segunda-feira, 21 de novembro de 2022


Para realizar este Trabalho de Conclusão de Curso  e seguir meu sonho de estudar moda, tive como minhas maiores inspirações as mulheres da minha família. Todas elas possuem histórias que me inspiraram e me ensinaram a ser forte, além de me levar a compreender a importância de ter uma carreira profissional. 

Acredito que o amor por moda foi compartilhado de geração a geração. Minha bisavó paterna era costureira e minha avó, não só seguiu os mesmos caminhos como foi além, e abriu uma loja de roupas. Hoje, mesmo com idade avançada, minha avó continua ativa nos trabalhos manuais com seus tapetes de crochê, mantendo esse hábito como uma fonte de renda e também passatempo, assim como as mulheres bérberes. Minha tia Leandra, irmã da minha mãe, também foi uma grande inspiração para esse trabalho. Ela era professora até 2012, quando foi afastada do trabalho ao receber um diagnóstico de câncer de mama. Como forma de terapia alternativa ela abriu uma marca de porta guardanapos, todos feitos, manualmente, por ela. Minha tia era muito habilidosa, delicada e fazia tudo com muito amor. Infelizmente, faleceu em 2017 por complicações do câncer. 

Essa marca uniu ainda mais a nossa família, uma vez que, eu, minha mãe e irmã começamos a participar de todos os processos da marca, o que me fez ter mais contato e admiração por trabalhos manuais. 

Cresci admirando esse mundo de cores e estilos, e cada vez mais, tinha certeza que gostaria de fazer parte dele, para poder ajudar as pessoas a se sentirem melhor, mais confortáveis, sem deixar de estarem estilosas com o que se vestem.  İnspirei muito também no trabalho e trajetória das mulheres bérberes para criar a coleção “Tecer” e, assim como elas, poder me comunicar através da arte no vestuário. É uma coleção que traz o trabalho manual como protagonista, com muitas maquetes têxteis e cordões, valorizando o processo e nós, assim, como são feitos os tapetes produzidos pelas bérberes, mas trazendo para a minha realidade, cultura e visão do mundo.

Para mim, foi muito especial poder homenagear o trabalho das mulheres bérberes, assim, como as mulheres da minha família, que são talentosas e usam desse talento uma forma de se sustentarem. 
       
       Esse trabalho é uma homenagem e um grito por todas as mulheres.


Minhas maiores inspirações para realizar este Trabalho de Conclusão de Curso  e seguir meu sonho de estudar moda foram as mulheres da minha família. Todas elas possuem histórias que me inspiram, me ensinaram a ser forte e sobre a importância de ter uma carreira profissional. E, para mim, foi muito especial poder homenagear o trabalho das mulheres bérberes que assim como as mulheres da minha família, são talentosas e usam desse talento como forma de sustento. 
          Acredito que o amor por moda foi compartilhado na minha família e passado de gerações em gerações. Minha bisavó paterna era costureira e minha avó, não só seguiu os mesmos caminhos como foi além e abriu uma loja de roupas. Cresci admirando esse mundo e cada vez mais tinha certeza que gostaria de fazer parte dele. Hoje, mesmo com idade avançada, minha avó continua ativa nos trabalhos manuais com seus tapetes de crochê, mantendo esse hábito como uma fonte de renda e também passatempo, assim como as mulheres bérberes.
          Minha tia Leandra, irmã da minha mãe, também foi uma grande inspiração para esse trabalho. Ela era professora até 2012, quando foi afastada do trabalho ao receber um diagnóstico de câncer de mama. Como forma de terapia alternativa ela abriu uma marca de porta guardanapos, todos feitos manualmente por ela. Essa marca uniu ainda mais nossa família, uma vez que eu, minha mãe e irmã começamos a participar de todos os processos da marca, o que me fez ter mais contato e admiração por trabalhos manuais. Minha tia era muito habilidosa, delicada e fazia tudo com muito amor. Infelizmente, faleceu em 2017 por complicações do câncer. 
          Me inspirei no trabalho e trajetória das mulheres bérberes para criar a coleção “Tecer” e, assim como elas, poder me comunicar através da arte e vestuário. É uma coleção que traz o trabalho manual como protagonista, com muitas maquetes têxteis e cordões, valorizando o processo e nós dos tapetes produzidos pelas bérberes mas produzido para minha realidade, cultura e visão do mundo.
          Esse trabalho é uma homenagem e grito por todas as mulheres.

terça-feira, 15 de novembro de 2022

 O Tempo


Quando vc olha para o relógio, já chegou a hora do jantar...

Antes mesmo que vc se dê conta chegou o final de semana ...

Quando vc olha o calendário, já acabou  outro mês...

E sem se dar conta, um outro ano vai começar...

Quando vc é criança, olha para os seus avós e se pergunta

Quantos anos me servem para chegar na idade deles?

Quando vc chega naquela idade e olha para trás e se pergunta:

Como é possível que os anos tenham passado tão rápido assim...?

Sem que vc se dê conta, os anos passam

E quase sempre vc adia as coisas que são realmente importantes na vida

Passar o tempo na companhia dos próprios filhos, família, amigos


Muitas pessoas transcorrem os anos melhores de suas vidas em uma eterna corrida para o sucesso e o dinheiro...

Sem pensar que um dia a vida irá acabar,e não poderemos deixar para "depois" tudo aquilo que não cuidamos 

Deveríamos cancelar nos dicionários as palavras " depois " ou "mais tarde", e mudá- Las para "agora" e "hoje."

Geralmente pensamos" depois ligo " "Faço isso mais tarde".

Deixamos tudo para depois, como se o depois fosse a solução.

Temos que entender que com o tempo muidam as prioridades.

Depois perdemos o entusiasmo

Depois arriscamos chegar tarde

Depois as crianças crescem e vão pela própria estrada

Depois o tempo passa e as oportunidades vão embora

Depois a vida acaba

O tempo é como um rio, vc nunca tomará banho na mesma água,
Porque a corrente a leva embora e nunca voltará.

Lembre- se que o ontem e o amanhã não existem.

O QUE CONTA É  HOJE 

O tempo é a moeda de sua vida. É a única moeda que vc tem, e somente vc pode decidir como usará.












sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Fala de Yasmin, filha do Sr Antônio Moraes, relembrando com saudade do Milton

"Hoje, revendo a galeria do meu celular, achei uma foto da última volta no carro de boi, com o Sr, Milton Ferreira, que foi de muita alegria, prosas e rizadas... 

Gostava tanto de quando batíamos um papo juntos, eu, você, Nilva, e os meus pais.
Você, Sr Milton, sempre, ia lá em casa... todo final de semana... Agora, é tão triste ir para fazenda, passar o final de semana inteiro sem a sua presença... Mas saiba que você sempre estará guardado em nossos corações, com ótimas lembranças!!"

terça-feira, 27 de setembro de 2022

terça-feira, 20 de setembro de 2022

Cada um de nós tem a sua vida, e é a narrativa vivida por alguém e contada por outra pessoa que nos diferencia, criando a sua própria história. Única e inigualável.

E enquanto membro de uma sociedade, uma pessoa pode ser personagem de várias histórias, trazendo em tona a sua identidade não como um fato isolado, mas como um todo. 

E toda vida humana pode ser contada. E a biografia fornece informações importantes para a formação da identidade dos seus descendentes, revelando características interessantes, também, sobre o lugar e sobre a época que viveram.

E muitos questionam sobre os seus atos. E quando foi uma pessoa pública 

Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você.

quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Homenagem de Júlia, sua sobrinha neta

Hoje o céu acordou mais cinza
Mais frio ... menos acolhedor
O sol quase não apareceu 
E as folhas das árvores
Balançavam com o vento

Hoje não foi um dia alegre
Mas também não foi o pior
Ter a consciência de que algo acabou
E que não volta...dói
Mas saber que ele aqui
Vai estar vivo na nossa memória
para o resto da vida...nos conforta

Sabe... pessoas vêm e vão
Esse é o ciclo da vida... afinal 
Tudo que nasce tbém morre
E... o importante nisso
É saber se vc realmente fez
Dessa pessoa alguém...

No final, realmente, ele sempre
Foi importante para nós.
Sempre, se fez presente
E deixou muitas lembranças.

Homenagem de Júlia, filha de Carolina,  sobrinha do Milton, no dia de sua triste partida. 




 

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Bibliografia

ABREU, Rodrigo. Relacionamento perfeito: como construir um relacionamento saudável. 2022. Disponível em: diegotinoco.com.br. Acesso em 12 set.2022.

ABREU, Silva. Entre o passado e o presente: as visões de Biblioteca do Mundo Contemporâneo. 2005. Disponível em: Revista ACB. V.10 n.2 (2005). Acesso em 12 set. 2022.

ALVES, Rubem. Do Universo à Jabuticaba. (crônicas). São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2010). Acesso em: 22 set 2022.

....... Disponível em: https//. WWW.pensador.com. Acesso em: O4 set.2022.

ANDRADE, Carlos Drummond de. Armazém de textos. 2018. Disponível em: https//WWW.blogger com. Acesso em 08 set. 2022.

BARBOSA, Rui. Discurso Oração aos Moços. Nota: Trecho do discurso proferido no Senado Federal, em 1914.
Disponível em: https//. WWW.pensador.com. Acesso em: O4 set.2022.

BESSA, Bráulio. A corrida da vida. 2018.  Disponível em: https://brauliobessa.com. Acesso em: 26 set 2022.



BUARQUE, Chico. Disponível em: https://m.letras.mus.br. Acesso em: 02 set. 2022.

BUSCAGLİA, Leo. A morte nos ensina a transitoriedade de todas as coisas. Sem data.  Disponível em: https:// www. pensador.com. Acesso em: 27 set 2022.

CANDELORO, Raul. Reconheça alguém apaixonado pelo que faz!. 2006. Disponível em: https:// administradores.com.br. Acesso em: 21 set 2022.

CARPINEJAR, Fabrício. BOCA DE FOGÃO PREFERIDA. 2022Disponível em: https://www. portalraizes.com. Acesso em: 26 set 2022.

CARTOLA. As rosas não falam.Ano de lançamento: 1976. Disponível em: https://m.letras.mus.br. Acesso em: 02 ser.2022.

CORALINA, Cora. Moradores relembram Cora Coralina no Dia do Vizinho, na cidade de Goiás. 2014.  Disponível em: https://g1. globo, com. Acesso em: 22 set 2022.
CURY, Augusto . Disponível na Revista Época. Acesso em 10 set. 2022.
_______________Disponível em: WWW. pensador, com. Acesso em 18 set 2022.

DE MASI, Domenico. Disponível em: pratariabonfim.com.br. Acesso em 03 set. 2022.

ÉFESO, Heráclito de. Disponível em: https://www.pensador.com. Acesso em: 26 set. 2022.

FERRARİ, Juliana Spinelli. Papel dos pais na educação: a dimensão emocional da formação. Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br. Acesso em: 21 set 2022.

FOZ, Adriana. O hábito é normal e faz bem a saúde. 2020. Disponível em: https://WWW Tapurah.com. Acesso em 19 set 2022.

FREITAS, Nelson. Quem você pensa que é? O vídeo está disponível no canal YouTube Nelson Freitas OFICIAL, publicado em 2/junho/2022. Acesso em 21 set 2022.

FREUD e LACAN.......

GUİMARÃES, Camila

HARRIS, Amy. Por que precisamos da história agora mais do que nunca. 2018.  Disponível em: WWW.familysearch.org. Acesso em 19 set 2022.

