem menos trágicas. A influência exercida pela família, há um tempo, tinha maior determinação na educação dos filhos, e até para a formação de uma sociedade. A maioria das famílias tinha um estilo próprio de ser, de comportar, de educar os filhos, que não se distinguia muito da ideologia de uma família para outra. Quase todas eram rígidas. 

Criavam os filhos, impondo/fixando/estabelecendo o que desejavam para eles, e que esperavam dos mesmos, desde a mais tenra idade. Sem ficar aconselhando, controlando. Havia uma série de atitudes que falavam pelos pais, servindo de lição/exemplos/modelos para ir moldando o caráter de toda a prole, tanto pela forma como direcionavam os estímulos aos filhos, quanto à religiosidade, aos bons costumes, à ambientação de suas casas, às companhias e amizades dos primeiros anos, ao positivismo ensinado, à maneira equilibrada em lidar com situações delicadas, ao espírito “arrojado”/empreendedor para fazer as coisas acontecerem; e à rotina de como resolver embaraços de forma instantânea, em vez de adiar as situações, principalmente, quanto à honestidade.

Antigamente, não existiam as TIC (tecnologia de informação e comunicação). Tudo era exposto através da vida que cada família levava. Através do próprio ritmo de vida, experiências, tradição que ia passando de pai para filho, isto é, de geração para geração.  Os bons hábitos, as boas regras de etiqueta e as boas maneiras prevaleciam em muitas situações. 

Todo mundo reverenciava os parentes, os idosos, os religiosos, os professores, os médicos, os administradores/políticos (prefeitos, governadores e presidentes) etc. Todo profissional que passava por uma Universidade, que era raro, ou tivesse uma representatividade ou um dom natural, até mesmo sem passar por uma faculdade, de fazer qualquer coisa, era muito respeitado. 

Bem diferente de hoje, quando há uma desvalorização em todos os campos de nossa sociedade, tanto na religião, família, trabalho quanto na educação e governo, através das quais as pessoas encontravam confiança/referência, no passado, não são mais tão confiáveis ou presentes como costumavam ser. E isso vai deixando os jovens sem boas referências/ sem parâmetros para diferenciar o que é certo do que é errado.

 Mas, conforme afirma SARTI (2005), citado por: Aloídes Souza de Oliveira, “Vivemos numa sociedade onde a tradição vem sendo abandonada como em nenhuma outra época da História. Assim, o amor, o casamento, a família, a sexualidade e o trabalho, antes vividos a partir de papéis preestabelecidos, passam a ser concebidos como parte de um projeto em que a individualidade conta decisivamente e adquire cada vez maior importância social”. Como você vê essa questão? Você tem boas referências da sua família?