Ah, quantas ações rotineiras
Que pareciam tão naturais
Tão significativas para uns
Tão insignificantes para outros
Mas só agora, depois da pandemia
Pode o merecido valor nos mostrar
Quem imaginaria que um dia
Sentiríamos falta
De um aperto de mão
De sair pelas ruas
Respirando o ar puro
Reunindo com os amigos
Abraçando os familiares.
Quem imaginaria que um dia
Estaríamos de rostos escondidos
Que apenas o nosso corpo e olhos
Estariam livres falando por nós
Quem imaginaria que um dia
Fôssemos proibidos de visitar
Um doente, um parente, um amigo
Quem imaginaria que um dia
Fôssemos proibidos
De enterrar nossos mortos?!
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