segunda-feira, 28 de março de 2022

Pele fria - é aquela que queima com facilidade ao sol

Pele quente - não queima facilmente, isto é, não se avermelha.

Neste caso, o seu tipo de pele é frio ou quente?

Todas as cores do círculo cromático tem tons mais quentes e mais frios. E para cada paleta tem um tom, isto é, variações de tons. 64 tons diferentes.

Uma cor verde, por exemplo, pode ter uma cor mais fria ( com mais azul, que fica mais escuro)e uma cor mais quente. (com mais amarelo) que fica mais claro.

Temperatura da cor

Quem é de pele fria é inverno ou verão puro. Eu sou pele fria inverno

Verão -cores frias acinzentados
İnverno - cores frias intensas, dramáticas

Se vc é outono: cores quentes, mais terrosos

Característica de pele quente pode ser primavera ou verão.

Primavera- muitas cores
Outono, cores quentes, mais terrosas, 


Verão -cores frias acinzentados
İnverno - cores frias intensas, dramáticas

Às Cores em todas as paletas se repetem, só mudam de tonalidade
E isso depende do tom natural do seu cabelo. 

domingo, 27 de março de 2022

RESUMO SOBRE A CIDADE

"Localizado no Sudoeste Goiano, a pouco mais de trezentos quilômetros de Goiânia, o município de Caiapônia teve origem entre os anos de 1940 a 1950, época em que na região habitava os índios Caiapós, que com a chegada dos imigrantes mineiros e seus escravos acabaram fugindo da região. 

A formação do município de Caiapônia foi baseada praticamente em apenas uma atividade econômica, a pecuária, o que permaneceu por longas décadas, havia também a exploração do diamante na região, mas era muito pouco, quase não influenciou na economia de Caiapônia.         

Antes de conquistar sua independência financeira e ser denominado Caiapônia, o distrito recebeu outros nomes, o primeiro deles Vila do Espírito Santo de Torres do Rio Bonito, com a emancipação passou a se chamar Torres do Rio Bonito, porém no governo de Getúlio Vargas, devido a uma lei federal que proibia nomes de cidades iguais, e no Rio de Janeiro já havia uma cidade com esse nome, foi preciso alterar mais uma vez, assim a cidade passou a se chamar Caiapônia, no governo de Plínio Gayer.                  

Um fato curioso e até interessante na história de Caiapônia é que a cidade foi distrito de dois municípios, primeiro da Cidade de Goiás e posteriormente de Rio Verde, isso porque antes de Rio Verde ser emancipado toda a região pertencia a Cidade de Goiás, com a independência de Rio Verde, Caiapônia passou a ser distrito desse município, porém permaneceu assim apenas por quatro anos, pois sua emancipação aconteceu em 29 de Julho de 1873, e nessa época seus limites iam bem além do que é hoje, Caiapônia deu origem a várias outras cidades.

A localização geográfica de Caiapônia acabou prejudicando e muito o seu desenvolvimento, por ficar distante dos outros municípios vizinhos, e sem estradas asfaltadas, o processo de crescimento econômico foi muito lento. Quem participou desse processo de desenvolvimento da cidade precisou enfrentar inúmeras dificuldades, dentre elas a energia elétrica, a falta de asfalto nas estradas era outro fator que afetada de maneira negativa a vida dos pioneiros, principalmente dos comerciantes eram obrigados a buscar em Goiânia suas mercadorias, quando não enfrentam muita poeira era os atoleiros devido as chuvas.              

Somente a partir da década de 80, do século passado, com a chegada do asfalto na BR-158, que Caiapônia começou a caminhar com mais desenvoltura rumo ao progresso, lentamente foi diversificando suas atividades econômicas, além de fortalecer a pecuária, surgiu também a cerca de oito a dez anos a agricultura com o plantio do milho e principalmente da soja. 

Com essa diversificação na economia oura área que ganhou força no município, foi o comércio. Outra fonte de renda de Caiapônia é o Turismo, na região estão localizadas dezenas de cachoeiras, lugares ideais para prática de esportes radicais ou mesmo para o banho. 

