sábado, 31 de julho de 2021
28-Só o tempo dirá
A morte da flor
terça-feira, 20 de julho de 2021
24-Final de tarde... e o grito do silêncio
domingo, 18 de julho de 2021
7 Profissão-Formatura - oficialmente advogado ( capítulo 7)
Muitas dúvidas e receios fazem parte dessa fase; afinal, ele não conhece na prática o que aquela profissão exige, só aprendeu teorias e poucas aulas práticas, próximas de um professor para tudo que precisar. E aí saber lidar com alguns possíveis ‘nãos’, que a própria inexperiência vai lhes mostrando, além da competitividade e insegurança, daquele início da carreira, não é e nunca foi fácil, principalmente, para o recém-formado pobre, porque quando é rico é diferente. No começo, a família ajuda, e tudo fica bem. Mas o pobre, não, tem com quem contar. É só com ele).
Além de recém- formado, era recém-casado, recém - pai, e recém-morador - em uma cidade nova. Então, é muita coisa para se adaptar.
OAB-GO LAMENTA MORTE DO ADVOGADO MILTON FERREIRA DA SILVA
É com profunda tristeza que a Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) comunica o falecimento do advogado Milton Ferreira da Silva, aos 68 anos, ocorrido nesta sexta-feira (26/02), vítima de Covid-19.
Com larga experiência na advocacia pública, especialmente na área administrativa, foi procurador do município de Caiapônia em várias gestões e atuou como advogado por 42 anos.
Neste momento de luto, a OAB-GO, por meio de toda Diretoria e Conselho Seccional, externa condolências aos familiares e amigos por esta triste perda e roga a Deus para que conforte a todos."
sexta-feira, 16 de julho de 2021
Viver é ( livro)
quinta-feira, 15 de julho de 2021
Baianos em terras goianas
Meu povo...
Trazer o quê foi vivido pelas gerações passadas, através de relatos e também da fotografia, nos permite, além de passar conhecimentos e mostrar práticas de um tempo que ficou para trás, aos jovens e crianças; homenagear também àquelas mulheres e àqueles homens que aqui viveram; quando não existiam rodovias asfaltadas, luz elétrica, água encanada, planos de saúde, aposentadoria, escola para todos, e um "monte de coisas" que a tecnologia e a eletricidade tanto facilitaram a nossa vida.
Tempo de vida difícil, trabalho grosseiro, pesado, realizado sob o sol escaldante ou chuva, proveniente da falta de maquinários e eletrodomésticos, e por isso, as famílias tinham que preparar a terra com os próprios braços, com a ajuda apenas da enxada ou da foice sobre os ombros; plantando ou colhendo para o próprio sustento da família. De mulheres que lavavam roupas nos córregos, com sabão de "bola" ou de diquada. E ali lavando as roupas, os pensamentos vinham de uma vida melhor para seus filhos... quem sabe poder formar e ter uma vida melhor. Que catavam o feijão sujo lá da roça de "toco", para cozinhar no fogão a lenha, que pegavam lá no mato para cozinhar a comida, nas panelas pretinhas de carvão, que devido ao cheiro de fumaça deixava a comida defumada, e por sinal muito gostosa.
Famílias essas oriundas das classes menos privilegiadas de diversas partes do país. Que, embora vivessem de forma precária - muito sofrimento, muito trabalho, falta de acesso a quase tudo, aínda, trazem registrado em suas memórias nítidas lembranças, até saudosas, por incrível que pareça, de cada momento que aqui passaram. E... fazem questão de contribuir; e, nos fazem de forma tão carinhosa e expressiva, estabelecendo, desse modo, uma relação importante de informação do passado, do jeito que viviam, às gerações que não conhecem.
Embora, sejam imagens reveladoras, por trás das residências paupérrimas e vestes surradas pela lida com a terra e com os animais... revelam uma história de um povo simples, sofrido, que vivia na terra e da terra. Que ali enterrou o seu umbigo, no mourão da porteira, com a esperança de ser rico, e não sair dali jamais!!
Povo, que logo cedo, pedia aos pais, tios e avós as suas bênçãos, que respondiam" com um "Deus te abençoe". Que jogava o dente mole, no telhado, e dizia: que daria um dente podre para ganhar um são. Que cobria o espelho em dias de chuva. Chuva que era verdadeira tempestade. Tantos trovões e relâmpagos! Não tinha esse "filho de Deus" que não pegava a sua Bíblia ou o seu Evangelho e orava até a chuva cessar.
