sexta-feira, 25 de março de 2022

Embora, seja descendente de fazendeiros, meus avós eram, meu pai, meus tios também foram, e tenha um vasto conhecimento sobre os afazeres domésticos femininos, e tenha sido criada até os meus 10 anos de idade na fazenda, não fui muito focada ao mundo do agronegócio.

Mas, casei com um advogado que tinha o sonho de ser fazendeiro. Que lutou e conseguiu ter a sua fazenda tão sonhada, ter o seu gado Gir, ter o seu gado Nelore, e ter alguns alqueires de terra para o plantio de soja.

E, envolvida com os afazeres do Lar e da família, virei professora, e por isso, talvez, fiquei um pouco à margem... alheia ao mundo da administração do campo e dos negócios agropecuários, não por questões de gênero, mas por não ter tempo e ter um esposo que tomava conta de tudo com sucesso.

E quando o Milton faleceu, meu mundo caiu, foi como tivesse perdido um de meus membros... não foi fácil para mim e para meus filhos administrar. Sentia insegura, sentia medo de ser passada para trás, medo de pôr o patrimônio que meu marido conseguiu com tanto esforço, depois de mais de quatro décadas, a perder. 

 Mas Deus têm nos dado muita força. Milton também vinha trazendo as coisas com uma certa rotina que tinha, também, uma certa ordem, e fomos seguindo os seus passos, sem pressa, mas com zelo.

De repente, o compromisso, tbém, foi nos chamando...e precisamos estar atentos a tudo... aos preços de soja, que sobe e desce todos dias, e assistir ao leilão de gado, duas atividades que nem sonhava em fazer. Principalmente, porque não imaginaria que Deus levaria o meu companheiro tão cedo!

Então, o conselho que dou para as mulheres é ficarem mais atentas a essas atividades, e participar do mundo dos negócios de seus maridos. 

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