sábado, 31 de julho de 2021

A morte da flor

Cada um é um ser raro.... especial

Hoje, lembrei- me de um texto, que há muitos anos, li para meus alunos na sala de aula.
O texto narra a história de um pai que deu de presente para sua filha um lindo vaso de uma planta rara, que dava belíssimas flores. 

E a filha com os grandes encargos do dia a dia, esquecia de regar a sua planta, olhava de relance, lá estava bonita, passava, até pensava, que precisava de regar, mas acabava esquecendo, um dia, mais outro, mais outro, mais outro, passou uma semana, duas, três, quatro...um mês; percebeu que sua linda planta de flores vermelhas estava murcha; pensou deve ser o calor dos dias anteriores ou o vento daquela manhã, aproximou do vaso, e não acreditou no que estava vendo, sua planta estava toda seca, galhos, raízes, tudo. Estava morta

 Então, foi dizer ao pai que seu belíssimo vaso que ele lhe tinha dado havia morrido. Seu pai, sem querer ofendê- la, apenas, lhe disse: "pois é, e, agora, não posso fazer nada, não posso lhe dar outra, porque aquela era o último exemplar daquela espécie". 

Era  única, assim, como seu marido, seus filhos e sua mãe, e que se um deles morrerem, ninguém poderá substituí-lo. 

E, assim, pensei... mesmo tendo a consciência plena de que cada um de nós é único; lembrei- me dos meus entes queridos que já se foram. Ninguém, mas ninguém mesmo poderá substituir meu pai, a minha mãe e, finalmente, o meu marido. 

Cada um é um ser raro, especial. E o traço, que cada um deles torna especial, é a diferença que cada um traz consigo. Diferenças essas que as marcam em um contexto restrito de pessoas ou não. Mas que os faz ser o José, meu pai, a Esmeralda, minha mãe, e o Milton, meu marido. 

Milton, há uns três meses, passou para o plano espiritual. E, às vezes, é difícil aceitar a morte, de repente aquela pessoa que tínhamos ali, sempre, junto de nós, animado, cheio de planos, é acometido por um vírus, e sai da nossa vida, num dia que não foi previsto, e vai.

Conversando com minha filha, que fica indignada com as omissões de certas pessoas perante os protocolos que protegem a vida ou com o meu filho que é mais estudioso da Bíblia, eu fico a questionar o sentido da vida, depois que um ente querido morre.

Não é muito fácil aceitar... Só Deus e o tempo para nos conformar.

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