Além das cachoeiras o município tem ainda outros atrativos naturais que chamam a atenção do turista, como o Morro do Gigante e grutas. Mas apesar de toda essa riqueza natural, o turismo ecológico ainda é pouco explorado no município, para os empreendedores que estão estudando um novo mercado para investir, o turismo em Caiapônia é uma excelente opção". Pesquisa Google


sexta-feira, 25 de março de 2022

Embora, seja descendente de fazendeiros, meus avós eram, meu pai, meus tios também foram, e tenha um vasto conhecimento sobre os afazeres domésticos femininos, e tenha sido criada até os meus 10 anos de idade na fazenda, não fui muito focada ao mundo do agronegócio.

Mas, casei com um advogado que tinha o sonho de ser fazendeiro. Que lutou e conseguiu ter a sua fazenda tão sonhada, ter o seu gado Gir, ter o seu gado Nelore, e ter alguns alqueires de terra para o plantio de soja.

E, envolvida com os afazeres do Lar e da família, virei professora, e por isso, talvez, fiquei um pouco à margem... alheia ao mundo da administração do campo e dos negócios agropecuários, não por questões de gênero, mas por não ter tempo e ter um esposo que tomava conta de tudo com sucesso.

E quando o Milton faleceu, meu mundo caiu, foi como tivesse perdido um de meus membros... não foi fácil para mim e para meus filhos administrar. Sentia insegura, sentia medo de ser passada para trás, medo de pôr o patrimônio que meu marido conseguiu com tanto esforço, depois de mais de quatro décadas, a perder. 

 Mas Deus têm nos dado muita força. Milton também vinha trazendo as coisas com uma certa rotina que tinha, também, uma certa ordem, e fomos seguindo os seus passos, sem pressa, mas com zelo.

De repente, o compromisso, tbém, foi nos chamando...e precisamos estar atentos a tudo... aos preços de soja, que sobe e desce todos dias, e assistir ao leilão de gado, duas atividades que nem sonhava em fazer. Principalmente, porque não imaginaria que Deus levaria o meu companheiro tão cedo!

Então, o conselho que dou para as mulheres é ficarem mais atentas a essas atividades, e participar do mundo dos negócios de seus maridos. 

terça-feira, 22 de março de 2022

Ao invés de ficar estourando, como uma panela de pressão, sendo rude o tempo inteiro com as pessoas ou consigo mesmo ( a)e fazendo pouco caso de sua dor, melhor seria cuidar mais interiormente de você.

Aí você pode estar se perguntando: como posso cuidar melhor de mim? Você pode cuidar melhor de você: te escutando mais, abrindo o seu coração ❤️  para você mesma ( o). Percebendo o quanto voce pode te ouvir melhor, comunicar melhor consigo mesma (o). 

Isso por quê? Porque quando nos aceitamos melhor, quando cuidamos de nós, podemos comunicar/ entender melhor o outro tbém. Tudo que acontece dentro da gente manifesta também do lado de fora. 

Porque temos como refém uma criança interior ferida. 



 

domingo, 20 de março de 2022

Vontade de crescer, avançar, atingir objetivos não é ambição! Nada foi desmedido! Nada vindo da pauta e dos padrões dos outros, mas do desejo dele. Foi um progresso natural. Dinâmico! 






sábado, 19 de março de 2022

Desafios da velhice

"A velhice aparece com maior clareza aos olhos dos outros que aos do próprio sujeito; é um novo estado de equilíbrio biológico: quando a adaptação se opera sem choques, o indivíduo não se dá conta do envelhecimento" (Beauvoir8, 1976, p.8). 

E, se as pessoas achavam o Milton velho,  ele parecia não se preocupar muito, principalmente, com as rugas e com os cabelos grisalhos. Não era nenhum pouco vaidoso e não se preocupava também com a aparência. Eu que 

Estava animado, radiante, com 2021, o novo ano, que nascia. Parecia estar vivendo um momento novo, de trabalho, de tudo, mesmo meio a uma pandemia. 