HERÁCLİTO 

LUFT, Lya. 

MACINTYRE, Alasdair. Apud Bruno Anunciação Rocha (2014)..Ensaio sobre a importância das obras biográficas na construção da identidade. Disponível em : jurídicocerto.com. Acesso em : 21 set 2022. 

MEIRELES, Cecília. Disponível em: WWW. pensador.com. Acesso em: 20 set de 2022.

MELO, Fábio de. Disponível em: WWW. pensador.com. Acesso em: 5 set 2022.

MELO, João Cabral de. Disponível em: https://WWW.jornaldepoesia.jor.br. Acesso em 17 set 2022.

MONTEİRO, Pedro Paulo. O tempo não tem idade. 2011. Disponível em: https://www.amazom.com.br. Acesso em : 26 set.2022. 

MULLER, Alexander. O Que É Complexo De Inferioridade? Sintomas, Causas E Tratamento. 2021Disponível em: https://clínicadepsicologianodari.com.br. Acesso em 25 out. 2022.

MUSSAK, Eugênio. Por que somos eternos insatisfeitos. 2014. Disponível em: uol.com.br. Acesso em: 16 set 2022.

OSHO. Medo: Entenda e aceite as inseguranças da vida. Disponível em: https://www. Amazon. com. Acesso em: 27 set 2022.

PRADO, Adélia. Disponível em: 1https://www.pensador.com. Acesso em: 26 set. 2022.

QUINTANA, Mário. Disponível em: https://www.pensador.com. Acesso em: 26 set. 2022.

REBELO, Lurdes. Disponível em:
https://www.facebook.com. Acesso em: 26 set. 2022.

SPARZ, Ana. Disponível em: WWW.. pensador. com. Acesso em 21 set 2022.

WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. Diretas Já. Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org. Acesso em: 26 set.2022.

LUNA, Pérola Juliana.

BERNARDES, Carmo 
http://www.dm.com.br/opiniao/2018/10/jamais-esqueceremos-carmo-bernardes?_=amp
SARTRE, Jean-Paul. Disponível em:https://www.pensador.com. Acesso em: 26 set. 2022.

ROSA, Guimarães. https://www.pensador.com. Acesso em: 26 set. 2022.


sábado, 30 de julho de 2022

Obs:. Texto nº 1 - Vasculhando a intimidade poderia ficar como prefácio. 

Depois do prefácio, abrir um capítulo intitulado: "Quem sou eu ? De onde vim... " , Que entrariam os textos números 2,3,4,5 e 6. Pode colocar na ordem. 1,2,3,4,5.

 Texto n⁰ 2 -Faço parte dessa história

Texto n⁰ 3 - "Minha vida". Obs:. Esse primeiro parágrafo é uma hepígrafe.  

Texto n⁰ 4 - Sou mineiro por engano

Texto n⁰ 5 - Reminiscências (trocar o título por Meus pais viveram como nômades ).

Texto 6- "Mudança para Jataí" . Obs:. Neste texto, acredito que depois do vigésimo parágrafo - tem uma frase - "A invasão e o impulso para dominar e superar os obstáculos", que pode ser negritada, porque é um título, ou seja, outro texto.

Esse texto número 7, pensei em tirá- lo dessa ordem, reserve-o. 

Depois desse primeiro capítulo com esses subtítulos, abrir um segundo capítulo intitulado "Lembranças Eternas", que poderá vir aquele texto que enviei, depois desses, intitulado "Momentos que ficaram eternos", que vêm incluído os subtítulos "Namoro no tempo das cartas" e "Primeira Serenata".

Aí poderia abrir um subtítulo "Casamento", que colocaria fotos de nosso casamento.

Nascimento do nosso primeiro filho 
No ítem 60 tem um texto intitulado " Meu neto está chegando", que fala do Virgilio do 2⁰ ao 6⁰ parágrafos, por favor, acrescentar aqui.

Depois o subtítulo "Formatura".
Agora, oficialmente, advogado
Poderia colocar aqui aquele texto do item 18, até minha querida.  

Depois, virá as fotos da formatura dele.

Depois, poderia abrir um novo capítulo
"Mudança para Caiapônia", e viriam os subtítulos do texto do ítem 56 - Para onde vou não sei, só sei que irei.

 Depois o subtítulo As ruas da cidade falam por si - ítem 21.

Depois o texto do ítem 23: Período de Adaptação em Caiapônia 

Depois, Fecapoc

Depois o texto do item 24: Um ano residendo em Caiapônia 

Depois, o ítem 25, , item 26.







quinta-feira, 7 de julho de 2022

Calça jeans escura com aquela camiseta rosa

A noite, posso usar a camisa branca com aquela calça azul marinho

Sábado de manhã, posso usar... calça jeans com a camisa branca 

Domingo, posso usar 

sábado, 18 de junho de 2022

A reverência à memória dos nossos antepassados

Certo dia... ouvindo um monólogo do ator e humorista Nelson Freitas, através de um áudio, que o mesmo indagava sobre o grande número de pessoas que compõe uma família; atentamente, enquanto o ouvia, lembrei- me do Milton, com as suas indagações também, quando me dizia que tinha conseguido, através das suas leituras e pesquisas, retroagir 100 anos atrás à árvore genealógica da minha família - "Família Moraes de Jataí", e ficava, muitas vezes, impressionado... com a coragem, com a luta de todos para conseguir desbravar terras sem maquinários, sem estradas asfaltadas, sem nada... só com muita força de vontade,  coragem e trabalho. 

E Nelson Freitas começa já de imediato nos perguntando: 

“Quem você pensa que é? 

Poucas pessoas têm oportunidades ou até mesmo interesse em saber quem veio antes.

Imagina quanta gente que está misturada...  no seu DNA. Então, agora pense…Para nascer nós precisamos de 2 pais, 4 avós, 8 bisavós, 16 trisavós, 34 tetra avós, 64 penta avós, 128 hexa avós, 246 hepta avós, 512 octa avós, 1024 enea avós, 2048 deca avós . 

Só nas últimas gerações são 4094 pessoas. É gente para caramba!! İmagina,  juntar todo mundo... ia precisar do que? De um ginásio, né?

Isso tudo, só nos últimos 300 anos, antes de eu e você nascermos . 

Quem foram essas pessoas? De onde elas vieram? Quantas lutas, quanta pauleira, pauleira braba já viveram... guerras, fome, epidemias, catástrofes.

E mesmo elas não tendo a menor ideia que você ou eu estaríamos aqui hoje... quanto amor, quanta alegria, quanta vitória, quanta prosperidade, quantas características pessoais, não é?  Qualidades, defeitos, medos, virtudes, coragem e esperança… 

E quer você queira ou não, tudo isso está em algum lugar dentro de você, dentro das suas células. Está tudo aí ! E quando você for olhar o espelho da próxima vez… pare e pense nesse mundaréu de gente que te habita.

E nós só existimos, graças a tudo que cada um deles passou. Faz sentido né? Porque viver não é fácil. Sobreviver é um exercício diário.Hoje em dia, a gente aperta o o interruptor e a luz acende. A gente abre uma torneira e sai água. 

Lá atrás não tinha nada disso. Não tinha penicilina, não tinha raio x, não tinha anestesia...Passados 60 anos era um feito. E outra, a maioria dos nossos ancestrais nem nasceram aqui. Eles vieram de outros países. 

Como é que eles vieram parar aqui? 
De onde eles vieram? 
Quem juntou com quem? 

A reverência à memória dos nossos antepassados é parte do auto conhecimento, porque, sem entender essa origem, sem entender o seu passado, você não consegue criar referências para o seu futuro.

(Outro dia, eu ouvi o Mário Sérgio Cortella, que eu adoro, uma das mentes mais brilhantes que eu conheço. Ele falando uma frase de um filme que, apesar do contexto ser diferente, cabe muito bem aqui no nosso papo de hoje. E ele dissertava sobre “ O Resgate do Soldado Ryan”,  um filme extraordinário de Spielberg, onde um pelotão é designado para repatriar um soldado, que estava no front durante a invasão da Normandia na Segunda Guerra, é a primeira cena do filme e dura quase 15 minutos; talvez, mais, uma daquelas cenas antológicas desse gênero do cinema, o desembarque na praia na posição Omaha, que foi a mais difícil. 

E aquela saraivada de balas, aquelas câmeras subaquáticas, lembra? O sufoco dos soldados desprotegidos. É uma cena muito realista, muito impressionante, difícil de ver. E por que resgatar um soldado, enquanto outros milhares estavam perdendo suas vidas? Por que aquele soldado específico? 

Eu não vou explicar porque vai tomar muito tempo, só vendo o filme mesmo. Já tem 20 anos. Todo mundo já deve ter visto, mas, achar um pára-quedista perdido no meio de um inferno como aquele é uma missão que só o Spielberg pode cumprir. Não é verdade?

E quando encontram , finalmente, o tal soldado, interpretado pelo Matt damon, apesar de ele ficar devastado com a notícia da perda dos irmãos, ele não quer parar de lutar. Voltar para casa, ele não aceita. Ele acha que é dever dele continuar pela memória dos irmãos, mas acontece que vários outros morreram para que ele pudesse ser salvo. 

Esse é o dilema do filme. E quem não viu..... é melhor parar esse vídeo agora porque é apólise. Numa das cenas finais o Comandante da operação, o personagem de um dos monstros do cinema contemporâneo, Tom Hanks, é baleado e fica encostado numa mureta. E o Ryan vai até ele, e o capitão antes de morrer segura o jovem pelos colarinhos e diz pra ele “… faça por merecer…”)

“Faça por merecer”. Será que depois que tudo que passaram nossos ancestrais, toda a dificuldade , toda a resiliência, todo o sacrifício para criar os filhos, para que eles pudessem também criar os seus próprios filhos, e, assim, por diante, até chegarem em você e eu, aqui hoje. 

A pergunta é: nós fazemos por merecer? Por merecer a nossa existência, merecer a nossa vida; esse mistério magnífico que, mesmo não conhecendo toda a razão, nós participamos dessa vida, e que nós partilhamos com outras e outras pessoas que vieram antes de nós, e que no mínimo deveríamos honrar o que fizeram pela gente. 

O que uma mãe, um pai, uma avô, uma bosavó fez para ter comida na mesa, para te manter vivo, suplícios, às vezes, inimagináveis e andar quilômetros a pé, pegar três conduções para trabalhar, noites sem dormir, privações, sofrimentos. Atravessar o oceano num porão de um navio. Ser maltratado, humilhado, mas não desistir nunca dos seus. (Chorando)

Faça por merecer!! Não precisa ser nada demais! Se conseguir fazer com que os seus descendentes tenham o mesmo sentimento por você, quando não estiver mais por aqui... "então diga que valeu, valeu demais".

Valeu demais!!

Estou aqui pensando... O que nossos netos vão pensar do avô Milton? O menino pobre, que, como ele mesmo dizia,  teve que desbravar a pobreza, a falta de cultura; tudo para ser o que tornou. 

Com certeza, os de fora, se por acaso, lerem, podem pensar que foi fácil. Mas não foi. Estou aqui para testemunhar. 

Personalide forte e marcante

Ninguém duvida disso - Milton era daquelas pessoas que, como disse um dos meus tios, tinha suas próprias convicções e nunca deixou de defendê- las, pois  tinha segurança sobre o que falava e sobre a sua capacidade de lidar com determinada coisa.
 
