Eu sou filho de Manuel Luiz da Silva, nascido em Morrinhos- GO, no ano de 1922, falecido em Goiânia em 1979, e sepultado na cidade de Jataí. Meu pai era filho de Vicente Luiz da Silva e Dinizila Rosa de Jesus ( neto materno de Pedro Nolasco a Ana Rosa, ele nascido em Morrinhos em 1860 e falecido na cidade de São Luís de Montes Belos- GO, em 1965, com 105 anos de idade).
Minha mãe é Luiza Ferreira da Cunha, nascida no município de Morrinhos, em 01.05.1922, falecida em Goiânia, em 11.02.2006, e sepultada em Jataí. Filha de João Quirino Ferreira da Cunha e Izabel Naves da Cunha, naturais da região da cidade de Patrocínio- MG. Os pais de minha mãe mudaram para Goiás, mais ou menos entre 1918 e 1920, e foram trabalhar como agregados para um fazendeiro no município de Morrinhos.
Meu pai tinha quatro irmãos:
1-Sebastião Luiz da Silva
2- Clarinda Luiz da Silva
3- Francisco Luiz da Silva
4- José Luiz da Silva c/c Rosa.
Minha mãe tinha oito irmãos:
1-Cândida Ferreira da Cunha
2- Maria Ferreira da Cunha
3-Sebastiao Quirino Ferreira da Cunha
4- José Quirino Ferreira da Cunha
5- Levindo Quirino Ferreira da Cunha
6- Albertina Ferreira da Cunha
7- Josias Quirino Ferreira da Cunha
8-Benedita Ferreira da Cunha.
História da família de minha esposa e o povoamento do Sudoeste Goiano
Não sou escritor, sou um simples advogado, militante nesta região, há mais de trinta anos; metido a fazendeiro, criador de gado Gir, Nelore, e ainda metido a intelectual e a pesquisador. E pesquisando, pude sintetizar um pouco da história da minha família e também da minha esposa, narrando fatos acontecidos, envolvendo as pessoas, o lugar e a tragetória dos ancestrais dos meus filhos por parte de sua mãe.
O início da história da família de minha esposa e, concomitantemente, de meus filhos e netos começa por uma senhora chamada Francisca Maria Ferreira de Menezes - a İaiá, viúva, que, juntamente, com os seus filhos vieram para o Sudoeste Goiano, precisamente para a Vila Paraíso, hoje, Jataí, mais ou menos, nos idos de 1850, certamente, atraídos pela grande vastidão do Sertão Goiano e pela facilidade em adquirir terras.
İsso em meados do século XlX, quando ela e os filhos venderam o pouco que tinham, lá no Triângulo Mineiro e rumaram para o Sertão de Goiás - região de Jataí, sem estradas, máquinas e pontes, enfrentando Índios, onça e a malária.
Quando o governo imperial, através da Lei nº 11, de 05.09.1838, incentivava as pessoas virem para esta região, oferecendo terras e isenção de impostos, com intuito de povoar o sertão de Goiás.
Esses aventureiros, chegando ao Sudoeste Goiano ( Rio Verde , Jataí e Caiapônia), compravam por preço insignificante grande extensão de terras, ou faziam o Registro Paroquial, junto a Igreja Católica de determinada área, que ainda não tinha sido registrada, geralmente, demarcando suas divisas, através de veio d'água , ou seja,de um Córrego ou de um Rio ao outro, com área média de três a dez mil alqueires de terra.
Chegando aos confins de Goiás, onde pretendiam construir suas fazendas para criação de gado bovino, aproveitando a facilidade de adquirir terras, para deixar aos seus herdeiros, milhares de alqueires, que até hoje, parte delas, ainda, estão nas mãos
dos seus descendentes.
A partir de 1850, através da Lei nº 601, de 18.09.1850, o Governo İmperial torna obrigatório o registro das terras pelos proprietários, junto a İgreja Católica - chamado Registro Paroquial, o que atraiu ainda mais, mineiros e paulistas a virem para o Sudoeste Goiano, em busca de terras férteis e campos limpos, próprios para a criação de gado.