E percebendo a sua expectativa de juventude - de tão bem com a vida, fui a uma loja e comprei duas calças jeans e duas de brim, sugerindo que trocasse as suas velhas calças tradicionais por um estilo mais moderno. Ele experimentou, olhou no espelho e gostou, contudo, enquanto a costureira terminava as barras, ele foi contaminado, e aí só isolamento, hospital e nem chegou a vesti- las. 

Por isso, "não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". O hoje é agora,! 
Amanhã é futuro. 










"A distância da alegria para a tristeza é um pulinho'


Às três máscaras que usamos em algumas situações:  a de vítima, a do perseguidor e a do salvador. 

Qual máscara atua em vocês?Em cada relacionamento podemos trocar de máscara.... Mecanismos de sobrevivência, porque nosso subconsciente foge da dor. Compreender lugar em cada espaço.

A salvadora tem muita dificuldade de dizer não, está sempre pronta para ajudar os outros e menos por si mesmos.A salvadora tem uma dor muito profunda nela, vazio interno, é solitário, procura reconhecido do mundo interno pois é pouco valorizado. A salvadora foge do médico. Tem dificuldade de delegar trabalho.

A vítima se sente abandonada. A vítima não próspera, ela não autoseresponsabiliza, é uma criança no corpo de adulto. Toda vítima busca um salvador. E todo salvador busca uma vítima para salvar. Acha que tudo não é para ela. Sente incapaz. Fica muito doentes. Busca muito tratamento médico. Entope de medicação. Ninguém me entende! É uma trauma inconsciente. Mais difícil de ser tratada.Quando está depressiva, sente se protegida. Sente- se pena dela. A vítima está sempre com dores de cabeça na hora do relacionamento sexual. A sexualidade define a nossa vida.

O perseguidor é muito autoritário, complexo de autoridade, são perfeccionistas, exigentes, críticos. São mais resistentes.  Sentimento de traição. Qual dos papéis é mais difícil de perceber. Gosta de punir os outros. É mais resistente. Perseguidor sempre coloca a culpa no outro. Tem controle extremo. Delega o trabalho e confere. Ele não tem confiança. Não é empático. Tem problema de liderança e comunicação. Ele abusa do poder. 

Em qual desses papéis vc me enxerga?
Precisamos admitir onde estamos atuando mais. 
Como amiga, como mãe, vc se coloca em qual? 

O autoconhecimento vai nos libertando de amarras. O importante é o equilíbrio. 


Papéis ligados as emoções e a inteligência emocional. Sair do corpo da mãe é doloroso. E vem para um mundo que ele sente frio, calor , fome, vai para o berçário longe da mãe. No início é muito traumatizante.

Reações do mundo externo. 

Feridas que carregamos

Medo do abandono
Medo da traição
Medo da solidão.

Essas marcas primitivas podem condicionar a possibilidade de sermos felizes ou não, podendo também transferir em nossos relacionamentos.

Às vezes, a gente passa anos tentando cuidar de uma ferida, mas precisamos de ir na causa. 

Dores primárias inatas...vem conosco - - nascemos com elas. Aprender identificar e conseguir lidar com todos.

Todas derivadas do medo.

Medo, tristeza e raiva

O medo foi e é de vital importância para a nossa sobrevivência.
Gerencia as nossas ações.

sexta-feira, 18 de março de 2022

Contraste na coloração pessoal
Recapitulando os conteúdos:

Baixo contraste claro: pele clara e cabelo claro
Baixo contraste escuro: pele escura com cabelo escuro

Médio contraste: cores um pouco contrastante, mas não tanto como o preto e branco. 

Alto contraste: cabelo escuro com pele muito clara.

Acredito que eu seja médio contraste porque tenho pele fria inverno e cabelos tingidos pretos acinzentados. Às vezes, quando tingi-los, como gosto, passarei a um médio contraste mais baixo porque a cor vai clarear muito. 