 Existia algo que falava por ele, além de suas palavras - o poder de convencimento.  A energia que  depositava com o seu olhar, com o seu tom de voz, com o seu jeito de pisar não enganava ninguém. 

Assim, foi como advogado,1 como administrador e como pessoa perante os amigos, clientes e conhecidos!  

Perca a causa, mas não perca a sua credibilidade.
Quem distorce a realidade perde a credibilidade. Não sejam prolixos! Não empregue orações longas. Para convencer é preciso trabalhar com a realidade. Reconhecer a realidade. 









sexta-feira, 10 de junho de 2022

Se estivesse aqui, estaria completando 70 anos...

05/06/2022

 Se o Milton estivesse aqui, hoje, estaria completando 70 anos! Com certeza, seria uma data memorável para ele relembrar tudo que ele e nós passamos juntos!

Milton era uma pessoa que tinha uma “aura” muito expressiva, e mesmo não estando mais aqui, ela transita viva em nossos pensamentos, com o seu olhar tímido e atento, andar ligeiro e inquieto. 
 
E, por coincidência, na noite que antecedia o dia de seu aniversário, encontrei esse texto maravilhoso de Lurdes Rebelo sobre a vida, e achei muito interessante para o momento! 

A ÁRVORE E A VIDA

A vida, é como uma árvore
Folhas que nascem, folhas que caem
Não escolhem dia nem hora
Algumas nascem na primavera e permanecem por muitas estações
Crescendo, dando fruto, renovando-se firmes e fortes
Outras, caem antes do tempo, arrancadas pela força do vento,
Pela chuva, ou por outra qualquer razão
Os ventos do outono, ceifam as folhas amarelecidas, já caducas, que darão lugar a novos rebentos viçosos
Assim somos nós, enraizados na vida
Com a missão de crescer, florescer e dar fruto
E, tal como a folhagem das árvores
Alguns de nós, permanecemos cá por várias estações
Outros, partem muito antes do tempo, sem terem tempo para florir e dar fruto
Outros, porém, partem já velhos, com os seus frutos já maduros
E, muitos partem ainda, porque alguém, selvagemente lhes rouba a vida
Então, cuidemos da árvore, das folhas e amemos os frutos
Porque, assim como a folhagem das árvores, não escolhe idade, dia nem hora para cair
O ser humano, também não escolhe a idade, o dia nem a hora de partir!

Lurdes Rebelo
https://www.facebook.com/Pensamentoslurebelo/?ref=hl
ISBN: 978-989-691-496-7

Comentário emocionado feito por seu irmão José Ferreira...

"Sobre o meu irmão Milton - meu pai Milton - hoje, seria o seu aniversário... setenta anos...e nas últimas conversas que tivemos, sempre, ele falava com alegria que eu e ele estávamos ultrapassando todos os limites da família...(rsrsrsrrsr).

İsso levando em consideração meu pai e meus irmãos que foram, todos novos, com sessenta anos... meu pai com menos de sessenta; e ele ficava empolgado que nós iríamos ultrapassar. Sempre, no sentido, de que eu iria logo... acho que ele tinha medo de que eu morreria primeiro do que ele!

Mas vai entender os desígnios, essa doença de chagas, doença crônica, faz sofrer aos poucos, mas também, talvez, te leva longe, como grandes vidas, como a minha mãe, por exemplo, que morreu com 84 anos. 

Eu agora estou nesse pensamento... rsrsrsrrsr, será que eu chego aos 68....? Espero que sim. 

Eh...falar do meu irmão não é fácil. Meu irmão era... eu tive oportunidade de ter um irmão - acho que sou o único irmão que mais conviveu com ele - eu mais adolescente, ele já mais rapazinho...

Posso dizer que foi um exemplo de homem desde pequeno. Milton nunca foi criança, nunca foi adolescente. Foi homem desde o início. Homem na acepção da palavra, homem de caráter, gostava demais da família. 

Eu tive o grande prazer de ser pego para criar por ele.  Aos 16 anos, ele me levou pra Goiânia, e lá eu aprendi com ele, tudo, que eu não havia aprendido, ainda...inclusive coisas bem banais, como tocar violão, rsrrsrs, eu me lembro dele desenhar, no roda pé de um papel de embrulho de pão, as primeiras notas musicais, pra gente aprender a tocar, ele já tocava melhorzinho.... 

Lembro de nossas conversas, nossas leituras... eu era apaixonado na letra dele, tentei imitar, rsrsrsrrsr, fiquei satisfeito com o que eu consegui, era apaixonado na rubrica dele, tentei fazer igual. Coisa de filho que tenta imitar o pai.

A Nilva tinha me pedido para escrever alguma coisa sobre ele, mas como é difícil, Nilva....nada que começo, parece que é o começo, não consigo expressar, não sei por onde começar... tem coisas demais para falar do meu irmão, mais são coisas difíceis de pôr no papel... talvez, ainda consiga... descanse em paz, meu irmão. (emocionado)

Mas...o que eu mais sinto é que eu poderia, na minha condição de médico, estar ao seu lado, nesta sua batalha final, mas quis o destino que nem isso fosse possível,  morreste só...mas tudo deve ter um porquê... (Texto copiado na íntegra de um áudio do grupo de WhatsApp da família, no dia 05/06/ 2022, um ano e três meses do falecimento do Milton e dia do seu aniversário)


Valéria 

Eu me lembro perfeitamente de uma conversa que tivemos, eu ele e Virgilio, lá em Caiapônia, eu contando algumas histórias da minha vida e ele, assim, me disse que sentia muito por não ter me ajudado [essa ajuda que ele se referia seria ajuda financeira].

Mas eu fico muito agradecida a Deus por de ter tido a oportunidade de termos tido essa conversa, porque, nesse dia, tive a oportunidade de lhe dizer, que a maior e melhor ajuda que ele poderia ter me dado foi o exemplo de vida - esse pra mim não tem dinheiro que pague. 

Ontem mesmo, eu estava aqui em casa, pensando como Deus é maravilhoso e me ama tanto, por ter me dados todos vcs, meus irmãos, porque desde pequena, sempre, me espelhei em cada um de vcs. Cada um me ensinou a ser quem sou hoje, e o exemplo de vida do Milton, sem dúvida, perpetuará na minha vida e na vida de todos nós até o fim…

Que nós possamos ter a oportunidade de ainda vivermos muitos momentos maravilhosos, pois são esses momentos que nos dão força pra seguir em frente diante das perdas!!! Amo demais vcs, meus irmãos,  obrigada por tudo e por tanto! 🥲

Virgílio 

Na verdade, temos domínio sobre poucas coisas. Deus deu ao homem a ordem de dominar a natureza e também disse que não teríamos domínio sobre o dia da morte. Como diz um amigo: "quem sou eu na fila do pão!". 

A saudade do meu pai é grande demais. Hoje, se estivesse aqui, diria que tinha chegado aos 70, e muito bem, com energia pra ir pra fazenda, mexer com gado e resolver problemas dos outros. 

Em seu momento de sofrimento, dos seus últimos dias, não falava na morte, pelo contrário, nos tranquilizava dizendo que estava tudo bem. 

Foi um homem que enfrentou desafios, e grandes, a pobreza, a timidez, batalhas políticas, questões familiares, e chegou ao fim da carreira próspero, financeiramente, realizado profissionalmente, com a família unida, sendo querido por todos. 

Obrigado por nos ensinar, pai. Te amo!

Nalygia 

Meu pai sempre brincava e perguntava p gente se estaria aqui aos 70 anos…? Eu nem me assustava e respondia q ele viveria muito…Infelizmente é uma certeza q não podemos ter! 😢

Nilva 

Eu pensava que ele viveria pelo menos do tanto que a D. Luiza, sua mãe viveu,

Sua irmã Divina 

A morte do Milton não  provocou apenas saudade. Ele  levou  consigo muita coisa de mim. A sua presença  era tão  forte  em nós  que levou consigo  o resto de alegria  que eu tinha. Parece que agora  nada mais  é  igual  ao que  era. Não esqueço  dele  em nenhum momento. Por isso sinto  tanta  falta  de vocês,  meus irmãos, que estão  aqui, visíveis e ao alcance  da vista. Amo todos  vocês. Continuarei te amando meu irmão  Milton.

terça-feira, 31 de maio de 2022

LINDO texto!💞

"Outro dia, assistindo ao programa “Mais você”, ouvi Cissa Guimarães dizer que o amigo André Marques a emocionava. Mais que um elogio sincero, aquelas palavras traduziam muito do que sinto em relação a algumas pessoas. Certamente você conhece pessoas assim. Gente que nos emociona com sua história, seus gestos e suas palavras.

Pensei na lista de pessoas que me emocionam, e no porquê delas despertarem essa emoção em mim. Poderia citar Jesus Cristo, Gandhi e Mandela, mas falo de gente comum, gente que cruza nosso caminho todos os dias e nos ensina a ter olhos de poesia só de olhar para elas. Ana Jácomo disse que essas pessoas têm cheiro de colo de Deus, e acho que é isso mesmo. Talvez sejam almas que nos abraçam com sua presença, amansando nosso desconforto rotineiro e nos convidando a ser quem somos de fato, longe dos papéis que assumimos, falando sobre aquilo que cremos de verdade e vivendo de acordo com o que temos fé.

Tem gente que nos comove à primeira lembrança. Perto delas nossa fala encontra reciprocidade, e a gente se abre sem reservas sem mesmo entender porque. Ao lado delas nossa dúvida encontra alívio e nosso medo perde abrigo.

Tem gente que nos dá saudade, e a saudade é a emoção da falta que aquela pessoa faz. A lembrança de suas mãos quentes nos segurando nos dá a certeza de que em algum lugar alguém se importa de verdade, e só isso já é um alento, seja em que circunstância for.

Algumas pessoas cruzam nosso caminho e estabelecem uma ligação forte desde o primeiro instante. Dizem que “os santos batem”, e perto delas nosso riso é mais solto e o choro não tem receio de brotar. Com elas o assunto não falta, e a vontade de estar junto supera os obstáculos de tempo e lugar. Perto delas somos mais autênticos, e a vida ganha coerência e lucidez.

Tem gente que aparece em nossa vida feito passarinho cantando de manhã. Sabem que podem se aproximar e não têm receio de que irão incomodar.

Tem gente que pode silenciar ao nosso lado sem que haja estranhamento ou acanhamento. Perto delas o silêncio é consentido e bem vindo, e entendemos que a alma também precisa de trégua, descanso e mansidão.

Pessoas que nos emocionam carregam histórias bonitas dentro delas. Sabem valorizar cada momento presente com leveza e sabedoria porque já superaram obstáculos e saíram vencedoras. Nos animam com sua força e servem de inspiração e motivação.

Perto delas a gente se sente ouvindo “A casa é sua” do Arnaldo Antunes no volume mais alto, e entende a letra que diz: “até o teto tá de ponta cabeça porque você demora…”

Tem gente que nos transmite paz sem que nenhuma palavra seja dita. Silenciam nossa alma com cuidado e plantam sementes de otimismo em nosso caminho.

Desejo que você encontre pelo menos uma pessoa assim. Alguém que lhe tire do lugar comum e lhe comova de um jeito especial. Que ao pensar nela, seu coração sorria e sua alma sinta estar sendo acariciada.
E que você possa ser essa pessoa também. Que em algum lugar, em algum momento, alguém pense em você e sinta que está se emocionando de verdade…"

Fabíola Simões

domingo, 15 de maio de 2022

Carreiros do Meu Sertão

Acabamos de assistir a chegada destes abnegados Carreiros, que envolvidos pela paixão por Carro de Boi, deixaram seus afazeres em suas fazendas para viajarem, durante vários dias, por caminhos tortuosos com seus carros, conduzidos pelas suas boiadas carreiras para participarem da abertura da 10ª Exposição Agropecuária de Caiapônia.

