quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Ver se coloco antes do Prefácio , fazendo junção com aquele texto

Diante das mudanças e da perda tão abrupta do meu marido pelo COVID 19, no período mais letal da pandemia, e do desejo de poder fazer algo para acalentar o meu sofrimento, manter meu cérebro concentrado, equilibrar o meu estado emocional e evitar mais adoecimento físico e mental, pensei em escrever.
  " Se escrevo o que sinto é porque assim diminuo a febre de sentir" - disse Fernando Pessoa. E, segundo Lella Malta (2023),cientista social, "as possibilidades das palavras se tornarem  para a (re) organização de sentimentos nesta fase dolorosa são infinitas. A escrita ressignifica experiências, alcança memórias, é canal de escuta atenta das dores que carregamos no peito. Ainda que essas
dores sejam eternas".

Na verdade, senti que a escrita foi como um combustível, uma vez que, a minha mente permaneceu centrada nele, relembrando tudo que vivemos, suas principais ações e experiências, das mais remotas às mais recentes, bem como seus legados. E se me distraia , me causava também muita dor. Mas pude me reinventar...ocupar o tempo com algo que gosto e que foi significativo para nós.
 
E, como meu marido deixou alguns escritos, resolvi digitar todos os seus textos e começar a escrever a sua biografia em sua homenagem, com o objetivo de deixar  registrada a sua e a nossa história de vida para nossos netos, familiares e a todos aqueles que quiserem ler uma história verídica de um ser humano único, trabalhador e esperançoso. Que acreditava, sempre, que "ninguém, além dele mesmo, poderia tornar o seu sonho realidade".  



Nenhum comentário:

Postar um comentário