 É importante que usemos cores de looks em alto contraste, mas tudo com equilíbrio. Mas não tem nada a ver com a paleta de cores. 

Exemplo: Paleta inverno tem preto, posso colocar uma camisa preta, e uma calça branca. 



terça-feira, 15 de março de 2022

Conhecer alguém é descobrir os seus espaços e manias



Lendo uma crônica de Fabrício Carpinejar - Boca de fogão preferida -   ele traz uma ação rotineira das mulheres, lembrando que a sua esposa tinha uma "boca de estimação", então, pensei... mas não é só a mulher dele... todo mundo deve ter a sua. Eu tenho a minha...para fazer o café da manhã, o chá da tarde, começar o meu almoço e aquecer o leite da noite, sempre, é a mesma boca - a primeira que fica a minha direita. E você tem a sua boca preferida? 

Mas você deve ter também alguns utensílios que gosta também, assim, como eu tenho - sabe aquela faca de mesa da pontinha quebrada, que é a melhor de corte... aquela tesoura que nunca perde a sua qualidade, aquela panela que não deixa grudar os alimentos, aquela vassoura do cabo leve...aquele rodo que não solta do pano...ah, com certeza, vc tinha aquela caneta que deixava a sua caligrafia mais bonita, e com vontade de escrever um caderno inteiro... aquele giz, colega professora, que escrevia macio, na lousa ou no quadro - negro,  que deixava você bem mais animada para encher o quadro, e a turma reclamando! E, se você quer saber o porquê, a resposta é bem direta...é porque é boa ou é bom.

Aí, ele continuou dizendo que, além de preferência por alguns objetos; sempre, temos predileção por um lugar na casa, na mesa, na cama, na janela, no sofá...etc. "Não usará a casa inteira, existirá uma casa unicamente sua dentro da casa".

İnteressante, não!! E é verdade! Assim como eu tenho, o Milton, sempre, tinha o seu lugar preferido para tudo, não era de ficar onde não se sentia bem. Na mesa de jantar da casa da cidade, sentávamos em frente ao outro; na fazenda, ele já preferia a ponta da mesa. 

Gostava de dormir durante o dia, no sofá, se fosse para cama acordava...
À noite, depois de dormir, um pouco, no sofá ia para cama. Se perdesse o sono, durante a noite, iria para o sofá, assistir Tv, porque se a ligasse em nosso quarto, me acordaria. Não dormia de pijama, gostava de uma camiseta velha... às vezes, me perguntava " jogou as minhas camisetas velhas fora, Nilva?" Vc sabe que não gosto de camisetas novas.... São quentes e apertadas..."

Era cheio das manias. Arroz tinha que ter rapa, café tinha que ser feito na hora, pão de queijo só frio, água gelada não tomava, mas as frutas, principalmente, laranja, melancia, abacaxi, preferia geladas. Dizia que ficavam mais doces.

Tinha uma mania de quando estava preocupado em decidir ou resolver alguma coisa, profissionalmente, ou não, ficava, literalmente, fazendo "pavios de papeizinhos" enrolados com os dedos enquanto pensava...

Não tinha agenda, a sua melhor era a cabeça, às vezes, anotava números de telefones em pequenos papéis e colocava em uma gaveta, e quando precisava, pegava.

Em 44 anos...parece pouco... Mas se imaginarmos quantos dias, quantas horas, na mesma casa... na mesma mesa... na mesma cama...? A gente passa a conhecer "quase tudo" sobre a pessoa. Digo quase tudo porque podemos conhecer "agora", amanhã a pessoa pode mudar. 

Acredito que nem depois que a pessoa já partiu dessa vida, podemos dizer, conclusivamente, que conhecíamos ou conhecemos tal pessoa. 

"Conhecer alguém é descobrir os seus espaços, já amar é respeitá-los, entendendo que são santuários de uma personalidade"
 


domingo, 13 de março de 2022

Sonhos para o futuro

Sonhos para o futuro

Milton, sempre, foi um homem sonhador. Mesmo com seus 68 anos de idade, vivia como se estivesse com cinquenta. Muito otimista, esperançoso e visionário.