O Carro de Boi, que até os anos 60, foi um importante meio de transporte em toda zona rural do nosso Município, e até pouco tempo estava esquecido e quase desapareceu totalmente das fazendas Caiaponienses, pois, eram poucas pessoas que, ainda, possuíam essa grande relíquia, voltou a ser lembrado novamente. 

E é interessante perceber que até mesmo quem não viveu na época do Carro de Boi, quem nunca trabalhou como carreiro ou "candieiro" fica encantado quando vê um carro puxado por várias juntas de bois, cantando na tonalidade "baixão", seguindo lento e melancólico por estradões ou pelas avenidas desta cidade, na ocasião da festa da Pecuária.

Estes carreiros trazem com eles a história dos nossos antepassados, as lembranças de um tempo, onde tudo andava devagar, um tempo em que as pessoas não tinham tanta pressa e nem tanta ganância, pois o viver era mais simples.

Estes intrépidos Carreiros têm feito de tudo para não deixar desaparecer esta importante tradição, mesmo enfrentando grandes dificuldades para construir ou reformar seus carros e utensílios, como: canga, cambão, cansil, tiradeiras, brochas, tambueiros e ajoujos, uma vez que, em nossa região, praticamente, não têm mais pessoas habilitadas ou carpinteiros especializados na arte de fabricar Carros de Bois.

Quando encontram alguém disposto a construir ou fabricar alguma peça de reposição, como: eixo, meião, cambota, cocão ou chumaço, eles não encontram a madeira apropriada para fabricar essas peças. 

O Bálsamo, que é a madeira nobre para fabricar o Carro de Boi, está praticamente extinta em nosso município; neste caso, seria necessário improvisar outras madeiras para fabricar alguma peça de reposição, que nem sempre substituem, corretamente, a lendária madeira conhecida como Bálsamo.

A presença destes carreiros, com seus Carros de Bois, aqui no Parque de Exposições, é um acontecimento importantíssimo para todos nós, sobretudo, para aqueles, que, juntamente, com o prefeito Edinho, lutaram para a realização da festa da Pecuária, resgatando, assim, nossas tradições, o orgulho dos produtores rurais e de todos Caiaponienses.

É difícil acreditar, que ainda exista pessoas como o Sr Carmino Machado, próspero fazendeiro do vizinho município de Doverlândia, que não troca o seu Carro de Boi e nem a sua boiada carreira pela facilidade que o progresso lhe proporciona, pois prefere transportar todo milho colhido em sua roça, na outra margem do Rio do Peixe, com o seu carro de boi, atravessando rios, subindo e descendo serras, até chegar à sede de sua fazenda. Por tudo isso, rendemos a ele as nossas homenagens e lhe damos parabéns pela preservação desse que foi tão útil e necessário meio de transporte.

Parabéns, Agnaldo, que levou para sua fazenda, o velho Carro de Boi, que pertencia ao seu pai, e depois de envernizá - lo, o colocou na varanda de sua casa como lindo objeto de decoração. Mas, certo dia, impulsionado pelo instinto de carreiro, herdado dos seus antepassados, amansou seus bois, arrumou suas tralhas, e começou carrear com a sua boiada pelos caminhos da fazenda Inhumas.

Parabéns ao Tácio, que, embora, jovem, não teve vergonha de ser carreiro. Aproveitou o carro e tralha deixada pelo seu pai Antônio Bernardo, que tbém era um apaixonado por Carro de Boi, para ser hoje um carreiro experiente, marcando presença não só em Caiapônia, mas em todas as festas da região.

Parabéns ao Cleide, que sempre fez questão de manter a tradição de carreiro herdado de sua família, na fazenda Bateia do seu avô conhecido por Zezão da Bateia, trazendo sua experiência e sua paixão por Carro de Boi para a fazenda Capão Rico, na região de Inhumas. 

Parabéns a todos os carreiros que ajudaram a conduzir seus carros de bois para abrilhantarem mais a nossa festa. Parabéns também aos nossos carreiros visitantes. Carreiros estes que, neste momento, estão sendo homenageados pelo Prefeito Edinho, pelo presidente da Câmara, Argemiro Rodrigues, pelos vereadores presentes, pelo Presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Caiapônia, pelo Secretário Municipal de de Agricultura, Dr Carlos Moura, e pela Comissão organizadora da festa da Pecuária, representando, neste momento, todos os carreiros da nossa região e também aqueles que nutrem pelo Carro de Boi uma grande paixão.

Carreiros, amigos meus, ainda, não pude acompanhá-los em suas aventuras com seus Carros de Bois, pois, ainda, não consegui fabricar um novo par de rodas para o meu carro, mas, assim, que conseguir substituí-las, será um prazer muito grande fazer, juntamente, com os senhores o mesmo trajeto que hoje foi feito, com a minha boiada carreira: Roxão e Roxedo, Barão e Barreto, Carinhoso e Sertanejo, Brilhante e Brilhoso, amansados pelo amigo carreiro Nena, que também parabenizo neste momento.  

 Se Deus quiser

Muito obrigado! 

 Caiapônia, 30/06/2011.
          Milton Ferreira



sábado, 14 de maio de 2022

Cada dia que passa, o futuro nos parece mais incerto. Não sabemos o que a vida nos reserva.  

Será que amanhã estarei lúcida... Livre...Viva? Quem poderá saber??


segunda-feira, 9 de maio de 2022

Fala de seu irmão Welter

Hoje estou diante de uma árdua missão. Não se trata de um trabalho literário, uma petição inicial de uma causa importante ou qualquer coisa que o valha. Hoje a minha incumbência é tentar retratar em palavras a atuação política de um grande homem, que na vida havia se habituado a se destacar em todas as esferas do seu viver e que, na política, não foi diferente, falo do meu irmão Dr. Milton Ferreira da Silva.
 
Dr. Milton, por ser mais velho que eu, sempre foi um farol a lançar seus raios orientadores em todas as fases de minha vida, e foi através dele que pude ser apresentado a uma forma idealista de fazer política, a um trabalho político que buscava sempre o fortalecimento de sua comunidade, de sua cidade, de  seu estado e, por que não dizer, do nosso Brasil.
 
A formação política do Milton foi forjada em pleno regime militar, mas sempre à luz de idéias de liberdade, de desenvolvimento social e econômico do país, enquanto buscava sua formação como profissional do direito, bebia da fecunda fonte cultural dos quais eram expoentes Pablo Neruda, Fernando Pessoa, Chico Buarque, Geraldo Vandré e tantos outros.
 
Isso fez com que, ao se jogar na lida política que abraçou logo que se formou, trouxesse dentro de si a bravura do combatente e a ternura do poeta, aquele que traduziu como poucos o ideal de era necessário trabalho árduo, mas sem nunca perder a ternura.
 
Pude acompanhar de perto grande parte da atuação política do meu irmão, notadamente na sua atuação em Caiapônia – GO, onde fincara morada e edificou toda sua vida profissional e política. Posso dizer que Dr. Milton foi um político totalmente desprovido de vaidade, trabalhava incansavelmente na busca de candidatos comprometidos com os idéias do trabalho e desenvolvimento do município que escolhera para morar, organizava os diretórios municipais dos partidos que se alinhavam com as idéias progressistas, dava legalidade jurídica aos candidatos, ajudava freneticamente na campanha e na organização das administrações daqueles candidatos que saiam vencedores nessas empreitadas, porem, nunca disputou um cargo eletivo, mesmo possuído todas as condições morais, ideológicas e econômicas para ser candidato a qualquer cargo na esfera municipal, repito, não tinha essa vaidade.
 
Em sua atuação como advogado da área do direito administrativo, como assessor jurídico em várias administrações, deixou-nos um legado de competência, honestidade e uma constatação: Ele nos deixou muito cedo e seu trabalho sempre será lembrado com saudade por todos nós.

sábado, 7 de maio de 2022

"O que faz a história se movimentar são os problemas, os sonhos, os chamados, a perturbação da paz."
                       Charles Cesconetto

Vamos lá conhecer a história do menino que foi engraxate e virou o Dr Milton...

Você é o nosso convidado...

sábado, 30 de abril de 2022

Carta com conselhos aos filhos...

Minha filha, outro dia, escrevi uma carta ao Virgílio, tecendo a ele algumas considerações sobre a vida, que poderia lhe ser útil, e achei que deveria fazer o mesmo, escrevendo para você.

Tenho consciência das dificuldades que, certamente, está enfrentando e tem enfrentado. Sei das dificuldades de preparar para um concurso, embora, não tenha prestado, fiz o mesmo curso que você, um curso, eminentemente, teórico. 

Mais do que ninguém, posso avaliar o que é ficar quase sozinho (a), numa cidade grande e estranha, sem seus pais, sem seus amigos, porque como você, vivi esta experiência de capital do Estado, onde tudo para mim era difícil, estranho e grande. As coisas mais simples, do dia a dia, no início, eram de muito sofrimento: aprender falar ao telefone, pegar elevador, subir nas escadas rolantes, pegar ônibus lotado e andar pelas ruas com medo de não saber voltar para casa. Medo de assentar no restaurante e não saber comportar- se à mesa e nem mesmo saber o que pedir para o garçom.

No entanto, o que mais me dava medo era não ter dinheiro, no final do mês, para pagar o restaurante e o quarto de república onde morava.

 As dificuldades de sobrevivência eram muitas. Quantas noites, fiquei sozinho, sem rádio, sem televisão, sem alguma coisa até para me alimentar e sem ninguém para conversar e desabafar.

Na sua idade, eu estava cursando o primeiro semestre de Direito. Para você ter uma ideia, eu ganhava um salário mínimo da época, hoje, R$ 180,00. Com este dinheiro, eu tinha que pagar o restaurante, a república, comprar livros, roupas, calçados e pagar ônibus. Namorar, nem pensar, pois não tinha dinheiro nem mesmo para comprar pipoca ou ir ao cinema.

Todas as vezes, que ia a Jataí, mesmo com desejo de continuar estudando e de me formar, ficava pensando... durante a viagem... em até parar de estudar e dedicar somente ao trabalho. A necessidade de dinheiro para as necessidades básicas falava mais alto. E quando chegava, na casa da minha mãe, e via o barracão pobre que ela morava. Via as dificuldades que minha família vivia. Meus irmãos mais novos, um com apenas 9 e a outra com 6 anos de idade, mal vestidos, descalços, e que muitas das vezes iam chorando para a escola, porque não tinha dinheiro em casa para comprar o pão da manhã, e eles não sabiam que era preciso ter dinheiro para comprar pão. 

Quando via aquele ambiente de dificuldades vividas pela minha família, sentia, ainda, mais vontade e necessidade em ser alguém na vida para tentar tirar a minha mãe e meus irmãos daquela vida severina. 

Entre parar de estudar e ir trabalhar de empregado, optei- me pelo estudo e o trabalho. Trabalhava durante o dia e estudava a noite e nos finais de semana tinha que lavar e passar minhas poucas roupas e ainda estudar toda matéria da semana.