Antecedentes de minha esposa
Minha esposa é filha de José Joaquim de Moraes, nascido em 05.06...., falecido e sepultado em Jataí - GO em........... Filho de Joaquim Ferreira de Moraes (que era filho de Modesto Ferreira de Moraes e Maria Abadia Gouveia de Moraes, que eram primos em quarto grau), e de Josefa Rosa de Moraes, conhecida por Zefinha, nascida em mais ou menos 1908 e falecida em 1983, (filha de Joaquim Rosa de Moraes e Maria Ferreira de Moraes).
Sua mãe é Esmeralda Silveira Moraes, nascida em 1/05/1939, e falecida e sepultada em Jataí- GO; filha de Antônio da Silveira Neto ( conhecido por Antônio Ramiro), nascido em 14/05/1917,( filho de Ramiro da Silveira Moraes e Cecília de Sousa Moraes). Antônio da Silveira Neto viveu até os 93 anos, quando morreu ainda estava bem lúcido. A mãe de dona Esmeralda era Elizena Maria de Rezende, nascida em 30/03/1922 e falecida em 29/06/1998, que era filha de Antônio Gomes Sobrinho ( conhecido por Antônio Norato), nascido em 1897 e falecido em 1969. Sua mãe era Olegária Carolina de Rezende, nascida em 1899 e falecida em 1945, era filha de Zeferino Martins Ferreira, falecido em 1933, e Joaquina Carolina de Rezende, falecida em 1939.
A maioria dos parentes de minha esposa era fazendeiros
Antônio Gomes Sobrinho, tataravô materno de Virgílio e Nalygia era grande proprietário de terras. Era dono da fazenda Boa Vista da Lagoa - Rio Claro, município de Jataí, uma fazenda com mais de 1.600 alqueires goianos de terras, deixados integralmente para seus herdeiros. A sede dessa fazenda estava localizada à margem direita do Rio Claro, em frente a fazenda Córrego do Arroz, localizada a margem esquerda do Rio Claro, e que pertencia ao meu sogro, avô materno de meus filhos. Hoje, pertence ao meu cunhado.
Modesto Ferreira de Moraes, bisavô de Nilva, avô de seu pai, era também proprietário de grande extensão de terras - Fazenda São Domingos, no município de Jataí- GO.
A maioria dos Moraes era fazendeiros, e criadores de gado, não foram agricultores e nem mineradores. Os Moraes, ascendentes dos meus filhos, foram pessoas simples, e tinham na criação do gado, o único meio de subsistência e também de prazer.
Viveram modestamente, sem qualquer ostentação, deixando para seus descendentes as terras que herdavam dos pais.
Casamentos
Observamos, durante a pesquisa, que houve um grande número de casamentos realizados entre parentes dos ancestrais dos meus filhos. Isto acontecia porque a grande maioria das pessoas morava na zona rural, e o convívio dos jovens, daquela época, era quase que, exclusivamente, com os vizinhos, que também eram seus parentes.
Filhos
E pudemos observar que o número de filhos dos casais, ao longo do tempo, caiu bastante. Antigamente, a média era de onze, dez, oito, sete, seis, e hoje, três, dois ou apenas um.
Nomes homônimos
Encontramos também vários homônimos, pois, antigamente, era tradição entre as famílias, dar aos filhos os nomes dos bisavós, dos avós, dos tios, dos primos e até mesmo dos pais, mantendo, assim, preservado o pré, nome, e o nome dos familiares.
Interessante observar, que a assinatura Moraes está presente em todos os ascendentes dos meus netos, desde Joaquim Antônio de Moraes ( nascido em 1773) até meu netinho Lucas C. Moraes Ferreira ( nascido em 2015).
Hoje, depois de mais de 170 anos, podemos afirmar que os Moraes que deixaram a terra Natal em busca do desconhecido até encontrar a terra prometida são vitoriosos, venceram obstáculos, desbravaram e povoaram o Sertão, e ajudaram a fazer desta região, uma das mais prósperas e ricas do Estado de Goiás.
Estou orgulhoso por meus filhos e meus netos partencerem a essa família, e ao mesmo tempo, poder contar um pouco da história dos seus antepassados, e sobre o povoamento do Sudoeste Goiano.
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