Não me lembro de reclamar, que estava ficando velho, e tal. Embora, no final dos tempos, sempre, me dizia quando chegava de alguma reunião ou evento, que eu não estivesse o acompanhado: "Onde eu vou, sou o mais velho de todos."
Percebendo, com certeza, que apesar da idade, ainda, estava na ativa, atuante, participando das reuniões e eventos do cotidiano, político ou não , com os mais jovens. E isso, a meu ver, lhes fazia muito bem, tanto para ele quanto para os outros, uma vez que, pelo que conhecia dele e dos outros, havia troca entre eles de jovialidade x experiência e capacidade testada, vamos assim dizer, que fazia bem para todos.
Milton não tinha dificuldade de se relacionar com as pessoas mais jovens. Muito pelo contrário; embora, existisse muito respeito por parte dos mais novos por ele, a meu ver, havia também um clima de descontração - com bate papo informal, jogando conversa fora, risos, principalmente, por ter uma gama abrangente de conhecimentos e informações de Literatura, música, esporte, política, História , Geografia, etc, podendo transitar sobre vários assuntos.
Milton tinha uma autoestima excelente, assim, como meu filho relatou em seus textos; mas não de uma vaidade externa, e sim, interna. A autoestima dele estava além dos aspectos externos com a aparência. Estava mais, modéstia a parte, relacionada ao seu autoconceito, sua autoeficácia e sua autoconfiança - isto é, a percepção dele sobre sua capacidade e valorização profissional e o seu reconhecimento pessoal sobre si mesmo, perante as pessoas que estavam a sua volta, e pelo fato de ter conseguido atingir parte dos seus objetivos.
E tanto a sua valorização profissional quanto o seu reconhecimento pessoal atingiram seu ápice bem antes da sua partida, adquirindo mais🎈🎈
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