Formei em 78, e em julho de 79, mudei para Caiapônia, cidade onde conhecia somente o meu primo Adenilson, o Wilson e o Benjamin, os dois últimos, colegas da República em Goiânia.  Cheguei com apenas 26 anos, com esposa e um filho de 10 meses de idade. O único bem material que eu tinha era os móveis para montar o escritório, móveis da casa, meus livros, um veículo e dinheiro para nos sustentar durante seis meses.

Não estou falando do meu passado para impressioná- la, estou apenas tentando mostrar a você as dificuldades que tive para chegar onde estou e, principalmente, para conseguir dar uma vida melhor para a nossa família, sobretudo para vocês. 

Estou lhe escrevendo para demonstrar a você, que somente vence na vida, quem projeta para o futuro suas realizações. Nunca vi ninguém que pensa somente no prazer imediato e não sacrifica, realizar seus sonhos, vencer na vida.

E... ninguém é muito mais inteligente do que a gente. O que faz a diferença entre as pessoas é o esforço e o preparo intelectual de cada um.
Somente através da prática e do trabalho diário é que faz uma pessoa talentosa e de sucesso, e isto somente após anos de luta e trabalho, conseguimos galgar este posto. 

Sendo, assim, não precisa ficar com medo, com dúvidas a respeito de seu futuro, porque todos que formam, e neste caso não interessa o curso, indubitavelmente, passarão por dificuldades, mas, com um pouco de fé e de confiança, conseguirá transpor estes obstáculos.

Portanto, minha filha, gostaria muito de saber tudo como é ser pai, pois até agora, eu praticamente, sei apenas ser filho. E por isto, é que sou tão preocupado com o bem estar e com o futuro de vocês. Sei que, diariamente, transformo- me num chato, querendo decifrar a vida para você e para o Virgílio. Tudo isto, é porque os vejo passando ou tentando passarem pelos caminhos que passei quando jovem e, desesperadamente, tento avisá-los do perigo, dos enganos que a vida nos apresenta e oferece, e fico tentando mostrar um caminho mais fácil, e menos perigoso. Sei que isto é impossível, mesmo porque todos nós insistimos em quebrar a cara, pois, só assim, conseguimos aprender com a vida. 
Se eu puder lhe dar um conselho, diria a você que caminhe sempre pelo caminho do bem; seja sempre honesta com você mesma, e principalmente, com os outros; não faça, jamais, dívidas sem saber onde está o dinheiro para efetuar o pagamento; não avalize ninguém; não entre na política sem antes fazer uma análise de tudo que envolva o seu nome e sua profissão; não confie, demasiadamente, em ninguém, desconfie, primeiro, antes de de confiar em qualquer pessoa; nunca ponha os seus dois pés em um laço, deixe pelo menos um pé de fora; não pratique jogo do azar ou jogo com aposta; cuidado com as más companhias, e procure, sempre, caminhar com pessoas melhores que você. 
Sei o quanto você é parecida comigo -  na insegurança, na dúvida e até nas reclamações. Vejo a sua preocupação com a estética, com as acnes, e fico triste quando você se define como uma pessoa feia. Ao contrário, você é uma pessoa linda, inteligente, com um futuro todo pela frente. Ainda, é tão jovem! Ah, como é bom ser jovem! 

Feliz, é quem, neste país, tem casa para morar, tem saúde, tem escola, tem trabalho ou família para sustentá- lo (a). É quem pode passar as férias em uma pequena cidade do interior, na casa dos pais, na certeza, que no início do ano, poderá voltar para Faculdade ou para um lugar digno. Por isto, minha filha, mesmo que você ache que tem muito pouco, na vida, agradeça a Deus por tudo que tem, pois, mesmo com todos os problemas que você acha que tem, você, ainda, faz parte de uma minoria neste país, porque grande maioria tem muito pouco. 

Finalmente, peço a você, que tenha muita fé em Deus, muita fé em você mesma. Seja otimista e tenha sempre entusiasmo pela vida. Estude. Prepare com entusiasmo, com organização e com competência o trabalho ou a profissão que abraçou.

Pense...que o sacrifício que você está fazendo não será em vão, e isto lhe fará mais forte e lhe ajudará vencer todas as dificuldades. E eu, sua mãe e seu irmão a admiramos muito.

Que Deus lhe ajude. Um abraço de seu pai, já quase velho! 


sexta-feira, 29 de abril de 2022

Fazenda Campo Belo na Rota do Sal

No dia 04 de julho de 2008, aconteceu a Primeira Cavalgada da Estrada do Sal, programada por um grupo de pessoas ligadas às Prefeituras das cidades de Caiapônia e Piranhas, saindo um grupo de cavaleiros liderados pelo Edinho da Lubrifiltros, com destino à Capelinha, onde encontraria outros grupos de cavaleiros vindos das cidades de Piranhas, Bom Jardim e Baliza.

O objetivo desta cavalgada seria o resgate da rota da Estrada do Sal, saindo de Caiapônia ( antiga Rio Bonito), até à cidade de Baliza, percorrendo, assim, o caminho por onde passaram os tropeiros que levaram sal e mantimentos de Rio Bonito até os garimpos de Baliza, às margens direita do lendário Rio Araguaia.
Os cavaleiros Caiaponienses saíram logo de manhã da fazenda do Secretário de Agricultura do Município, Edison Abreu, percorrendo todo centro da cidade e atravessaram o Ribeirão Monte, na antiga estrada de Caiapônia e Doverlândia, pegando em seguida a velha estrada cavaleira, que a partir daquele local, iniciaram a cavalgada pelo cerrado e pelos capoeirões, rumo a primeira parada para o almoço, que seria na velha sede da fazenda, que pertenceu ao Coronel Zequinha Carvalho, patriarca da família Carvalho de Caiapônia ( avô do Senhor Joaquim Franco, bisavô do João da Onça e do Jaime do Joaquim Franco, do Franc, trisavô do Dr Aliviar e do Edinho da Lubrifiltros)
Atendendo ao convite da comitiva, fui ao encontro dos cavaleiros para o seu primeiro almoço. Chegando à fazenda velha, por volta das 12 horas, onde o grupo já estava almoçando, e os cavalos descansando amarrados a uma cerca antiga enfrente ao casarão.

Ao chegar naquele local, fiquei surpreso ao deparar com aquela cena - um grupo de tropeiros almoçando na sala de um casarão abandonado. Fiquei olhando e admirando aquela velha sede da fazenda, que pertenceu ao Coronel Zequinha Carvalho, local que,  durante longos anos, serviu de pouso de boiadas e boiadeiros, ponto de parada para almoço e descanso dos viajantes da antiga Rio Bonito, até a cidade de Baliza ou rumo a Mato Grosso.

O velho casarão, construído há mais de 140 anos, na fazenda Campo Belo, às margens do Córrego Ponte Alta, mesmo abandonado há bastante tempo, e com algumas paredes caídas e parte do telhado ao chão, ainda, está ali imponente a desafiar o tempo e o próprio abandono.

Olhando para a velha casa, fiquei imaginando quantas pessoas já habitaram aquele casarão. Quantos casamentos, batizados e festas ali realizaram. Quantas estórias estão registradas naquelas paredes, e quantas tragédias aquelas janelas assistiram. Quantas boiadas ali pousaram.... 

Casarão estilo colonial foi construído quase todo com madeira de aroeira. Chamam atenção as grandes portas e janelas, o número de quartos e o telhado com telhas comuns. Nas paredes já corroídas pelo tempo, nota- se, perfeitamente, as marcas das mãos dos operários que construíram aquela casa.
Quantos causos de caçadas de onças, antas e de assombrações aquela sala já ouviu. Quantas botas andaram rastando suas esporas por aquele assoalho, rumo a cozinha e aos inúmeros quartos da casa. Quantos bois, vacas e tropas foram apartados naqueles velhos currais.

No quintal, cercado por lascas de aroeira, pude ver velhas mangueiras, jabuticabeiras, e a certidão do rego d'água, que vinha serpenteando da cabeceira até chegar a uma grande bica de aroeira, que está no mesmo lugar; onde certamente, as mulheres e algumas pretas remanescentes de escravos cumpriam, todos os dias, as tarefas domésticas, fazendo doces de leite com mamão, peneirando arroz socado em monjolo ou fazendo sabão de bola.

Espero que os organizadores da primeira Cavalgada da Estrada do Sal, tenham anotado no seu Diário de Viagem, a existência de um velho casarão no Município de Caiapônia construído, ainda, no século  XlX, e abandonado na imensidão dos cerradões da velha Rio  Bonito, e que precisa ser restaurado para preservar um pouco da história da colonização da nossa terra.

Parabéns aos organizadores e aos participantes da primeira Cavalgada da Estrada do Sal 

Milton Ferreira
Advogado e Produtor Rural

Milton era apaixonado por fazendas antigas. Depois, de uma visita dessa, chegava me contando tudo que tinha visto, muitas vezes, maravilhado com tudo que tinha visto. 

Parte do Curriculum Vitae

Vida Escolar

1⁰ GRAU

Grupo Escolar de Serranópolis da 1ª a 3ª série - Serranópolis - Goiás
Grupo Serafim de Carvalho  - 4ª série - Jataí - Goiás
Colégio Estadual Nestório Ribeiro - da 5ª a 8ª série - Jataí - Goiás

2⁰ GRAU

Colégio Estadual Nestório Ribeiro - do 1⁰ ao 2⁰ ano  - Jataí - Goiás
Colégio Dom Marcos de Noronha -  3ª ano - Goiânia - Goiás

3⁰ GRAU

Graduação em Direito - Faculdade de Direito da Universidade Federal de Goiás de 1973 a 1978.

TÍTULOS

CURSOS DE EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA

*Curso de Extensão de Direito Civil com 10 horas de duração;
*Curso de Extensão de Direito Processual Civil com 30 horas de duração
* Curso de Extensão de Direito Agrário com 20 horas de duração
* Curso de Direito Civil com 7 horas de duração.
* Curso de Direito Processo Civil - Congnitio Extraordinária
* Curso de Atualização Penal
* Curso de Técnica de Comunicação e Oratória
* Curso de Direito Constitucional
* Curso de Direito Comercial
* Curso de Processo Penal
* Curso de Processo Civil
* Curso de Direito Agrário
* Curso de Direito Administrativo - O. Judiciário
* Curso de Atualização em Direito Civil
* Curso de Atualização em Direito Eleitoral
* Curso de Comunicação Verbal - TPD/IOB

ADVOGADO

*Advocacia em geral de 1979 a 2004, na cidade de Caiapônia - GO e região, principalmente, no ramo do Direito Civil, Administrativo e Criminal.

* De 1983 a 1992 -Exerceu a Assessoria Jurídica da Prefeitura Municipal de Caiapônia - GO.

* De 1993 a 1996 - Exerceu a Assessoria Jurídica da Prefeitura Municipal de Palestina de Goiás - GO.

* De 09/95 a 12/95 - Assessorou a Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI, da Câmara Municipal de Caiapônia- GO, culminando com a cassação do Prefeito Municipal.

* De 1997 a 1999 - Exerceu a Assessoria Jurídica da Prefeitura Municipal de Caiapônia- GO.
 
* De 1997 a 1999 - Assessorou a Câmara Municipal da cidade de Doverlândia- GO.

* De 2001 a 2004 -Exerceu novamente a Assessoria Jurídica do Município de Caiapônia- GO.

* De 1996 a 2001 -Prestou serviços através de Contrato De Serviços Advocatícios para o Banco do Estado de Goiás S/A,  Caiapônia, Doverlândia, Palestina de Goiás, Piranhas, Arenópolis e Aragarças.