Antes da pandemia, estava vivendo uma de suas melhores  fases de sua vida. Ele me dizia: "cada dia, me sinto mais preparado emocionalmente, e isso tem me ajudado em tudo - na minha profissão, na nossa vida e até pessoalmente". 

Estávamos com grandes projetos: o primeiro de construir uma casa de morada aqui na cidade. Segundo, um projeto de comprar também outra fazenda para facilitar a sua criação de gado, e terceiro, um projeto de escrever um livro, eu disse que ia ajudá-lo. 

Tudo estava caminhando por  passos largos, vamos assim dizer. Estávamos vivendo o melhor momento de nossas vidas, sem grandes preocupações e sem apertos de negócios. 

Mas eis que um vírus faz tudo desmoronar e levou o nosso maior esteio, o nosso melhor administrador, o nosso maior incentivador. Mas... deixou o seu exemplo de vida, as suas pegadas, e fomos seguindo o seu caminho. Quantas vezes, eu disse para meus filhos: "seu pai fazia assim. É por aqui o caminho....".

Ele não pensava nele 😭😔. Sempre pensou e me dizia: "preciso organizar essas fazendas para nossos filhos. Eles podem, futuramente, se quiserem, e precisarem, viver dessas terras".  



sábado, 12 de março de 2022

Saudade...

Quanta saudade...

A saudade é a memória insistindo em manter viva a lembrança daquele que já não está mais entre nós, mas deixou a sua presença marcada em nossos corações e em muitos momentos vividos, através do seu jeito, dos seus gostos - música, literatura, da sua alegria ou cara amarrada. Em tudo você está!! 

E mesmo sem podermos vê-lo nunca mais; permanecerá em nossos corações entristecidos, preenchendo os vazios que a sua ausência nos deixou.

Sempre, estará conosco em todos os lugares. Principalmente por aqueles locais que fez presente em nossas vidas. 

Todos nós vamos deixar saudades....uns mais, outros menos, mas vamos deixar. 

Assim, nosso filho escreveu: "Saudade gigante, meu pai tinha uma presença muito marcante..o que nos salva é a memória das expressões, do jeito de falar, sorrir, tocar, cantar, aconselhar, brincar..hoje encontro meu pai na leitura dos livros, enquanto ouço seus discos, vejo seus filmes, dos quais sempre falou e recomendou..por ele, cheguei e muitos chegaram até aqui, e vamos seguindo em frente contando a cerca do legado do Dr Milton Ferreira, advogado, fazendeiro, político, e até boêmio rs 🙏🏻👆❤️"

Obs.: (Colocar essas imagens das mãos postas, da outra mão e do coração maiores)

quarta-feira, 9 de março de 2022

Envelhecer para o Milton

Envelhecer nunca foi uma grande preocupação para o Milton. Tinha o espírito de um jovem. Dizia sempre: "Tenho o corpo de 30 e a alma de 20". 

Não me lembro de reclamar, que estava ficando velho, e tal. Embora, no final dos tempos, sempre, me dizia quando chegava de alguma reunião ou evento, que eu não estivesse o acompanhado: "Onde eu vou, sou o mais velho de todos." 

Percebendo, com certeza, que apesar da idade, ainda, estava na ativa, atuante, participando das reuniões e eventos do cotidiano, político ou não , com os mais jovens. E isso, a meu ver, lhes fazia muito bem, tanto para ele quanto para os outros, uma vez que, pelo que conhecia dele e dos outros, havia troca entre eles de jovialidade x experiência e capacidade testada, vamos assim dizer, que fazia bem para todos. 

Milton não tinha dificuldade de se relacionar com as pessoas mais jovens. Muito pelo contrário; embora, existisse muito respeito por parte dos mais novos por ele, a meu ver, havia também um clima de descontração - com bate papo informal, jogando conversa fora, risos, principalmente, por ter uma gama abrangente de  conhecimentos e informações de Literatura, música, esporte, política, História , Geografia, etc, podendo transitar sobre vários assuntos.

