sexta-feira, 14 de janeiro de 2022

Família festeira

"Minha família, sempre, foi muito festeira, e a pedido de minha mãe, ainda, não deixamos de comemorar juntos o Natal ou o final do ano, tempo de muita cantoria, discursos, risos, choro, comida farta e cerveja, que nos fazem, ainda, mais emotivos e saudosistas". Assim, Milton escreveu. 

E... como dizem...chamou...chamou... prá festa? A família já está a caminho. Sempre, rindo, brincando um com o outro, cantando... quase todos em alto astral mesmo! Bebendo pouco ou muito, ou nada. Cerveja ou vinho, suco ou água... Cada um com o seu gosto e o seu jeito. É fascinante ver a união de todos!!

E, embora haja personalidades, opiniões e particularidades diferentes, como em todas as famílias, não existem conflitos entre eles, aliás, entre nós. Também faço parte desta família! Desta família que me acolheu tão bem. E,cada dia que passa, a admiro, ainda mais! Admiro não pelo que eles têm, mas pelo que eles são. O Ser aqui tem um valor grande. E é por serem, a cada dia, mais resilientes, mais bem humorados e respeitadores das diferenças, com o desejo de estarmos mais próximos e bem com todos, que fazem de cada um, um componente afinado, dessa orquestra tão bem tocada, que faz toda a diferença.

E, acredito, que todo esse entusiasmo, esse brilho, os filhos herdaram tanto do meu sogro quanto da minha sogra. Convivi pouco tempo com o meu sogro; logo, ele faleceu, mas acredito que essa disposição para as festas a família herdou dele. É claro que a Dona Luiza, sábia como era, fez de  tudo para manter a família unida, em qualquer circunstância - na alegria ou na tristeza - e com muita fineza, além de ter um coração gigante e muita oração, conseguiu manter a casa de pé, mesmo quando perdeu um de seus esteios.  Mas, sempre, foi uma pessoa de muita fé. Quantas vezes, a vi orando, assentada em sua cama, com o rosário na mão. 

E a família que cresce unida, permanece unida - eis o ditado popular.  Além de se encontrar no Natal ou Ano Novo, sempre, que pode, reúne em outros eventos, como: formaturas, casamentos, aniversários e outros! E não esqueço de um evento que o Milton disse a sua mãe que não poderia participar. Gostava de estar junto com a família, mas antes de viajar, criava alguns contratempos. 

E, sua mãe queria que todos estivessem presentes, não discutia, mas também não conformava: Ela ligou de véspera, e lhe disse: "Meu filho, vou ficar te esperando para irmos juntos em tal evento". Não me lembro mais, mas parece que era um almoço em outro local. Fomos... saímos de Caiapônia, rumo a Goiânia, chegamos um pouco atrasados para o almoço, mas lá ela estava em sua casa nos esperando. Não foi mais cedo com nenhum dos outros filhos!! 

Diferente de minha mãe, sem querer fazer comparação, que embora, com certeza, ficasse, extremamente, aborrecida com a falta de um filho em um evento, mas acabava aceitando a sua ausência e até a sua desculpa. 

Dona Luiza foi uma  grande batalhadora! Vida difícil!  Sofreu muito para criar os filhos. Mas teve muita sorte. Todos só lhe deram alegrias. Mas, sempre, foi  muito verdadeira e empática! Sabia como ninguém a arte de bem receber as pessoas em sua casa. Sempre, com um sorriso no rosto, farta comida e pudins de sobremesa. Além de vários tipos de quitandas que eram feitas por ela com antecedência,  Inventava outros pratos, como disse as minhas cunhadas Maria e Divina ao lerem a postagem de seu irmão Zé, fritando pamonha de manhã, no grupo da família:
Maria: "Minha mãe, sempre, fazia pamonha frita! Era uma delícia! ". E Divina completou:  "Que saudade daquele tempo que nossa mãe fazia pamonha frita no fogão a lenha. As de doce eram as melhores. As de hoje tem gosto de saudade.😔😔".

Não esqueço que sua casa estava sempre cheia de visitas - filhos, noras, netos, parentes, amigas dela e amigos dos filhos e dos netos. Quase todos os netos mais velhos moraram com ela para estudar, inclusive nossos filhos,  e ela sempre preparava o prato que cada um mais gostava.  Deixava todos muito à vontade. Não achava nada difícil.  Arrumava várias camas, sempre, com aquela expressão receptiva para todos.

Lembro- me de que quando éramos mais jovens e nos reuníamos, cunhadas e concunhadas, em Goiânia, na casa dela, não pensávamos duas vezes, e deixávamos os netos todos com ela e com os nossos maridos, que ficavam por ali, jogando baralho, tomando ali uma cervejinha e algum tiragosto feito por ela, que poderia ser uma paçoca de carne ou lambaris fritos, enquanto as crianças brincavam com os primos, e nós saíamos para as compras, sem nos preocuparmos com nada, nem em ajudá-la, e sempre quando chegávamos estava com a fisionomia alegre e feliz. 

E as festas organizadas por ela, quase sempre, eram e continuam sendo de três dias ou mais... Muito raro ser só um almoço ou só um jantar. Que é muito bem programado e organizado, atualmente, pelos anfitriões de sempre, os filhos.

É um momento, que, segundo a Shirley, irmã do Milton, essencial para encontrarmos, matarmos a saudade e revermos todos, inclusive, acompanhar o crescimento dos sobrinhos menores, e tornarmos mais próximos!!


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