ATUAÇÃO POLÍTICA

* Em 15/10/1981, foi filiado ao Diretório Municipal do PMDB de Caiapônia- GO, a única filiação partidária até hoje. 

* Em 1982, coordenador geral da campanha política para Prefeito e Vereadores, no município de Caiapônia- GO, nas eleições municipais de 1982, pelo PMDB, campanha vitoriosa, elegendo o Prefeito Municipal Joaquim Moraes dos Santos.

*Coordenador geral da campanha política para Governador, Senador e Deputado Federal e Estadual, no município de Caiapônia- GO.  Campanha vitoriosa, quando foram eleitos: Governador Íris Rezende Machado, Senador Mauro Borges, Deputado Federal Iturival Nascimento e Deputado Estadual Maguito Vilela.

* Em 1985 , eleito pelo Diretório Municipal do PMDB de Caiapônia- GO, para o cargo de Delegado a Convenção Estadual, para o período de 1985 a 1986.

* Em 1986, coordenador geral da campanha política para Governador, Senador e Deputado Federal e Estadual, no município de Caiapônia - GO. Campanha vitoriosa, quando foram eleitos: Governador Henrique Santillo, Senador Iram Saraíva e Irapuã Costa Junior, Deputado Federal Maguito Vilela e Deputado Estadual Mauro Bento. 

* Em 1988, coordenador geral da campanha política do município de Caiapônia-GO, pelo PMDB, nas eleições deste mesmo ano. Campanha vitoriosa do prefeito Adão Nazir Martins Silva.

* Em 1992, eleito Secretário Geral do Diretório Municipal do PMDB de Caiapônia- GO para o período de 1992 a 1993. 

* Em 1992 -Assessor Jurídico da Campanha Política, no município de Palestina de Goiás, pelo PMDB, campanha vitoriosa, quando foi eleito o Prefeito Municipal Joaquim Moraes dos Santos.

* Em 1994, coordenador geral da Campanha Política, no município de Caiapônia-GO, pelo PMDB, campanha vitoriosa, quando foi eleito Governador Maguito Vilela, Senador Iris Rezende, Deputado Federal João Natal e Deputado Estadual Romilton Moraes.

* Em 1995, eleito para o cargo de Vice- presidente do Diretório Municipal do PMDB de Caiapônia- GO.

*Em 1995, coordenador geral da Campanha Política para Prefeito e Vereadores pelo PMDB de Caiapônia- GO. Campanha vitoriosa do Prefeito Municipal Antônio Lary de Souza Castro e Vice- prefeito Belozinho, e tbém nas eleições municipais de 2000, quando reelegeram Lary e Belozinho.

* Em 1995, assessor jurídico da Campanha Política, no município de Palestina- GO, pelo PMDB, campanha vitoriosa de Joaquim Moraes dos Santos

* Em 1997, eleito para o cargo de Presidente do Diretório M. do PMDB de Caiapônia- GO, para o biênio de 1997/1999.

Caiapônia, 03 de Janeiro de 2005. 

                Milton Ferreira da Silva
                          Advogado

O importante não é aquilo que fazem de nós, mas o que nós mesmos fazemos do que os outros fizeram de nós. (Sartre)

domingo, 24 de abril de 2022

Ponto de encontro de seresteiros e de casais apaixonados da década de 20. Este era um Jardim Central, fonte de inspiração pRa poetas e artistas nos primórdios da saudosa Rio Bonito. Hoje sob o sol incandescente do século XXl, se tornou a praça dZ Torres, no coração da cidade de Caiapônia/GO.

quarta-feira, 13 de abril de 2022

Encantamento a primeira vista ... ver com a Miriã

O Milton, desde quando o vi, eu me encantei. Primeiro, pelo papo tão diferente de todos os outros; segundo, pela sua trajetória de vida com tantos sacrifícios e esforços superados e pelos projetos e sonhos, que já me incluía, logo no início de namoro, através das nossas conversas diárias, quando nos encontrávamos e pelas cartas. 

A cada dia, na verdade, fui me encantando ainda mais. Por ser um ser humano autêntico, esperançoso, otimista e que tinha como meta vencer na vida, sabendo que seria com muito trabalho, profissionalismo e, acima de tudo, dedicação -  canalizada pela energia que emanava de sua vontade de Ser e pelas habilidades que, com certeza, adquiriu com a  vida, com a experiência e interação com as pessoas.

E não recebemos de Deus um caminho linear, houve sacrifícios, e não foram poucos, mas resistimos. Logo que casamos, mudamos para Goiânia. Lá morávamos de aluguel. No início, não tínhamos nem carro, depois de algum tempo, o Virgílio já tinha nascido, ele comprou um Fusca branco, novinho, zerado . Ficou um tempo com o Fusca, depois trocou-o por uma Brasília amarela. Foi com ela que chegamos em Caiapônia.

Logo que casamos, ele deixou de trabalhar de empregado em um escritório de contabilidade e passou a trabalhar por conta própria. Ainda não era formado. 

Depois, de formado, mudamos para Caiapônia, cidade que fora apresentada por dois amigos de república, quando estudava em Goiânia. Logo que chegamos em Caiapônia, montou o seu escritório, com os móveis novos que trouxe de Goiânia. Tudo muito simples. 

Em Caiapônia, muito cedo foi apresentado à Política. E no interior quase todo mundo é político. Ou é A ou é B. E Caiapônia era bem dividida. E ele, como era do MDB, e como dizia, sempre teve lado, continuou oposicionista. Em 1966, a sigla foi criada para abrigar todos que se posicionavam contra ditadura militar e que defendiam a volta da democracia.

Tivemos, sempre , equilíbrio emocional, exercendo o autocontrole sobre as nossas emoções a fim de obtermos reações mais centradas, racionais e harmônicas, mesmo diante de situações tóxicas.

E conseguimos! Foi difícil? Claro! Muito! Mas a nossa família era e continua sendo muito mais importante do que os problemas. 





sábado, 9 de abril de 2022

Há um ano de sua partida

Estamos no mês de abril - dia 9, num sábado, de 2022, já há um ano e quase dois meses de sua partida.

O dia está muito quente. Lá fora alguns pingos de chuva e bonitos trovões me traz na lembrança, quando estávamos na cidade ou na fazenda. A chuva sempre nos foi muito bem-vinda, e era motivo de abundância.

Os trovões, embora, me causassem medo, na infância; hoje, não me causam mais. Tem cheiro de terra molhada, e de imagens que expressam bem a importância desse fenômeno aqui na terra.  A chuva nos alegra pois ela simboliza vida. Vida de todos os seres vivos. Desde a mais tenta plantinha a maior árvore, ou desde o menor animal ao maior. 





A última página! Milton e a sua história

Título do livro do Milton

 A última página

                
                  Do advogado
                 Do político
                 E do fazendeiro
                

segunda-feira, 28 de março de 2022

Pele fria - é aquela que queima com facilidade ao sol

Pele quente - não queima facilmente, isto é, não se avermelha.

Neste caso, o seu tipo de pele é frio ou quente?

Todas as cores do círculo cromático tem tons mais quentes e mais frios. E para cada paleta tem um tom, isto é, variações de tons. 64 tons diferentes.

Uma cor verde, por exemplo, pode ter uma cor mais fria ( com mais azul, que fica mais escuro)e uma cor mais quente. (com mais amarelo) que fica mais claro.

Temperatura da cor

Quem é de pele fria é inverno ou verão puro. Eu sou pele fria inverno

Verão -cores frias acinzentados
İnverno - cores frias intensas, dramáticas

Se vc é outono: cores quentes, mais terrosos

Característica de pele quente pode ser primavera ou verão.

Primavera- muitas cores
Outono, cores quentes, mais terrosas, 


Verão -cores frias acinzentados
İnverno - cores frias intensas, dramáticas

Às Cores em todas as paletas se repetem, só mudam de tonalidade
E isso depende do tom natural do seu cabelo. 

domingo, 27 de março de 2022

RESUMO SOBRE A CIDADE

"Localizado no Sudoeste Goiano, a pouco mais de trezentos quilômetros de Goiânia, o município de Caiapônia teve origem entre os anos de 1940 a 1950, época em que na região habitava os índios Caiapós, que com a chegada dos imigrantes mineiros e seus escravos acabaram fugindo da região. 

A formação do município de Caiapônia foi baseada praticamente em apenas uma atividade econômica, a pecuária, o que permaneceu por longas décadas, havia também a exploração do diamante na região, mas era muito pouco, quase não influenciou na economia de Caiapônia.         

Antes de conquistar sua independência financeira e ser denominado Caiapônia, o distrito recebeu outros nomes, o primeiro deles Vila do Espírito Santo de Torres do Rio Bonito, com a emancipação passou a se chamar Torres do Rio Bonito, porém no governo de Getúlio Vargas, devido a uma lei federal que proibia nomes de cidades iguais, e no Rio de Janeiro já havia uma cidade com esse nome, foi preciso alterar mais uma vez, assim a cidade passou a se chamar Caiapônia, no governo de Plínio Gayer.                  

Um fato curioso e até interessante na história de Caiapônia é que a cidade foi distrito de dois municípios, primeiro da Cidade de Goiás e posteriormente de Rio Verde, isso porque antes de Rio Verde ser emancipado toda a região pertencia a Cidade de Goiás, com a independência de Rio Verde, Caiapônia passou a ser distrito desse município, porém permaneceu assim apenas por quatro anos, pois sua emancipação aconteceu em 29 de Julho de 1873, e nessa época seus limites iam bem além do que é hoje, Caiapônia deu origem a várias outras cidades.

A localização geográfica de Caiapônia acabou prejudicando e muito o seu desenvolvimento, por ficar distante dos outros municípios vizinhos, e sem estradas asfaltadas, o processo de crescimento econômico foi muito lento. Quem participou desse processo de desenvolvimento da cidade precisou enfrentar inúmeras dificuldades, dentre elas a energia elétrica, a falta de asfalto nas estradas era outro fator que afetada de maneira negativa a vida dos pioneiros, principalmente dos comerciantes eram obrigados a buscar em Goiânia suas mercadorias, quando não enfrentam muita poeira era os atoleiros devido as chuvas.              

Somente a partir da década de 80, do século passado, com a chegada do asfalto na BR-158, que Caiapônia começou a caminhar com mais desenvoltura rumo ao progresso, lentamente foi diversificando suas atividades econômicas, além de fortalecer a pecuária, surgiu também a cerca de oito a dez anos a agricultura com o plantio do milho e principalmente da soja. 

Com essa diversificação na economia oura área que ganhou força no município, foi o comércio. Outra fonte de renda de Caiapônia é o Turismo, na região estão localizadas dezenas de cachoeiras, lugares ideais para prática de esportes radicais ou mesmo para o banho. 

Além das cachoeiras o município tem ainda outros atrativos naturais que chamam a atenção do turista, como o Morro do Gigante e grutas. Mas apesar de toda essa riqueza natural, o turismo ecológico ainda é pouco explorado no município, para os empreendedores que estão estudando um novo mercado para investir, o turismo em Caiapônia é uma excelente opção". Pesquisa Google


sexta-feira, 25 de março de 2022

Embora, seja descendente de fazendeiros, meus avós eram, meu pai, meus tios também foram, e tenha um vasto conhecimento sobre os afazeres domésticos femininos, e tenha sido criada até os meus 10 anos de idade na fazenda, não fui muito focada ao mundo do agronegócio.