Milton tinha uma autoestima excelente, assim, como meu filho relatou em seus textos; mas não de uma vaidade externa, e sim, interna. A autoestima dele  estava além dos aspectos externos com a aparência.  Estava mais, modéstia a parte, relacionada ao seu autoconceito, sua autoeficácia e sua autoconfiança - isto é, a percepção dele sobre  sua capacidade e valorização profissional e o seu reconhecimento pessoal sobre si mesmo, perante as pessoas que estavam a sua volta, e pelo fato  de ter conseguido atingir parte dos seus objetivos. 

E tanto a sua valorização profissional quanto o seu reconhecimento pessoal atingiram seu ápice bem antes da sua partida, adquirindo mais🎈🎈

segunda-feira, 7 de março de 2022

A nossa casa

Desde criança, atribuímos valores sentimentais aos objetos e também aos lugares. Quem não se lembra dos primeiros brinquedos, dos primeiros livros e cadernos que tiveram? E de lugares ? A primeira casa, a primeira escola... a primeira viagem... 

A nossa casa, então, é como se fosse o nosso primeiro berço - não esqueço de que, quando era criança, morávamos em uma fazenda, e meu pai resolveu arrendá- la, e nunca mais voltamos naquele lugar, durante todo o tempo do arrendamento... cinco anos...E para uma criança foi tempo demais... não esquecia da casa, da bica d'água e do quintal, principalmente - cheio de árvores frutíferas antigas, com muitos pássaros, que aproveitavam as frutas do tempo...manga, laranja, jabuticaba, jambo, mexerica, cajus, etc. 

E para onde mudamos era um lugar novo que não tinha plantações comuns dos quintais velhos. Para começar, a água era de cisterna...meu pai tinha que puxar a água do poço com um balde...não parecia fazenda. Então, "morria de saudade" da antiga Fazenda Velha do Arroz, com bica d'água, quintais sombrios, até macios de tantas folhas secas das velhas mangueiras e jabuticabeiras, enquanto na nova muito sol.

Assim, com certeza, não esquecerei, jamais, da nossa casa também em Caiapônia. Que fica na avenida Araguaia, número 19. No centro. Onde vivi quarenta e dois anos com o meu saudoso marido e com os nossos dois filhos! É uma casa simples, espaçosa, mas, em meados de 1980, foi uma das melhores casas da cidade. Hoje, está velha. Fizemos apenas duas reformas. 

Com certeza, os próximos moradores irão falar que aquela casa foi nossa. Seu quintal é imenso! Cheio de goiabeiras. Ah, quantos doces e geleias, eu fiz. Com certeza, sentiremos saudades dos momentos bons que ali passamos.

 Tínhamos um projeto de construirmos uma "senhora casa", com área de lazer, piscina e tudo mais. A planta já estava pronta, e logo que as chuvas passassem, iríamos começar. Eu não esqueço, que o Milton, sempre, me dizia: "Nilva, essa casa vou fazer para você". 

 Sempre, cobrava dele uma casa mais confortável para podermos receber melhor as nossas visitas. Mas, na
verdade, ele nunca se preocupou muito. Para ele, aquela casa estava "passando de boa". Não tinha a mínima vaidade com essas coisas. Queria mesmo era comprar outra fazenda. 

Agora tudo perdeu o encanto. Vou na fazenda, tbém tudo está triste. Tudo perdeu o valor para mim. Como disse minha filha : "Pensei que nunca venderíamos aquela "casa" de Caiapônia, ficaria lá para sempre. Mas não tem mais sentido continuarmos com ela, é como aquela mesa que perdeu o pé...com a perda do meu pai, ela ficou manca". 

E interessante essa comparação dela, com a minha: com a falta dele, sinto que perdi tbém um membro. Perder o companheiro é como perdesse um lado do seu corpo. O Milton sempre me deu muita segurança, era muito independente, muito trabalhador e tudo isso me passava grande expectativa de vida cada vez melhor, além de muita esperança. Junto dele, sentia que crescíamos e vivíamos em paz. 



sexta-feira, 4 de março de 2022

Apesar da correria da vida... celebrava cada momento...