Povo que tinha os pés parecidos uns "cascos"... meu avô paterno não conhecia nem dinheiro... gostava muito de caçar, andava descalço pelo mato, e não se espetava seus pés com nada, que eu me lembro, não reclamava. A mão parecia mais uma lixa... lembro de meu pai e tios... mão grossa de calos da lida manual com as ferramentas.
Que fumava cigarro de palha, e não tinha medo de ficar doente, embora soubesse que lhes podia causar tuberculose, doença que matava naquela época. Hoje, não mata mais. Mas tem um tal de Corona vírus, que vem matando tanta gente, e suas famílias não podem nem se quer enterrar seus mortos.
E quem pensava que seus pais e seus avós tinham vida ruim, não sabia o que estava falando...
Obra sem nome
quarta-feira, 14 de julho de 2021
13-Houve um tempo
domingo, 11 de julho de 2021
A sua biblioteca
A informação deixou de estar estritamente ligada ao livro para ser uma entidade presente em vários suportes. “A informação não é avaliada pelo suporte físico, mas sim pela sua utilidade, e ela agora pode ser reprocessada ao gosto do freguês.”(SILVA; ABREU, 1999, p. 102)."
quinta-feira, 8 de julho de 2021
O quintal da minha avó é um guardião de memórias
O quintal da minha avó
Era um guardião de memórias
Eu me lembro que entre roseiras
Hibiscos, hortelã e flores do sabugueiro
Tinha uns pés de couve
E um coxinho de cebolinhas verdes.
Seu quintal era uma farmácia
Ninguém pagava nada
E saia com as mãos cheias
Só lhe pagava com um sorriso
E com um "muito obrigada".
Minha avó era prosa
Tinha uma conversa agradável
Sua casa estava, sempre, cheia
De conhecidos, parentes e amigos
Sempre tinha algo
Para lhes oferecer
Antigamente era assim
Ninguém saía de lá sem provar
Seu café amargo, seus licores
E seus doces de caju, laranja
Ao som de uma vitrola antiga.
O quintal da minha avó é um guardião de memórias
Minha avó materna gostava muito de plantar. Seu quintal, na cidade, era todo plantadinho de várias espécies de plantas. Além das cebolinhas, pés de couve, remédios caseiros para quase todos os tipos de doenças, plantados em latas e coxinhos, também tinha grandes árvores 'guardiãs de memórias", como: um cajazeiro, uma jaboticabeira e um cajueiro. Em seu quintal tinha também algumas frutas do cerrado, como um pé de gabiroba e um de pitanga, que ela fazia questão de dizer "quem planta tem".
Lembro - me bem...Para ela era um prazer ter frutas, do seu quintal, para oferecer aos parentes e amigos. Sempre que podia, fazia também licor das frutas mais aromáticas do cerrado ou não, como: jenipapo, jabuticabas, murici, cajuzinho do campo e outras. Ela fazia também doces ou geleias das frutas.
Ela aproveitava bem as frutas do tempo. Ela mesma não comia muito doce e nem bebia licor, mas gostava de fazer para oferecer às visitas. Sempre que alguém lembra dela, fala dos seus deliciosos licores e do seu bom papo.
Tinha uma conversa agradável. Sabia muito bem receber. Sua casa estava, sempre, cheinha de gente. E, nunca, suas visitas a pegavam desprevenida, pois sempre tinha algo para lhes oferecer. Ninguém saía de lá sem provar de todos os tipos de seus licores e doces ao som de uma vitrola antiga. Rsrsrsrs. E se o "sujeito" gostasse, saía de lá quase tonto...
É brincadeira....!! Mas quem não gosta de uma boa prosa, hein!! "De alguém que esteja totalmente presente de você, quando estiver na sua presença."
Uma das melhores sensações do mundo é saber que a sua presença realmente é algo que significa muito para alguém. E a única maneira de deixar que seus amigos saibam disso, é mostrar-lhes quando você está com eles. Sem estar com a televisão ligada, ou com o telefone, ou olhando no relógio...como hoje.
Na verdade, hoje, são pouquíssimas pessoas que recebem visitas. O seu horário em casa é quase sagrado, é um momento para receberem as refeições, quando fazem em casa, ou para descansarem no final do dia. Ninguém tem muito tempo.