Recebi, hoje, um novo disco de Orfeu e Menestrel, o terceiro disco gravado, que consta, em sua maioria, as letras do compositor Moisés Manuel, que foi tragicamente assassinado.
Às vezes, eu fico pensando naquele rapaz, que foi um rebelde, e muitas pessoas não aceitaram a sua maneira de viver. . Apaixonou- se, brigou, namorou, mesmo depois de casado, e não aceitou ser, simplesmente, convencional.
As suas letras mostram, claramente, a sua maneira de ver a vida. Muitos dos que o criticavam, e não aceitaram a sua visão de mundo, chamando- o de louco e de irresponsável, agora, que ele está morto, acha que ele viveu corretamente.
Por tudo isto, eu imagino e penso... como é difícil viver em harmonia com a sociedade e com nós mesmos. É um eterno conflito de sobrevivência entre o ser e o ter.
Hoje, ele está em outra dimensão. Não sei como está vivendo, e o que está achando do planeta que deixou de habitar. Eu sei que muitas letras que fariam lindas músicas ficarão sem composição, pois morreu o compositor e o poeta.
Poeta na sua visão de mundo. No seu bucolismo, cantando as tradições e as mutações que estão acontecendo com o nosso sertão.
O sangue sertanejo dos seus antepassados ressurge em suas músicas, que cantou como ninguém, a natureza e o sertão, mutilada pelo progresso, sem fibras e seus autênticos sertanejos.
Eu nunca cheguei a conversar com esse moço, mas o entendi melhor que muitos daqueles que viveram ao seu redor. Compreendi suas angústias e suas atitudes.
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