Mas, casei com um advogado que tinha o sonho de ser fazendeiro. Que lutou e conseguiu ter a sua fazenda tão sonhada, ter o seu gado Gir, ter o seu gado Nelore, e ter alguns alqueires de terra para o plantio de soja.

E, envolvida com os afazeres do Lar e da família, virei professora, e por isso, talvez, fiquei um pouco à margem... alheia ao mundo da administração do campo e dos negócios agropecuários, não por questões de gênero, mas por não ter tempo e ter um esposo que tomava conta de tudo com sucesso.

E quando o Milton faleceu, meu mundo caiu, foi como tivesse perdido um de meus membros... não foi fácil para mim e para meus filhos administrar. Sentia insegura, sentia medo de ser passada para trás, medo de pôr o patrimônio que meu marido conseguiu com tanto esforço, depois de mais de quatro décadas, a perder. 

 Mas Deus têm nos dado muita força. Milton também vinha trazendo as coisas com uma certa rotina que tinha, também, uma certa ordem, e fomos seguindo os seus passos, sem pressa, mas com zelo.

De repente, o compromisso, tbém, foi nos chamando...e precisamos estar atentos a tudo... aos preços de soja, que sobe e desce todos dias, e assistir ao leilão de gado, duas atividades que nem sonhava em fazer. Principalmente, porque não imaginaria que Deus levaria o meu companheiro tão cedo!

Então, o conselho que dou para as mulheres é ficarem mais atentas a essas atividades, e participar do mundo dos negócios de seus maridos. 

terça-feira, 22 de março de 2022

Ao invés de ficar estourando, como uma panela de pressão, sendo rude o tempo inteiro com as pessoas ou consigo mesmo ( a)e fazendo pouco caso de sua dor, melhor seria cuidar mais interiormente de você.

Aí você pode estar se perguntando: como posso cuidar melhor de mim? Você pode cuidar melhor de você: te escutando mais, abrindo o seu coração ❤️  para você mesma ( o). Percebendo o quanto voce pode te ouvir melhor, comunicar melhor consigo mesma (o). 

Isso por quê? Porque quando nos aceitamos melhor, quando cuidamos de nós, podemos comunicar/ entender melhor o outro tbém. Tudo que acontece dentro da gente manifesta também do lado de fora. 

Porque temos como refém uma criança interior ferida. 



 

domingo, 20 de março de 2022

Vontade de crescer, avançar, atingir objetivos não é ambição! Nada foi desmedido! Nada vindo da pauta e dos padrões dos outros, mas do desejo dele. Foi um progresso natural. Dinâmico! 






sábado, 19 de março de 2022

Desafios da velhice

"A velhice aparece com maior clareza aos olhos dos outros que aos do próprio sujeito; é um novo estado de equilíbrio biológico: quando a adaptação se opera sem choques, o indivíduo não se dá conta do envelhecimento" (Beauvoir8, 1976, p.8). 

E, se as pessoas achavam o Milton velho,  ele parecia não se preocupar muito, principalmente, com as rugas e com os cabelos grisalhos. Não era nenhum pouco vaidoso e não se preocupava também com a aparência. Eu que 

Estava animado, radiante, com 2021, o novo ano, que nascia. Parecia estar vivendo um momento novo, de trabalho, de tudo, mesmo meio a uma pandemia. 

E percebendo a sua expectativa de juventude - de tão bem com a vida, fui a uma loja e comprei duas calças jeans e duas de brim, sugerindo que trocasse as suas velhas calças tradicionais por um estilo mais moderno. Ele experimentou, olhou no espelho e gostou, contudo, enquanto a costureira terminava as barras, ele foi contaminado, e aí só isolamento, hospital e nem chegou a vesti- las. 

Por isso, "não deixe para amanhã o que você pode fazer hoje". O hoje é agora,! 
Amanhã é futuro. 










"A distância da alegria para a tristeza é um pulinho'


Às três máscaras que usamos em algumas situações:  a de vítima, a do perseguidor e a do salvador. 

Qual máscara atua em vocês?Em cada relacionamento podemos trocar de máscara.... Mecanismos de sobrevivência, porque nosso subconsciente foge da dor. Compreender lugar em cada espaço.

A salvadora tem muita dificuldade de dizer não, está sempre pronta para ajudar os outros e menos por si mesmos.A salvadora tem uma dor muito profunda nela, vazio interno, é solitário, procura reconhecido do mundo interno pois é pouco valorizado. A salvadora foge do médico. Tem dificuldade de delegar trabalho.

A vítima se sente abandonada. A vítima não próspera, ela não autoseresponsabiliza, é uma criança no corpo de adulto. Toda vítima busca um salvador. E todo salvador busca uma vítima para salvar. Acha que tudo não é para ela. Sente incapaz. Fica muito doentes. Busca muito tratamento médico. Entope de medicação. Ninguém me entende! É uma trauma inconsciente. Mais difícil de ser tratada.Quando está depressiva, sente se protegida. Sente- se pena dela. A vítima está sempre com dores de cabeça na hora do relacionamento sexual. A sexualidade define a nossa vida.

O perseguidor é muito autoritário, complexo de autoridade, são perfeccionistas, exigentes, críticos. São mais resistentes.  Sentimento de traição. Qual dos papéis é mais difícil de perceber. Gosta de punir os outros. É mais resistente. Perseguidor sempre coloca a culpa no outro. Tem controle extremo. Delega o trabalho e confere. Ele não tem confiança. Não é empático. Tem problema de liderança e comunicação. Ele abusa do poder. 

Em qual desses papéis vc me enxerga?
Precisamos admitir onde estamos atuando mais. 
Como amiga, como mãe, vc se coloca em qual? 

O autoconhecimento vai nos libertando de amarras. O importante é o equilíbrio. 


Papéis ligados as emoções e a inteligência emocional. Sair do corpo da mãe é doloroso. E vem para um mundo que ele sente frio, calor , fome, vai para o berçário longe da mãe. No início é muito traumatizante.

Reações do mundo externo. 

Feridas que carregamos

Medo do abandono
Medo da traição
Medo da solidão.

Essas marcas primitivas podem condicionar a possibilidade de sermos felizes ou não, podendo também transferir em nossos relacionamentos.

Às vezes, a gente passa anos tentando cuidar de uma ferida, mas precisamos de ir na causa. 

Dores primárias inatas...vem conosco - - nascemos com elas. Aprender identificar e conseguir lidar com todos.

Todas derivadas do medo.

Medo, tristeza e raiva

O medo foi e é de vital importância para a nossa sobrevivência.
Gerencia as nossas ações.

sexta-feira, 18 de março de 2022

Contraste na coloração pessoal
Recapitulando os conteúdos:

Baixo contraste claro: pele clara e cabelo claro
Baixo contraste escuro: pele escura com cabelo escuro

Médio contraste: cores um pouco contrastante, mas não tanto como o preto e branco. 

Alto contraste: cabelo escuro com pele muito clara.

Acredito que eu seja médio contraste porque tenho pele fria inverno e cabelos tingidos pretos acinzentados. Às vezes, quando tingi-los, como gosto, passarei a um médio contraste mais baixo porque a cor vai clarear muito. 

 É importante que usemos cores de looks em alto contraste, mas tudo com equilíbrio. Mas não tem nada a ver com a paleta de cores. 

Exemplo: Paleta inverno tem preto, posso colocar uma camisa preta, e uma calça branca. 



terça-feira, 15 de março de 2022

Conhecer alguém é descobrir os seus espaços e manias



Lendo uma crônica de Fabrício Carpinejar - Boca de fogão preferida -   ele traz uma ação rotineira das mulheres, lembrando que a sua esposa tinha uma "boca de estimação", então, pensei... mas não é só a mulher dele... todo mundo deve ter a sua. Eu tenho a minha...para fazer o café da manhã, o chá da tarde, começar o meu almoço e aquecer o leite da noite, sempre, é a mesma boca - a primeira que fica a minha direita. E você tem a sua boca preferida? 

Mas você deve ter também alguns utensílios que gosta também, assim, como eu tenho - sabe aquela faca de mesa da pontinha quebrada, que é a melhor de corte... aquela tesoura que nunca perde a sua qualidade, aquela panela que não deixa grudar os alimentos, aquela vassoura do cabo leve...aquele rodo que não solta do pano...ah, com certeza, vc tinha aquela caneta que deixava a sua caligrafia mais bonita, e com vontade de escrever um caderno inteiro... aquele giz, colega professora, que escrevia macio, na lousa ou no quadro - negro,  que deixava você bem mais animada para encher o quadro, e a turma reclamando! E, se você quer saber o porquê, a resposta é bem direta...é porque é boa ou é bom.

Aí, ele continuou dizendo que, além de preferência por alguns objetos; sempre, temos predileção por um lugar na casa, na mesa, na cama, na janela, no sofá...etc. "Não usará a casa inteira, existirá uma casa unicamente sua dentro da casa".

İnteressante, não!! E é verdade! Assim como eu tenho, o Milton, sempre, tinha o seu lugar preferido para tudo, não era de ficar onde não se sentia bem. Na mesa de jantar da casa da cidade, sentávamos em frente ao outro; na fazenda, ele já preferia a ponta da mesa. 

Gostava de dormir durante o dia, no sofá, se fosse para cama acordava...
À noite, depois de dormir, um pouco, no sofá ia para cama. Se perdesse o sono, durante a noite, iria para o sofá, assistir Tv, porque se a ligasse em nosso quarto, me acordaria. Não dormia de pijama, gostava de uma camiseta velha... às vezes, me perguntava " jogou as minhas camisetas velhas fora, Nilva?" Vc sabe que não gosto de camisetas novas.... São quentes e apertadas..."

Era cheio das manias. Arroz tinha que ter rapa, café tinha que ser feito na hora, pão de queijo só frio, água gelada não tomava, mas as frutas, principalmente, laranja, melancia, abacaxi, preferia geladas. Dizia que ficavam mais doces.

Tinha uma mania de quando estava preocupado em decidir ou resolver alguma coisa, profissionalmente, ou não, ficava, literalmente, fazendo "pavios de papeizinhos" enrolados com os dedos enquanto pensava...

Não tinha agenda, a sua melhor era a cabeça, às vezes, anotava números de telefones em pequenos papéis e colocava em uma gaveta, e quando precisava, pegava.

Em 44 anos...parece pouco... Mas se imaginarmos quantos dias, quantas horas, na mesma casa... na mesma mesa... na mesma cama...? A gente passa a conhecer "quase tudo" sobre a pessoa. Digo quase tudo porque podemos conhecer "agora", amanhã a pessoa pode mudar. 

Acredito que nem depois que a pessoa já partiu dessa vida, podemos dizer, conclusivamente, que conhecíamos ou conhecemos tal pessoa. 

"Conhecer alguém é descobrir os seus espaços, já amar é respeitá-los, entendendo que são santuários de uma personalidade"
 


domingo, 13 de março de 2022

Sonhos para o futuro

Sonhos para o futuro

Milton, sempre, foi um homem sonhador. Mesmo com seus 68 anos de idade, vivia como se estivesse com cinquenta. Muito otimista, esperançoso e visionário.

Antes da pandemia, estava vivendo uma de suas melhores  fases de sua vida. Ele me dizia: "cada dia, me sinto mais preparado emocionalmente, e isso tem me ajudado em tudo - na minha profissão, na nossa vida e até pessoalmente". 

Estávamos com grandes projetos: o primeiro de construir uma casa de morada aqui na cidade. Segundo, um projeto de comprar também outra fazenda para facilitar a sua criação de gado, e terceiro, um projeto de escrever um livro, eu disse que ia ajudá-lo. 

