segunda-feira, 30 de agosto de 2021

De repente...



De repente... tudo vai perdendo o  sentido para nós. Tudo vai mudando...nosso nome, nosso estado civil, nosso status, nossa agilidade, nossa estátua, nossos gostos, nossa liberdade de expressão, nosso poder... nosso direito...

De repente... nosso nome vira senha, nossa chave vira cartão, nossa agência vira pix, nossa fala vira live, nosso mercado vira Drive thru. 

Trabalhamos por home office, nosso neto  estuda por home schooling e enquanto isso as famílias ficam lockdown,  viajando, como o Milton gostava, pela Netflix.

De repente...pouco importa uma coisa como o contrário dela.  As mensagens vão nos cansando. Boas ou ruins! Uma ou outra nos chamam atenção!! Pode ser a do amigo, a do filho ou a do irmão.

De repente... nosso espaço vai ficando menor. Nosso número de amigos também. Tudo vai se fechando, literalmente. 

Começamos abrir mão daquilo que transcende o necessário. Paramos de querer consertar o mundo e o que não nos parece certo. 

Se é errado para nós, mas é certo para o outro, já basta. Prefirimos deixar para a vida consertar.

 Depois de certo tempo, entendemos que é preferível ser feliz a ter razão. E para ser feliz não precisamos que o mundo inteiro esteja do nosso lado. 

Basta que aqueles
que pertencem ao nosso mundo nos mostrem o seu próprio bem estar. 

E se cada um preocupasse com o seu quadrado, como muitas pessoas dizem, talvez, o nosso planeta estaria melhor. 


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