domingo, 23 de janeiro de 2022

Um dos seus maiores prazeres era criar gado

Milton, embora, não tivesse sido criado em fazenda, não tivesse tido a oportunidade de conviver e presenciar a rotina dos trabalhos com a lida com a pecuária bovina, quando criança e adolescente, gostava muito da criação de gado. 

Para ele era o maior prazer, sair para o campo com os companheiros da fazenda. E, apesar de ser alguém que fosse, só uma vez por semana e nos finais de semana, não reclamava dor no corpo dos galopes do cavalo. Era interessante ver o seu gosto. A sua disposição e o interesse também em aprender. 

No começo, não  sabia distinguir nem o bezerro macho de uma fêmea, e dizia ao meu cunhado João: " como vc sabe?" E a diferença está no umbigo cabeludo ou não, se visto de frente ou de lado. Mas perguntando um e outro amigo ou cunhados, lendo, se informando, foi aprendendo, e tornou deveras um criador de gado. 

Gostava do gado Gir e do Nelore. Sempre, colocava em pastos separados. Onde tinha Nelore, só Nelore. Todas brancas. Onde tinha gir, só as chifrudas, de pelagens:
  • vermelha 
  • vermelha chitada;
  • amarelo, em tonalidades típicas da raça;
  • amarela chitada;
  • chitada clara;
Tinha  essas cores. Certa vez, comprou umas vinte novilhas de um criador de gado Gir de Jataí, e pode começar por o seu gosto em prática.É um gado lindo! O leite e a carne são mais saborosos do que de outros bovinos. Inclusive, segundo estudos, o leite é o que tem menos lactose. 

Não gostava de misturas de gado nos pastos. E fazia o possível para separá- los por estágio, vamos assim dizer: gado solteiro, vacas paridas, bois carreiros, novilhas, todos separados. 
Gostava do gado Nelore pela facilidade de manejo, e por ser um gado, que não exigia tantos cuidados, como o gir. Sempre, comprava bois Nelore PO. Então, o seu gado foi melhorando, cada vez mais, geneticamente.

O único erro dele era não ter pastagem suficiente para todo o seu rebanho, e na seca, o gado sofria...e a gente também. Mas ele dizia..."em quase todos os lugares é assim... onde tem muito gado, não tem pasto", mas sempre tratava o seu rebanho com sal mineral e proteinado. Não deixava faltar, e o gado mantinha até forte. 

Hoje, quando vejo o gado no curral, lembro muito dele! Ficava super - animado e agradecido pelo que conseguiu adquirir. Eu ia, sempre, com ele para fazenda, e, hoje, tentamos seguir os seus passos. İnteressante isso. Ele não está mais aqui, mas ainda conseguimos seguir o caminho deixado por ele. 

Nosso filho também gosta da pelagem do gado gir, por ser um gado diferenciado, cada rés é diferente da outra, e apesar dos desafios de pastagens, valores de mercado, pretende continuar com o gosto do pai. 

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