Nossa vida foi feita de pequenos, médios, grandes acertos e, também, desacertos. E dentre os poucos ou grandes feitos realizados, meio a correria da vida,  alimentados pela esperança e pela
grande vontade de crescer e avançar,  Milton sentia que havia conseguido atingir parte de seus objetivos.

Sem ambição. Nada era desmedido! Nada de luxo! Nada vindo da pauta e dos padrões dos outros, mas do seu desejo - natural e dinâmico de viver. Que, sempre, via motivos para celebrar as suas e as nossas vitórias.

E independente do tamanho de cada uma, demonstrava alegria por aquilo que ele ou nós, nosso filho ou nossa filha, netos, familiares, amigos desejávamos e conseguimos conquistar.

E foi com essa demonstração de prazer e de contentamento por parte dele que nos motivou a nos autovalorizarmos, e as pessoas reconhecerem em nós o nosso valor, também; por tudo que éramos e passamos para chegarmos até aqui.

O Milton, embora, fosse muito preocupado com os problemas, do dia a dia, procurava não ficar muito focado naquilo que o decepcionava. Preferia esquecer. Batia os pés, tirava a poeira e bola para frente! Amanhã é outro dia 🙂. Agradecia a Deus pelo que tinha conseguido alcançar e continuava a caminhada.

Tinha algo natural que eu o admirava muito, e com certeza, todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele, também - que era a graça de celebrar as suas conquistas pessoais, as dos familiares, as dos amigos e as dos colegas. As dos nossos filhos e netos, então, seus olhos brilhavam de contentamento. 

Não esqueço da sua felicidade quando nossos filhos formaram e quando me formei também. Quando passei de beca pelo corredor, seus olhos brilharam. Ele admirava o curso de Letras e tinha vontade de fazer. 
Gostava de Literatura, e tinha muita afinidade com os poetas e literatos até mais do que eu.

Quando eu estava escrevendo o meu primeiro livro, demonstrava entusiasmo, receptividade e paciência ao ouvir as minhas leituras, e isso só me recarregava de energias. Lembro - me que pensamos até na capa;  no começo, pensamos na imagem de uma borboleta pousando em uma flor, fazendo uma analogia com o título do livro e com a sua metamorfose. Mas depois, pensamos em outras. A editora disse que iria elaborar duas opções de capa, e  depois escolheríamos. Mas achamos que, embora, bonitas, não eram bem o que a gente queria. 

Aí, depois que ele já havia partido, a moça da editora, me disse, porque não escolheria uma de minhas fotos, e optei por uma foto dele pescando com os netos, e achei linda. 

 Independentemente do que fosse, ele vibrava, festejava... não com festa, mas com uma alegria radiante. Poderia ser profissionalmente, quando fazia uma boa defesa no Tribunal do  júri, nas ações ganhas ou algo que havia conseguido realizar. 

Quando terminava de quitar algo - a casa própria, um carro, uma fazenda - tudo, nas vitórias políticas, nas realizações de pendências jurídicas ou politicas, etc, e mesmo não sendo religioso, sempre, dizia: graças a Deus. 

E foi Deus, eu tenho certeza, que nos ajudou. Sem Ele não teríamos conseguido chegar até aqui. Quando olho para trás, posso enxergar cada passo, cada decepção e cada vitória, e com a experiência que tenho, hoje, não sei se conseguiria fazer o mesmo caminho de volta. Acredito que nem o Milton conseguiria. 

"Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou. Assim, tudo é regido pela dialética, a tensão e o revezamento dos opostos. Portanto, o real é sempre fruto da mudança, ou seja, do combate entre os contrários". ( Heraclito)

Não foi fácil! Mas como disse Bráulio Bessa, o poeta nordestino, "o futuro é obscuro/e às vezes é no escuro/ que se enxerga a direção". E, com certeza, foi.