Tudo estava caminhando por  passos largos, vamos assim dizer. Estávamos vivendo o melhor momento de nossas vidas, sem grandes preocupações e sem apertos de negócios. 

Mas eis que um vírus faz tudo desmoronar e levou o nosso maior esteio, o nosso melhor administrador, o nosso maior incentivador. Mas... deixou o seu exemplo de vida, as suas pegadas, e fomos seguindo o seu caminho. Quantas vezes, eu disse para meus filhos: "seu pai fazia assim. É por aqui o caminho....".

Ele não pensava nele 😭😔. Sempre pensou e me dizia: "preciso organizar essas fazendas para nossos filhos. Eles podem, futuramente, se quiserem, e precisarem, viver dessas terras".  



sábado, 12 de março de 2022

Saudade...

Quanta saudade...

A saudade é a memória insistindo em manter viva a lembrança daquele que já não está mais entre nós, mas deixou a sua presença marcada em nossos corações e em muitos momentos vividos, através do seu jeito, dos seus gostos - música, literatura, da sua alegria ou cara amarrada. Em tudo você está!! 

E mesmo sem podermos vê-lo nunca mais; permanecerá em nossos corações entristecidos, preenchendo os vazios que a sua ausência nos deixou.

Sempre, estará conosco em todos os lugares. Principalmente por aqueles locais que fez presente em nossas vidas. 

Todos nós vamos deixar saudades....uns mais, outros menos, mas vamos deixar. 

Assim, nosso filho escreveu: "Saudade gigante, meu pai tinha uma presença muito marcante..o que nos salva é a memória das expressões, do jeito de falar, sorrir, tocar, cantar, aconselhar, brincar..hoje encontro meu pai na leitura dos livros, enquanto ouço seus discos, vejo seus filmes, dos quais sempre falou e recomendou..por ele, cheguei e muitos chegaram até aqui, e vamos seguindo em frente contando a cerca do legado do Dr Milton Ferreira, advogado, fazendeiro, político, e até boêmio rs 🙏🏻👆❤️"

Obs.: (Colocar essas imagens das mãos postas, da outra mão e do coração maiores)

quarta-feira, 9 de março de 2022

Envelhecer para o Milton

Envelhecer nunca foi uma grande preocupação para o Milton. Tinha o espírito de um jovem. Dizia sempre: "Tenho o corpo de 30 e a alma de 20". 

Não me lembro de reclamar, que estava ficando velho, e tal. Embora, no final dos tempos, sempre, me dizia quando chegava de alguma reunião ou evento, que eu não estivesse o acompanhado: "Onde eu vou, sou o mais velho de todos." 

Percebendo, com certeza, que apesar da idade, ainda, estava na ativa, atuante, participando das reuniões e eventos do cotidiano, político ou não , com os mais jovens. E isso, a meu ver, lhes fazia muito bem, tanto para ele quanto para os outros, uma vez que, pelo que conhecia dele e dos outros, havia troca entre eles de jovialidade x experiência e capacidade testada, vamos assim dizer, que fazia bem para todos. 

Milton não tinha dificuldade de se relacionar com as pessoas mais jovens. Muito pelo contrário; embora, existisse muito respeito por parte dos mais novos por ele, a meu ver, havia também um clima de descontração - com bate papo informal, jogando conversa fora, risos, principalmente, por ter uma gama abrangente de  conhecimentos e informações de Literatura, música, esporte, política, História , Geografia, etc, podendo transitar sobre vários assuntos.

Milton tinha uma autoestima excelente, assim, como meu filho relatou em seus textos; mas não de uma vaidade externa, e sim, interna. A autoestima dele  estava além dos aspectos externos com a aparência.  Estava mais, modéstia a parte, relacionada ao seu autoconceito, sua autoeficácia e sua autoconfiança - isto é, a percepção dele sobre  sua capacidade e valorização profissional e o seu reconhecimento pessoal sobre si mesmo, perante as pessoas que estavam a sua volta, e pelo fato  de ter conseguido atingir parte dos seus objetivos. 

E tanto a sua valorização profissional quanto o seu reconhecimento pessoal atingiram seu ápice bem antes da sua partida, adquirindo mais🎈🎈

segunda-feira, 7 de março de 2022

A nossa casa

Desde criança, atribuímos valores sentimentais aos objetos e também aos lugares. Quem não se lembra dos primeiros brinquedos, dos primeiros livros e cadernos que tiveram? E de lugares ? A primeira casa, a primeira escola... a primeira viagem... 

A nossa casa, então, é como se fosse o nosso primeiro berço - não esqueço de que, quando era criança, morávamos em uma fazenda, e meu pai resolveu arrendá- la, e nunca mais voltamos naquele lugar, durante todo o tempo do arrendamento... cinco anos...E para uma criança foi tempo demais... não esquecia da casa, da bica d'água e do quintal, principalmente - cheio de árvores frutíferas antigas, com muitos pássaros, que aproveitavam as frutas do tempo...manga, laranja, jabuticaba, jambo, mexerica, cajus, etc. 

E para onde mudamos era um lugar novo que não tinha plantações comuns dos quintais velhos. Para começar, a água era de cisterna...meu pai tinha que puxar a água do poço com um balde...não parecia fazenda. Então, "morria de saudade" da antiga Fazenda Velha do Arroz, com bica d'água, quintais sombrios, até macios de tantas folhas secas das velhas mangueiras e jabuticabeiras, enquanto na nova muito sol.

Assim, com certeza, não esquecerei, jamais, da nossa casa também em Caiapônia. Que fica na avenida Araguaia, número 19. No centro. Onde vivi quarenta e dois anos com o meu saudoso marido e com os nossos dois filhos! É uma casa simples, espaçosa, mas, em meados de 1980, foi uma das melhores casas da cidade. Hoje, está velha. Fizemos apenas duas reformas. 

Com certeza, os próximos moradores irão falar que aquela casa foi nossa. Seu quintal é imenso! Cheio de goiabeiras. Ah, quantos doces e geleias, eu fiz. Com certeza, sentiremos saudades dos momentos bons que ali passamos.

 Tínhamos um projeto de construirmos uma "senhora casa", com área de lazer, piscina e tudo mais. A planta já estava pronta, e logo que as chuvas passassem, iríamos começar. Eu não esqueço, que o Milton, sempre, me dizia: "Nilva, essa casa vou fazer para você". 

 Sempre, cobrava dele uma casa mais confortável para podermos receber melhor as nossas visitas. Mas, na
verdade, ele nunca se preocupou muito. Para ele, aquela casa estava "passando de boa". Não tinha a mínima vaidade com essas coisas. Queria mesmo era comprar outra fazenda. 

Agora tudo perdeu o encanto. Vou na fazenda, tbém tudo está triste. Tudo perdeu o valor para mim. Como disse minha filha : "Pensei que nunca venderíamos aquela "casa" de Caiapônia, ficaria lá para sempre. Mas não tem mais sentido continuarmos com ela, é como aquela mesa que perdeu o pé...com a perda do meu pai, ela ficou manca". 

E interessante essa comparação dela, com a minha: com a falta dele, sinto que perdi tbém um membro. Perder o companheiro é como perdesse um lado do seu corpo. O Milton sempre me deu muita segurança, era muito independente, muito trabalhador e tudo isso me passava grande expectativa de vida cada vez melhor, além de muita esperança. Junto dele, sentia que crescíamos e vivíamos em paz. 



sexta-feira, 4 de março de 2022

Apesar da correria da vida... celebrava cada momento...

Nossa vida foi feita de pequenos, médios, grandes acertos e, também, desacertos. E dentre os poucos ou grandes feitos realizados, meio a correria da vida,  alimentados pela esperança e pela
grande vontade de crescer e avançar,  Milton sentia que havia conseguido atingir parte de seus objetivos.

Sem ambição. Nada era desmedido! Nada de luxo! Nada vindo da pauta e dos padrões dos outros, mas do seu desejo - natural e dinâmico de viver. Que, sempre, via motivos para celebrar as suas e as nossas vitórias.

E independente do tamanho de cada uma, demonstrava alegria por aquilo que ele ou nós, nosso filho ou nossa filha, netos, familiares, amigos desejávamos e conseguimos conquistar.

E foi com essa demonstração de prazer e de contentamento por parte dele que nos motivou a nos autovalorizarmos, e as pessoas reconhecerem em nós o nosso valor, também; por tudo que éramos e passamos para chegarmos até aqui.

O Milton, embora, fosse muito preocupado com os problemas, do dia a dia, procurava não ficar muito focado naquilo que o decepcionava. Preferia esquecer. Batia os pés, tirava a poeira e bola para frente! Amanhã é outro dia 🙂. Agradecia a Deus pelo que tinha conseguido alcançar e continuava a caminhada.

Tinha algo natural que eu o admirava muito, e com certeza, todos que tiveram a oportunidade de conviver com ele, também - que era a graça de celebrar as suas conquistas pessoais, as dos familiares, as dos amigos e as dos colegas. As dos nossos filhos e netos, então, seus olhos brilhavam de contentamento. 

Não esqueço da sua felicidade quando nossos filhos formaram e quando me formei também. Quando passei de beca pelo corredor, seus olhos brilharam. Ele admirava o curso de Letras e tinha vontade de fazer. 
Gostava de Literatura, e tinha muita afinidade com os poetas e literatos até mais do que eu.

Quando eu estava escrevendo o meu primeiro livro, demonstrava entusiasmo, receptividade e paciência ao ouvir as minhas leituras, e isso só me recarregava de energias. Lembro - me que pensamos até na capa;  no começo, pensamos na imagem de uma borboleta pousando em uma flor, fazendo uma analogia com o título do livro e com a sua metamorfose. Mas depois, pensamos em outras. A editora disse que iria elaborar duas opções de capa, e  depois escolheríamos. Mas achamos que, embora, bonitas, não eram bem o que a gente queria. 

Aí, depois que ele já havia partido, a moça da editora, me disse, porque não escolheria uma de minhas fotos, e optei por uma foto dele pescando com os netos, e achei linda. 

 Independentemente do que fosse, ele vibrava, festejava... não com festa, mas com uma alegria radiante. Poderia ser profissionalmente, quando fazia uma boa defesa no Tribunal do  júri, nas ações ganhas ou algo que havia conseguido realizar. 

Quando terminava de quitar algo - a casa própria, um carro, uma fazenda - tudo, nas vitórias políticas, nas realizações de pendências jurídicas ou politicas, etc, e mesmo não sendo religioso, sempre, dizia: graças a Deus. 

E foi Deus, eu tenho certeza, que nos ajudou. Sem Ele não teríamos conseguido chegar até aqui. Quando olho para trás, posso enxergar cada passo, cada decepção e cada vitória, e com a experiência que tenho, hoje, não sei se conseguiria fazer o mesmo caminho de volta. Acredito que nem o Milton conseguiria. 

"Ninguém pode entrar duas vezes no mesmo rio, pois quando nele se entra novamente, não se encontra as mesmas águas, e o próprio ser já se modificou. Assim, tudo é regido pela dialética, a tensão e o revezamento dos opostos. Portanto, o real é sempre fruto da mudança, ou seja, do combate entre os contrários". ( Heraclito)

Não foi fácil! Mas como disse Bráulio Bessa, o poeta nordestino, "o futuro é obscuro/e às vezes é no escuro/ que se enxerga a direção". E, com certeza, foi.