A insensibilidade e a frieza das regras não nos dão vazão às nossas vozes e nem aos nossos ouvidos doloridos, que dormem no recôndito do nosso ego.
Sempre, quis dar liberdade a minha voz. Mas não a que canta, não a que grita, mas a que expressa a dor, calmamente, e que, de repente, pode curar os que, ainda, sintam, imobilizados, no meio do caminho, presos a padrões, que os impedem de revelar o quê também gostariam de expressar.
Não prezo modelos e nem a velocidade do vento e muito menos do tempo, com a sua grandeza vetorial, prefiro a corrente de ar mais lenta a do mês de agosto.
O vento forte embaralha os meus pensamentos e toca nas minhas lembranças, deixando tudo em desordem, meu Deus! Devagar, a gente também chega, mesmo que os Narcisos achem feio o que não seja espelho.
Cresci e envelheci vendo os passarinhos a voar e a cantar, acompanhados ou sozinhos e, aprendi com "todos esses que aí estão / atravancando meu caminho /Eles passarão...Eu passarinho!"
Na minha inocência de menina, queria pegá-los para poder com eles brincar e com prazer contemplar todos os dias.
Não sabia que se os prendesse, poderia sufocá- Los, ou deixá-los sair entre os meus dedos, e nunca mais poderiam voar e também cantar. Eis a ciência do amor, da cura e da libertação - Amar, amar, na medida certa, nunca foi sufocar.
Sempre, gostei mais de escrever do que de falar. Escrever não é falar difícil. Escrever é uma forma de nos libertar e de nos curar.
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